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29 abril 2007

PEDRO SÓ NEGOU TRÊS VEZES
Por Riva Moutinho

Pensionante Dei Saraceni - Óleo sobre tela
Museu do Vaticano

“Disse-lhe Pedro: Ainda que venhas a ser um tropeço para todos, nunca o serás para mim.

Replicou-lhe Jesus: Em verdade te digo que, nesta mesma noite, antes que o galo cante, tu me negarás três vezes.

Disse-lhe Pedro: Ainda que me seja necessário morrer contigo, de nenhum modo te negarei. E todos os discípulos disseram o mesmo.” (Mt.26:33-35)


Nunca negarei a Cristo. A certeza de Pedro, acompanhada pelos outros apóstolos, não é diferente da nossa nos nossos dias. Mas será que a nossa realidade é diferente da realidade ocorrida na vida de Pedro?

Pedro caminhou com Cristo, ouviu Suas palavras pessoalmente, viu as curas realizadas por Ele, sentiu todo o amor que emanava Dele, participou da ceia ao lado Dele. Pedro, no nosso modo de pensar, tinha todas as experiências palpáveis para sempre seguir e estar ao lado de Cristo em todos os momentos. No entanto assim não aconteceu.


“Ora, estava Pedro assentado fora no pátio; e, aproximando-se uma criada, lhe disse: Também tu estavas com Jesus, o galileu. Ele, porém, o negou diante de todos, dizendo: Não sei o que dizes.

E, saindo para o alpendre, foi ele visto por outra criada, a qual disse aos que ali estavam: Este também estava com Jesus, o Nazareno. E ele negou outra vez, com juramento: Não conheço tal homem.

Logo depois, aproximando-se os que ali estavam, disseram a Pedro: Verdadeiramente, és também um deles, porque o teu modo de falar o denuncia. Então, começou ele a praguejar e a jurar: Não conheço esse homem! E imediatamente cantou o galo.” (Mt. 26:69 - 74)


As negações incisivas de Pedro no momento em que os maiorais de Jerusalém incriminavam a Jesus mostraram o quanto Pedro estava errado diante da sua certeza. Talvez porque esta certeza estava alicerçada no emocional dele e não nos ensinamentos que Cristo tinha passado. Talvez por não enxergar a possibilidade de um período ruim, mesmo diante de tantos avisos. Talvez porque Pedro confiava mais em si do que em qualquer outra coisa. Mas não estou escrevendo para acusar ou para julgar a Pedro.

Coloque-se no lugar de Pedro e viva cada momento que ele passou com Cristo antes de negá-lo. Abdique-se do seu eu e se preencha de sinceridade diante de si mesmo. Suas palavras seriam diferentes das de Pedro? Suas atitudes seriam diferentes das de Pedro?

Em algum momento da sua vida, Jesus te chamou para estar ao lado Dele. Então, Ele começou a lhe ensinar a Sua Palavra. Seu julgo foi se tornando leve, seu coração foi ganhando alegria, sua esperança o brilho da presença do Espírito Santo. Ele te curou. Você viu outras pessoas serem curadas. Ele te libertou. Você viu outras pessoas serem libertas. Você sentiu o inundar do amor de Cristo no seu interior. Mas, suavemente, um novo ensinamento foi lhe passado.

Alguém lhe disse que existiam maldições hereditárias na sua vida, mesmo depois de você ter aceitado o sacrifício de Jesus na cruz, e por isso as coisas não caminhavam bem na sua vida. E você acreditou.

Depois vieram com a idéia que pra se conseguir as bênçãos que Deus tem reservado você precisaria se sacrificar. Subir dias e dias no monte, jejuar até conseguir (e aí te passaram os vários tipos de jejuns existentes), participar de correntes durante 7 ou mais dias. Resumindo, as suas atitudes te transformariam num merecedor das bênçãos de Deus. E você acreditou.

Leram versículos do livro de Malaquias e disseram que sua obediência gerava automaticamente a proteção de Deus na sua vida. Seu dinheiro virou moeda aceita entre os anjos. E você acreditou.

Trouxeram uma questionável água do Rio Jordão, ungiram rosas, mini cajados, mini vasos de barros, lenços, te deram trigo, mirra. Ensinaram que você deveria levar pra casa para espantar os espíritos ruins, para trazer a presença, a proteção e as bênçãos de Deus. E você acreditou.

Pensamento positivo. Alguém ensinou que você precisaria falar apenas coisas boas, inundar a sua mente somente com palavras positivas e, sendo assim, afastaria maldições rotineiras, vivendo feliz pelo poder das suas palavras. E você acreditou.

Introduziram um objetivo o qual você deveria desprender suas forças para “Comer o melhor da terra”. Prosperidade é prioridade, o Reino é supérfluo. E você acreditou.

Num dado momento você se torna o elemento certo, vivendo num grupo certo, buscando interesses em comuns para se conquistar a terra humana: poder, fama, dinheiro, ser o número 1. Buscai primeiro o reino deste mundo. E você acreditou.

E Jesus?


“Então, voltando-se o Senhor, fixou os olhos em Pedro, e Pedro se lembrou da palavra do Senhor, como lhe dissera...” (Lc. 22:61)


Os Evangelhos relatam a atitude de Pedro pós negação.

O tempo chamado Hoje relatará a sua.

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(O advérbio SÓ utilizado no título deste texto é um convite-desafio para, ao invés de olharmos o argueiro no olho de Pedro, possamos contemplar as traves nos nossos olhos)

Estatais puxam aumento de verbas publicitárias do governo em 2006

FONTE: Portal UAI

O governo federal gastou mais recursos, em 2006, com publicidade. Segundo balanço divulgado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, foram investidos R$ 1,015 bilhão, um aumento de 5,48% em relação a 2005. O crescimento foi puxado pela atuação das empresas estatais, que utilizaram 12% a mais de recursos no setor e são responsáveis pela maioria (76%) do montante publicitário do governo.

A administração federal possui três tipos de publicidade, todas coordenadas pela Secretaria de Comunicação Social: as institucionais, que aborda campanhas mobilizadoras e de governo, que gastou R$ 90,27 milhões; as de utilidade pública, como a do censo previdenciário ou a de vacinação, responsáveis por R$ 240,59 milhões; e por últimodas estatais, que anunciam com os conceitos de concorrência no mercado para afirmar suas marcas, como é o caso da Petrobras e Banco do Brasil utilizaram R$ 775 17 milhões.

A política de Secom é dar total transparência nos gastos do governo na publicidade, porque não tem nada para esconder. No ano passado, gastamos R$ 1,015 bilhão em publicidade. Desse total 76% foram gastos em publicidade de empresas estatais que competem no mercado. É um valor compatível com que investem os concorrentes, explica o sub-chefe executivo da Secretaria de Comunicação Social, Ottoni Fernandes Jr.

Segundo a secretaria, o ritmo de crescimento da publicidade das estatais é compatível com o comportamento do mercado, que, segundo dados apurados pelo Ibope Mídia, teve crescimento de 12 3% em 2006. A secretaria não divulga os dados específicos de cada estatal, porque, segundo Fernandes Jr., são informações reservadas e estratégicas para os setores. O governonão divulga os números particulares dessas empresa, porque é uma informação de segredo competitivo.Mas posso dizer que os gastos do Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal são absolutamente compatíveis com similares como Bradesco e Itaú. Na realidade, até um pouco menos.

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28 abril 2007

A MELHOR BANDA DE TODOS OS TEMPOS
Led Zeppelin

FONTE: Wikipédia

Led Zeppelin foi uma banda britânica célebre pela sua inovação e influência no heavy blues-rock, além de ter sido uma das mais populares na década de 70, fazendo parte do grupo conhecido como a tríade. Era formada por: Jimmy Page, John Bonham, John Paul Jones e Robert Plant. A morte de John Bonham, em 1980, foi a causa do fim da banda. O Led Zeppelin voltou a se reunir em duas ocasiões, em 1985 para o show beneficente Live Aid, com Tony Thompson na bateria e no aniversário de 40 anos da gravadora Atlantic em 1988, com Jason Bonham na bateria.

Reuniões

Em 13 de Julho de 1985, os Led Zeppelin reunem-se para o concerto Live Aid, com Tony Thompson e Phil Collins a substituírem John Bonham. Um ano depois Page, Plant e Jones voltam a reunir-se com Tony Thompson, com o intuito de voltarem a tocar como Led Zeppelin, mas um grave acidente de carro envolvendo Thompson, pôs fim a esta intenção. No entanto voltaram a reunir-se em 1988, desta vez com Jason Bonham no lugar que foi de seu pai, para o 40º aniversário da "Atlantic Records". Esta formação ainda voltou a tocar, no 21º aniversário da filha de Bonham, Cármen, e no casamento de Jason.

Page e Plant, sem Jones, voltaram a reunir-se em 1994 para um MTV unplugged intitulado "Unledded", o que os levou a mais uma digressão pelo mundo e à edição de dois álbuns.

Em 1997 assistiu-se à edição do primeiro álbum desde há 15 anos atrás, BBC sessions. Este álbum duplo incluía a quase totalidade das gravações que a banda tinha feito para a BBC, embora alguns fãs tenham notado a falta de uma sessão de 1969 que incluía a música nunca editada "Sugar mama". Nesta altura, a "Atlantic" editou um single de "Whole lotta love", que se tornou no único CD single da banda.

Em 2003, os Led Zeppelin voltam à ribalta com a edição de How the west was won e do DVD Led Zeppelin. No fim do ano o DVD tinha vendido mais de 520 000 cópias.

Em 2006 a banda foi premiada pelo Prêmio Polar como melhor banda de rock de todos os tempos.


Stairway to Heaven


Comunication Breackdown


No próximo post A Melhor Banda de Todos os Tempos: U2

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Gretchen filia-se ao PPS e quer disputar a Prefeitura de Itamaracá

FONTE: Folha online

A cantora Gretchen se filiou hoje PPS em Pernambuco. A cerimônia de filiação ocorre na reunião da Executiva Estadual do partido em Jaboatão dos Guararapes, região metropolitana de Recife, capital do Estado.

"Escolhi o PPS porque é o partido que valoriza a mulher", afirma a cantora.

Ela reside há dez anos em Itamaracá, uma ilha que integra a Grande Recife. "Meu objetivo é transformar Itamaracá no maior ponto turístico de Pernambuco."

Para isso, a Gretchen pretende concorrer à prefeitura da ilha. Ela não adiantou qual será sua plataforma de campanha. "Estou chegando agora", conta. Disse apenas que teve a idéia de filiação depois de assistir a uma propaganda do partido na TV no começo deste ano.

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O povo já elegeu Clodovil, Frank Aguiar, Manuela, boa parte dos mensaleiros e sanguessugas... já está horrível demais pra piorar mais.

E vejam bem quem vem falar sobre valorização da mulher.

Com certeza, então, o filme "La Conga" deve ser uma ótima amostragem de como valorizar a mulher segundo Gretchen.

Me poupem. Chega!

27 abril 2007

CAMINHO DA GRAÇA com Caio Fábio
A VAIDADE DA NOBREZA DO NOSSO LABOR SEM AMOR E FÉ

Aquilo que é elevado entre os homens é abominação diante de Deus
Jesus


A maior parte das coisas nobres que nos ocupam não tem valor diante de Deus, da vida como um todo, e, no final, para nós mesmos.

Nós, entretanto, cuidamos de nos dedicar a muitas tarefas da vaidade disfarçando-as de piedade.

As obras do homem são vaidades. Até mesmo as mais nobres são eivadas de vazio de real significado.

Jesus foi o único que viveu as obras de Deus e do homem, até a mais profunda plenitude, no limitado ambiente da existência como a conhecemos.

Ele, entretanto, nada fez!

Sim! O que Jesus fez?

Ora, qualquer discípulo dirá: Jesus curou. Jesus fez o bem. Jesus tirou gente da morte. Jesus deu a alegria do perdão aos que o procuraram. Jesus amou. Jesus morreu. Jesus ressuscitou e apareceu a alguns discípulos. Jesus ascendeu aos céus. Jesus é o meu Deus e Salvador! Jesus voltará! Jesus é o Alfa e o Omega! Jesus é Senhor de tudo e todos!

Aleluia!

Todavia, quase nenhum desses discípulos que confessam tais coisas como sendo “o máximo”, como sendo a obra de Deus por excelência — são capazes de celebrar as mesmas coisas em suas próprias vidas, a menos que elas se façam acompanhar de outras obras.

Quem cura deseja abrir um Centro de Cura. Quem faz o bem quer criar uma ONG. Quem prega tem que abrir uma Missão. Quem perdoa tem que escrever um livro. Quem se pensa morto pensa-se acabado, e deseja entrar para a História. Quem diz que crê na ressurreição foge da morte como pode, e ergue uma Edificação. Quem diz que Jesus voltará, vive sem esperança, embora almeje ser dono de grande Ministério.

Assim, a maior parte das coisas nobres que nos ocupam não tem valor diante de Deus, da vida como um todo, e, no final, para nós mesmos; pois, não são verdade e não são amor.

Para nós a obra de Deus é visível em números, em prédios, em estatísticas, em prestigio, em fama santa, em honestidade intelectual e moral, em interesse social, em escolha das causas do bem, em esforço pela expansão da visibilidade do “Evangelho”, em aparições de discípulos na grande mídia de modo “bom e digno”, em piedade visível aos sentidos mediante a aparência do bem, em dedicação às chamadas “causas da igreja” como “reino”, em serviço aos líderes ungidos, em planejamento evangelístico, em cursos teológicos, em belos templos, em meiguice estereotipada, em vaidades de ser, de estar, de pertencer, de possuir, de aparecer, de ambicionar, de conseguir, de morrer...

Uns querem ser os benfeitores, outros os curadores, outros os profetas, outros os mestres, outros os criadores, outros os melhores repetidores, outros os pensadores, outros os formadores, outros os edificadores, outros os construtores, outros os articuladores, outros os aprofundadores, outros os mais sensíveis, outros os mais ousados, outros os mais instruídos...

Mas ninguém quer fazer a obra de Deus.

A obra de Deus está em fazer a vontade de meu Pai, disse Jesus.

A Vontade de meu Pai...

Fazer a vontade do Pai é a obra de Deus.

Claro! Realizar a vontade é fazer a obra.

A vontade quer ser feita obra na vida do homem que tem volição. A volição humana casada e rendida à vontade de Deus realiza a obra do Pai.

Mas e a vontade do Pai? Quem a sabe?

Ora, essa é sempre a pergunta de quem não quer fazer a vontade do Pai.

É como a pergunta do jovem rico: “O que farei para herdar a vida eterna?” É como a pergunta do bom escriba: “Quem é o meu próximo?” É como a pergunta de Pilatos: “O que é a verdade?

A Sua Voz se faz ouvir em toda a Terra e as Suas palavras até os confins do mundo!

Até mesmo aquele que nada sabe da revelação de Deus, seja a escrita, seja a encarnada em Jesus, quando teme a Deus e busca o que é bom, sabe qual é a vontade de Deus.

A vontade de Deus se faz impulso operacional em todo aquele que o ama. Pois todo aquele (qualquer um) que ama, conhece a Deus, visto que Deus é amor.

Assim, quem ama é nascido de Deus; e, por isso, carrega a semente divina em si mesmo. E essa semente é amor.

Por isso quem ama conhece a Deus, é nascido de Deus, e, por tal razão, ama a todo aquele e a tudo aquilo que por Deus foi gerado.

Ora, quem quer que em qualquer lugar ou mundo tema a Deus e ame o seu próximo, esse conhece a Deus, pois, Deus é amor.

Assim, esse tal (sem nome, sem escola, sem revelação, sem instrução, sem ensino, sem filosofia, sem teologia, sem religião, sem informação histórica, e sem nada que julguemos essencial ao saber, ao ser, ao edificar, ao alcançar, ao ambicionar, e ao atingir), conhece a Deus mais do que teólogos, mestres, educadores, pastores, sacerdotes, eruditos, etc. — se esses sabem, mas não vivem; se instruem, mas não crêem; se confessam, mas não encarnam; se labutam, mas na inércia; se acumulam, mas não conduzem nada ao coração.

Para saber a vontade de Deus basta amar de verdade. Quem ama sempre sabe o que fazer. Mas amor aqui é amor. É amor conforme Deus.

Ninguém jamais viu um ser humano cheio de amor sem saber o que fazer!

O amor que não faz a vontade de Deus é romance religioso e teológico!

No fim, somente no fim, é que a maioria quase absoluta descobre — já na virada, na passagem — que labutou por importâncias que não importavam, e que deu de si ao que não era; pois, não realizava a vontade do Pai, mas apenas atendia às demandas das nobres ocupações dos que vivem para falar, dizer, almejar, ensinar, e lamentar, mas que nada fazem, pois, o que fazem não enche o coração, posto que o coração só se realiza na obra simples do amor.

O resto é a piedosa e vã nobre vaidade orgulhando-se de sua nulidade!

Sem amor nada me aproveitará!

Pense nisto


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Lula intervém para manter a CPI ‘sob controle’

FONTE: Blog Josias de Souza

Sob orientação de Lula, o Planalto determinou ao consórcio que o apóia na Câmara que não ceda um milímetro de espaço à oposição no comando da CPI do caos aéreo. Em diálogo com um ministro egresso da Câmara, o presidente foi enfático: “Não podemos permitir que essa coisa vire uma outra CPI dos Bingos.”


O diálogo entre o presidente e seu ministro ocorreu no início da noite de quarta-feira (25), mesmo dia em que o STF ordenou a instalação da CPI que o Planalto tentara sepultar. Nesta quinta (25), a motoniveladora governista já estava em movimento na Câmara.


Depois de se entender, pelo telefone, com o ministro Walfrido dos Mares, que se encontrava em Minas Gerais, o deputado José Múcio (PTB-PE), lugar-tenente de Lula na Câmara, reuniu-se com os líderes das legendas associadas à coalizão. No encontro, traçou-se uma estratégia para tentar conter os arroubos da oposição.


Como primeira providência, definiu-se que o comando da CPI será integralmente governista. A presidência caberá ao PMDB. O relator será do PT. Avalia-se que, procedendo assim, o governo, que vai à CPI com uma maioria de 16 contra sete, estará menos sujeito a surpresas desagradáveis.


Para prevenir-se contra o discurso de que o Planalto estaria esmagando a oposição, a liderança do governo muniu-se de uma pesquisa feita nos arquivos da Câmara. Verificou-se que, desde 1995, ano em que o presidente da República era o tucano Fernando Henrique Cardoso, todas as CPIs da Casa foram presididas pelo maior partido e relatadas por um representante da segunda maior bancada.


Podaram-se, assim, as asas de um grupo de petistas que, em reserva, pregava a conveniência política de uma composição com o PSDB. Defendia-se a entrega do posto de relator ao tucano Vanderlei Macris (SP), um dos autores do pedido de CPI.


O mesmo grupo esgrimia a tese de que, ao PT, interessava mais a presidência da CPI do que a relatoria. O Planalto, de novo, interveio. Para o governo, as funções de relator, por estratégicas, não podem ser exercidas senão por um petista. O líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN) não poderia estar mais de acordo.


“Vamos ficar com a presidência da CPI. Isso é inegociável”, disse Henrique Alves ao blog. “Acho que o relator tem que ser do PT, que conhece mais o governo. Há coisas delicadas em jogo, pode envolver questões ligadas à Aeronáutica, às Forças Armadas. O relator precisa ter uma grande intimidade com o poder. E o PMDB ainda não tem esse nível de intimidade.”


Não há, por ora, definição quanto aos nomes nem do presidente nem do relator da CPI. Sabe-se apenas que serão submetidos ao crivo do Palácio do Planalto. O PMDB já decidiu que apresentará, na próxima quarta-feira (4), uma relação de quatro nomes alternativos. O PT deve fazer o mesmo.


Nesta quinta-feira, em viagem ao Chile, Lula disse que a CPI "é um problema do Congresso Nacional." Afirmou que está “muito mais preocupado em consolidar o PAC, o programa de educação” e outras iniciativas que irá anunciar “nos próximos meses”.


Em privado, o presidente diz coisa bem diferente. Acha que uma CPI, se mal administrada, pode converter-se num pesadelo. A comissão dos Bingos não lhe sai da cabeça. Criada sob o pretexto de escarafunchar a jogatina, tratou de tudo –da morte do ex-prefeito Celso Daniel (Santo André) à dívida de Lula com o PT, paga pelo amigo Paulo Okamoto. Só não cuidou de bingos.


A disposição do governo vitaminou o desejo da oposição, especialmente do DEM, de levar a sério a CPI do Senado, instituída para investigar o mesmo caos aéreo. Entre os senadores, a supremacia do governo é menos acachapante. Avalia-se que tudo o que for brecado pelo governo na Câmara, a oposição conseguirá levar adiante no Senado.



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Enquanto estas articulações são pensadas e realizadas, fico eu aqui pensando:

Se as cartas são marcadas pra que gastar dinheiro público?


Por isso que, infelizmente, no Brasil não dá pra se levar as investigações ou prisões que fazem a sério. Sempre há um outro esquema por trás do esquema que foi desvendado.


Brasília é uma cidade muito bem projetada para ser politicamente uma inutilidade pública.

26 abril 2007

Conselho livra de punição deputados acusados em mandatos passados

FONTE: Folha online

Por 9 votos a 4, o Conselho de Ética da Câmara decidiu nesta quinta-feira que não irá abrir processos contra parlamentares acusados de irregularidades em legislaturas anteriores. A decisão beneficia diretamente os deputados Paulo Rocha (PT-PA), Valdemar Costa Neto (PR-SP) e João Magalhães (PMDB-MG). Se o entendimento fosse outro, eles poderiam ser processados por suposta participação nos escândalos mensalão e do sanguessugas.

A maioria dos deputados concordou com o relator, Dagoberto (PDT-MS), de que se foram reeleitos, os parlamentares não podem ser punidos politicamente porque receberam a absolvição das urnas. Todos os representantes da base aliada no conselho votaram a favor do relator. Apenas a oposição se manifestou contrariamente.

A discussão sobre a reabertura dos processos foi motivada pelo PSOL que ingressou com representações contra os três deputados. Costa Neto e Paulo Rocha renunciaram aos mandatos na legislatura passada para evitar o processo pelo escândalo mensalão. Já Magalhães não foi julgado por suposto envolvimento com a máfia dos sanguessugas porque o processo foi arquivado com o final da legislatura.

Crise

A decisão do Conselho provocou uma baixa no colegiado. O deputado Nelson Trad (PMDB-MS) renunciou à sua vaga no órgão por considerar que a discussão que deveria ser técnica foi politizada.

"Aqui existe uma confissão de autoria. Um crime que espanta a todos nós brasileiros", afirmou em referência aos mensaleiros. "Estou descendo a montanha da vida pública e não teria como permanecer neste conselho", justificou.

Jurista, Trad era considerado um dos deputados mais experientes do Conselho de Ética da Câmara.

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A questão é uma só: se nós, o povo, não fazemos nossa parte como podemos exigir que eles façam a deles?
E se a maioria não toma pra si a responsabilidade de construir um lugar melhor pra se viver, então me diga, como mudaremos este país?

25 abril 2007

QUÍMICA PRA EXPRESSAR
Por Riva Moutinho em 2004

Apaguem as luzes ao sair por último

Neste caminho que seguem as circunstâncias vitais

Infelizmente, todos os dias, este ácido fórmico

Tem estado na minha carne.


Quero aprender a me proteger

Mas meus músculos se preenchem com ácido láctico.

Tento a cada dia caminhar na direção certa

Mas nem sempre tenho mapa ou bússola.


Já limpei minhas feridas com orto hidróxi benzóico

E não há pus... não está viva

E algumas marcas ficaram

Para lembrarem da intensidade da dor.


O acidulante sempre foi notado

Ingerido, às vezes, em doses exageradas

Mas cada caso é um caso

Onde todos formaram lições.


Sempre é um passo após o outro

E um dia subseqüente do outro

E se há sonhos que se sonham a dois,

O que fazer se um acordar primeiro que o outro?


Preciso de aditivos.

Por favor, um volume considerável.

Injete epinefrina.

Estou precisando terminar a semana e o resto da minha vida.


Cadeia para os agentes irritantes

Enquanto preciso de mais um copo de água mineral bicarbonatada.

Ainda tenho que engolir certas substâncias inorgânicas.

É uma pena não submergirem em lugares escusos.


Saco de podridão contaminador

Egoísmos egocêntricos, inconformismos, indiferenças, rejeições, traumas

Puxe de dentro a langanha triste que inunda seu interior.

Atire para bem longe; para onde, nunca mais, possa ser alcançada.


Estou buscando viver,

Mas não se preocupe... Ainda respiro aerobicamente.

novembro / 2004

STF determina instalação da CPI do Apagão Aéreo na Câmara

FONTE: Estadão

SÃO PAULO - O Supremo Tribunal Federal (STF) mandou instalar a CPI do Apagão Aéreo na Câmara. Nesta quarta-feira, 25, o plenário do STF julgou a ação da oposição pedindo que a comissão seja instalada. Todos os 11 ministros foram favoráveis à CPI, que tem por objetivo investigar as causas e responsabilidades pela crise no controle do tráfego aéreo no País.

O relator do processo, Celso de Mello, já havia concedido uma liminar determinando a instalação da comissão no final de março. Mas como a decisão era em caráter provisório, foi necessário esperar o julgamento do mérito da ação para finalmente dar início à CPI, engavetada na Câmara pela base aliada em votação vitoriosa para o governo.

No julgamento, Celso de Mello determinou a restauração do ato da presidência da Câmara que reconheceu criada a CPI, devendo o presidente da Casa providenciar a publicação do ato, com a adoção das medidas destinadas para viabilizar a instalação da comissão. Em declarações anteriores, o presidente da Casa, Arlindo Chinaglia, afirmou que cumpriria a decisão do STF.

Manifestações

Assistido por vários deputados de oposição, o julgamento foi aplaudido no final. A presidente do STF, Ellen Gracie, chamou a atenção: "A casa não permite manifestações." Ministros do Supremo disseram durante o julgamento que o voto do relator, Celso de Mello, foi antológico e histórico.

"Para efeito de instituição de CPI, os grupos minoritários prescindem, não precisam da vontade aquiescente da maioria", afirmou o relator. Segundo ele, os requisitos para a criação da comissão foram preenchidos - número mínimo de assinaturas, existência de fato determinado e fixação da duração dos trabalhos.

Vice-presidente do STF, Gilmar Mendes disse que o tribunal teve mais uma possibilidade de reafirmar a sua jurisprudência que reconhece o direito das minorias parlamentares à investigação. "Hoje, não temos nenhuma dúvida de reconhecer aqui que, em se tratando desse tipo de requerimento, há um direito subjetivo da minoria", disse.

O ministro Marco Aurélio Mello afirmou que "o verdadeiro equilíbrio decorre do somatório de forças distintas". "A Constituição Federal não dá, no caso, com uma das mãos e retira com a outra", disse. "Atendidos os requisitos dela constantes, não cabe criar incidente para, à mercê desse incidente, esvaziar-se o próprio instituto consagrado constitucionalmente", concluiu. Decano do STF, o ministro Sepúlveda Pertence disse que não é possível entregar à maioria o que é uma "prerrogativa absoluta da minoria qualificada".

CPI no Senado

Também nesta quarta-feira, foi feita a leitura no Senado do requerimento para a instalação da comissão na Casa, mas nenhuma investigação começa antes de 20 dias. O prazo é resultado de um acordo entre os líderes partidários do governo e da oposição. E surge como uma boa oportunidade para o Planalto tentar um acordo para que apenas uma CPI seja instalada, a da Câmara, onde a coalizão em torno de Lula é mais forte.

O presidente do DEM (ex-PFL), deputado Rodrigo Maia (RJ), descartou o apoio do partido a um acordo contra a instalação da CPI do Apagão Aéreo no Senado, em troca da relatoria ou presidência de uma CPI na Câmara para a oposição. O requerimento para instalação da CPI foi lido nesta quarta-feira e daqui a 20 dias os senadores devem dar início aos trabalhos.

Segundo Maia, a oposição terá mais condições de atuar em uma investigação do Senado porque, pelo critério da proporcionalidade partidária, a base aliada teria mais integrantes em uma comissão na Câmara. "No Senado, os partidos de oposição teriam como trabalhar melhor", disse.

O vice-líder do PT Mauricio Rands (PE) disse que seu partido está disposto a negociar a composição da mesa na CPI na Câmara para evitar a investigação no Senado. A comissão no Senado, segundo ele, corre o risco de se tornar palco de disputas políticas. Já na Câmara, em sua opinião, a investigação tem mais chances de ser bem-sucedida.

A comissão terá 180 dias para apresentar seus trabalhos finais e terá 13 titulares e 13 suplentes. Segundo Renan Calheiros, depois da leitura do requerimento para criação da comissão - o que já aconteceu - e uma vez cumpridos os pressupostos constitucionais, a CPI se torna irreversível.

STF decide hoje sobre CPI na Câmara

FONTE: Globo.com

O Supremo Tribunal Federal (STF) decide nesta quarta-feira (25) se determina a instalação da CPI do Apagão Aéreo na Câmara dos Deputados. O STF já concedeu liminar determinando abertura da comissão, mas pode tomar uma decisão final hoje.

A oposição, porém, acredita que algum ministro do Supremo pedirá vista (mais tempo para analisar) do relatório do ministro Celso de Mello, o que deverá adiar a decisão para maio. Assim, integrantes do Democratas e do PSDB no Senado devem pressionar Renan a acelerar a instalação da CPI.

Os líderes dos partidos no Senado chegaram a um acordo na terça-feira (24) para que os membros da CPI do Apagão Aéreo sejam indicados num prazo de 20 dias a contar a partir desta quarta-feira (25). Neste período, a base do governo tentará um acordo para garantir uma CPI apenas na Câmara, onde tem uma maioria mais folgada.

O prazo de 20 dias foi decidido em reunião com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que lerá em sessão nesta quarta o ato de "criação" da CPI. Após esse prazo, a CPI deve ser instalada depois da nomeação de seus integrantes. A oposição reclamou dos 20 dias, mas ficou sem saída porque o regimento não prevê nenhum tempo determinado, deixando a prerrogativa com o presidente do Senado.

Numa longa reunião, a oposição tentou estipular pelo menos 15 dias, mas acabou aceitando os 20, tirados após uma média de outras CPIs. "Achei 20 dias muita coisa, mais longe do que eu desejava. Mas foi o possível, porque poderia ser maior e o governo não indicaria ninguém", disse o líder do Democratas (antigo PFL), José Agripino (RN), autor do requerimento da CPI no Senado.


Acordo

Renan afirmou que o prazo foi resultado de um acordo dos líderes, e não descartou um acordo para que haja CPI somente na Câmara. "Na medida que você lê a criação (o que será feito nesta quarta), a CPI torna-se irreversível. Só um acordo pode mudar a rota disso", disse.

O líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR), admitiu que tentará, neste período, um acordo para deixar a CPI somente na Câmara. "Há uma visão de que a duplicidade de CPIs não é boa para o Congresso. Se puder chegar num entendimento, ótimo", disse. Jucá considera difícil uma CPI mista, com integrantes das duas Casas. "A tendência é ter uma só na Câmara", afirmou.

O líder do PSB, Renato Casagrante (ES), adotou o mesmo discurso. "Não é bom senso ter duas CPIs. Vamos tentar um acordo. O governo não quer CPI nas duas Casas".

As declarações dos senadores governistas foram rechaçadas pela oposição. "Não há esse consenso. Nada é impossível em política, mas a nossa posição agora é pelo acordo que os líderes fizeram no Senado", afirmou Agripino. A opinião foi compartilhada pelo líder do PSDB no Senado, Arthur Virgilio (AM). "Não cogitamos isso. Estabelecemos um cronograma para uma CPI no Senado, como quer minha bancada", disse.

A oposição, aliás, avisa que vai querer a relatoria da CPI. Pelo regimento, o partido de maior bancada, no caso o PMDB, tem direito à presidência. O relator é, então, indicado pelo presidente. O Democratas, segunda maior bancada, reivindica o posto. "É a lógica", disse Agripino.

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24 abril 2007

O IMPÉRIO DO MAL
Por Ipojuca Pontes

Gabinete do presidente Lulla em Brasília

FONTE: Mídia Sem Máscara

O Brasil, mais rápido do que se imagina, está se transformando no Império do Mal. Em muitos aspectos já é, embora, o mais das vezes, o Maligno se apresente como a própria manifestação do bem, da virtude, da probidade e da honra. Sim, é sabido: uma das características do mal é justamente a de se encobrir com o manto da virtude - e o próprio demônio, antes de arrojar-se nas profundas dos infernos, passava por anjo rebelde. Mas, no caso brasileiro, o predomínio da maldade pouco falta para atingir o plano do Absoluto.

Tome-se como parâmetro, por exemplo, a nossa vida pública (“extensão da privada”, como queria o Barão de Itararé). Nela são hoje cultuados, com obstinação selvagem, os sete pecados capitais da maldade política, a saber: a mentira, o nepotismo, o estelionato (também eleitoral), a felonia, a pusilanimidade, a desfaçatez e a demagogia. Sim, amigos, eis o fato inquestionável: não se dá mais um passo na vida pública nacional, nos palácios, gabinetes, ministérios e repartições, nos púlpitos, sindicatos e parlamentos, nas cátedras, palcos e telas, sem que não se dê de cara com a dissolução dos assim chamados “homens públicos” – em geral, tidos por eles mesmos como agentes da “justiça social”.

O florentino Maquiavel deixou a entender que a política real é uma atividade alheia a moralidade comum. Por extensão, os parâmetros que guiam a ética entre os políticos só estariam comprometidos com o utilitarismo, o pragmatismo, a conquista e a manutenção do poder. Parafraseando Dostoiévisky, pode se dizer que se o existe o político profissional, tudo é permitido. Já no seu “Diário de um escritor” o gigante russo não deixou por menos: “O político mais esperto tem sempre um pacto com a maldade que o leva, mais cedo ou mais tarde, à tirania”.

De todos os sete pecados que norteiam a vida política cabocla o que se apresenta como o mais nocivo, desde logo, é a mentira. Ela é quase uma religião, fonte de fé, esperança e felicidade. Se o amigo não tem vocação nem sabe mentir com esmero, por favor, não ingresse na política, pois, para o êxito de um político a mentira deve ser um estado natural como o ato de dormir ou respirar. De fato, para ser bem-sucedido, ele deve mentir a respeito de tudo e de todos até quando diz a verdade. E, o que é mais doentio: deve acreditar piamente na mentira que constrói, fingindo, por sua vez, aceitar como verdade a mentira dos pares. De ordinário, quanto mais próximo do poder absoluto, mais mentiroso torna-se o político profissional, invariavelmente um fanático cultor da grande mentira – a Mentira Utópica.

Sim, pode-se dizer que mentir é próprio da condição humana e raros são os que conseguem escapar de sua prática ou uso, ainda que episódico. Há, sem dúvida, a vigência da mentira necessária, socialmente útil, que diverte e afaga, em suma, o exercício da mentira como convenção (“Muito prazer em conhecê-lo”, por vezes, é uma delas). Mas o fato é que a força da mentira na vida pública brasileira atingiu, nos últimos tempos, proporções avassaladoras. Convém aqui salientar que não se trata apenas de entender a mentira como um vício capital, quem sabe ingrediente necessário ao eterno banquete da arena política. De modo algum. Na verdade, a mentira é própria essência da vida pública nacional, de uso consciente e premeditado, uma espécie de tara que contamina toda a nação e que está a transformá-la num vasto e tenebroso império – o Império do Mal.

Veja-se, por exemplo, o caso da crise do apagão aéreo. Tudo começou em setembro de 2006 com a colisão do Boeing da Gol com o jato Legacy, que ceifou 154 vidas. Uma vez recusada a presença dos familiares das vítimas no Planalto, tratou-se de prender, por imperícia, os dois pilotos americanos que escaparam do desastre.

Trinta dias depois da colisão, sempre se sonegando a verdade, começou a onda interminável de atrasos e cancelamentos de vôos, sob a alegação de que o sistema do tráfego aéreo estava obsoleto. Milhares e milhares de passageiros foram para o buraco, sem nenhuma indenização. O bode expiatório apontado desta feita foi a ganância das companhias aéreas, acusadas de fomentarem o “overbooking” legalizado – sem que a crise, no entanto, fosse debelada.

Então, instalou-se o caos. O inepto Waldir Pires, ministro da Defesa do corporativismo sindical, saudoso da revolta dos sargentos nos tempos de Jango (de quem foi Consultor Geral), sob pressão e passando por cima da hierarquia militar, admitiu em reunião privada com os sargentos controladores a possibilidade de desmilitarizar o controle do tráfico aéreo, uma “resolução” previamente maquinada pelos mentores do motim.

Enquanto uma comissão criada pelo governo tratava de “amarrar o acordo”, a crise nos aeroportos atingia cerca de 350 mil passageiros que não conseguiam embarcar, todos indignados ou dormindo pelos cantos. Sempre atrasada, a comissão da Anac tornou público relatório que apontava a desmilitarização do controle do tráfego como solução para o apagão aéreo. Lula, em pronunciamento demagógico, exigiu “dia e hora” para a crise ser resolvida.

Três dias depois, como resposta, os controladores militares rebelados pararam o país, ocasionando o maior caos aéreo da história tupiniquim. O sargento Edileuzo, um dos mentores do amotinamento, simplesmente pôs em execução o recurso da sabotagem, prática apontada por Lênin como fundamental para se “atingir os fins propostos”.

O que se esconde por trás disso tudo? O seguinte: os sargentos amotinados, instrumentalizados pelo trotskismo em marcha, querem a estatização civil do controle aéreo e da aviação comercial no Brasil, sob o pretexto de que o capitalismo é selvagem e precisa ser detido. O começo de tudo é a desmilitarização do controle do tráfico, uma espécie de “Potemkim” aéreo, para desmontar em definitivo o que resta de poder nas Forças Armadas.

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Dois acusados admitem existência de quadrilha dos jogos ilegais

FONTE: Folha online

Depoimento de dois dos 25 presos na Operação Hurricane (furacão) da Polícia Federal confirma que a quadrilha dos jogos ilegais realmente existe. O esquema consiste na compra de sentenças judiciais favoráveis a bicheiros e donos de casas de bingo.

Reportagem da Folha (só para assinantes) desta terça-feira revela detalhes dos depoimentos sigilosos do juiz do Tribunal Regional do Trabalho em Campinas Luiz Pinto Dória e do advogado Evandro da Fonseca, que confirmaram parte das irregularidades.

Segundo a reportagem, Dória disse em seu depoimento no dia 13 que a quadrilha se articulou em torno do ex-vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região José Eduardo Carreira Alvim com o fim de obter "decisões judiciais compradas para manutenção da atividade do jogo". O advogado de Alvim nega a acusação.

Dória foi preso no dia 13, quando a PF deflagrou a operação, e deixou a carceragem da PF em Brasília por decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) na madrugada de ontem. Outros três magistrados e um procurador regional da República no Rio foram soltos no fim de semana.

Fonseca e as outras 20 pessoas que continuam presas em Brasília deverão prestar novo depoimento.

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23 abril 2007

A MELHOR BANDA DE TODOS OS TEMPOS
Dire Straits

FONTE: Wikipédia

Dire Straits foi uma banda de rock britânica formada em 1977 por Mark Knopfler (guitarra e vocais), seu irmão David Knopfler (guitarra), John Illsley (baixo) e Pick Withers (bateria). Embora formada em uma época em que o punk rock reinava absoluto, decidiram lidar com as convenções do rock clássico, firmando-se em uma sonoridade mais leve, que agradou ao público cansado do som superproduzido do rock dos anos 70. Não tardou para que a banda se tornasse conhecida mundialmente, ganhando o status de disco de platina logo em seu primeiro álbum.

Entre suas canções mais conhecidas estão "Sultans of Swing", "Your Latest Trick", "Romeo and Juliet", "Private Investigations", "Money for Nothing", "Walk of Life" e "Brothers in Arms".

Apesar do grande sucesso, a banda terminou sem estardalhaços em 1995, quando Mark Knopfler expressou o desejo de não mais fazer turnês em larga escala, passando imediatamente a se dedicar integralmente à sua carreira solo.


Brothers in Arms


Romeo e Juliet em 1993

No próximo post A Melhor Banda de Todos os Tempos: Led Zepelin


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Ministro da Justiça defende decisão que liberou magistrados presos pela PF

FONTE: Folha online

Os ministros Tarso Genro (Justiça) e Marco Aurélio Mello (do Supremo Tribunal Federal), defenderam hoje a decisão de Cesar Peluso, que neste final de semana mandou soltar quatro dos 25 presos pela Operação Hurricane (furacão), da Polícia Federal, sob o argumento que eles têm foro privilegiado. Tarso disse que "tecnicamente" concorda com a decisão do STF.

"Acato inteiramente a decisão da Justiça. A Justiça entendeu que não haveria prejuízos para o andamento do processo e fez a sua liberação. Do ponto de vista rigorosamente técnico, não há nenhum erro nas decisões que foram tomadas até agora", afirmou Tarso hoje.

Tarso também saiu em defesa do STF, que foi criticado pelos advogados dos presos pela Hurricane pela demora na liberação do inquérito. "Não há reparo com relação aos procedimentos que o Supremo vem adotando."

Por ordem do STF, a PF liberou os desembargadores Ernesto da Luz Pinto Dória, José Eduardo Carreira Alvim e José Ricardo de Siqueira Regueira, além do procurador-regional da República do Rio João Sérgio Leal Pereira.

Questionado se o Supremo tomou uma medida corporativista ao liberar apenas os magistrados, o ministro afirmou que essa questão "não está relacionada as suas funções".

Marco Aurélio Mello disse não ver corporativismo na decisão de Peluso. "Não há corporativismo. A atuação judicante é uma atuação que se faz sem se levar em conta a capa do processo, os envolvidos. O que se considera é o conteúdo do processo."

Ele considerou acertada a decisão de Peluso de desmembrar o processo, deixando a cargo do STF apenas os investigados que têm foro privilegiado.

"O que ocorreu foi que o ministro enfrentou a matéria no âmbito da respectiva competência. Só deliberou quanto àqueles que estão vinculados ao procedimento que corre no Supremo. Como ele desmembrou e mandou o restante do inquérito para o Rio, incumbirá à juíza decidir."

Ainda estão presas 21 pessoas acusadas pela PF de participarem de uma organização criminosa que comprava sentenças judiciais para favorecer donos de casas de bingo e bicheiros. A quadrilha foi desarticulada pela Operação Hurricane.

Assessor

Tarso afirmou ainda que não irá afastar Zaquel Teixeira, seu assessor especial no ministério, citado nas conversas telefônicas interceptadas pela PF. Ele teria procurado pessoas da quadrilha para pedir apoio à sua campanha para deputado federal.

"Houve citação de marginais do nome dele. Já falei com a PF e não há investigação, indício ou preocupação quanto a isso. Não há o que corrigir quanto a ele no ministério", afirmou o ministro.

22 abril 2007

Precisa-se de Matéria Prima para construir um país

FOTO: Antonio Guimarães

FONTE: (Não sei quem escreveu)

A crença geral anterior era que Collor não servia, bem como Itamar e Fernando Henrique. Agora dizemos que Lula não serve. E o que vier depois de Lula também não servirá para nada.

Por isso estou começando a suspeitar que o problema não está no ladrão corrupto que foi Collor, ou na farsa que é o Lula. O problema está em nós. Nós como POVO.

Nós como matéria prima de um país. Porque pertenço a um país onde a "ESPERTEZA" é a moeda que sempre é valorizada, tanto ou mais do que o dólar. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família, baseada em valores e respeito aos demais.

Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nas calçadas onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO OS DEMAIS ONDE ESTÃO.

Pertenço ao país onde as "EMPRESAS PRIVADAS" são papelarias particulares de seus empregados desonestos, que levam para casa, como se fosse correto, folhas de papel, lápis, canetas, clipes e tudo o que possa ser útil para o trabalho dos filhos ...e para eles mesmos.

Pertenço a um país onde a gente se sente o máximo porque conseguiu "puxar" a tevê a cabo do vizinho, onde a gente frauda a declaração de imposto de renda para não pagar ou pagar menos impostos.

Pertenço a um país onde a impontualidade é um hábito. Onde os diretores das empresas não valorizam o capital humano. Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos. Onde pessoas fazem "gatos" para roubar luz e água e nos queixamos de como esses serviços estão caros.

Onde não existe a cultura pela leitura (exemplo maior nosso atual Presidente, que recentemente falou que é "muito chato ter que ler") e não há consciência nem memória política, histórica nem econômica.

Onde nossos congressistas trabalham dois dias por semana para aprovar projetos e leis que só servem para afundar ao que não tem, encher o saco ao que tem pouco e beneficiar só a alguns.

Pertenço a um país onde as carteiras de motorista e os certificados médicos podem ser "comprados", sem fazer nenhum exame. Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no ônibus, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não dar o lugar.

Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o pedestre. Um país onde fazemos um monte de coisa errada, mas nos esbaldamos em criticar nossos governantes.

Quanto mais analiso os defeitos do Fernando Henrique e do Lula, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem "molhei" a mão de um guarda de trânsito para não ser multado.

Quanto mais digo o quanto o Dirceu é culpado, melhor sou eu como brasileiro , apesar de ainda hoje de manhã passei para trás um cliente através de uma fraude, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.

Não. Não. Não. Já basta.

Como "Matéria Prima" de um país, temos muitas coisas boas, mas nos falta muito para sermos os homens e mulheres que nosso país precisa.

Esses efeitos, essa "ESPERTEZA BRASILEIRA" congênita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até converter-se em casos de escândalo, essa falta de qualidade humana, mais do que Collor, Itamar, Fernando Henrique ou Lula, é que é real e honestamente ruim, porque todos eles são brasileiros como nós, ELEITOS POR NÓS.

Nascidos aqui, não em outra parte... Me entristeço. Porque, ainda que Lula renunciasse hoje mesmo, o próximo presidente que o suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.

E não poderá fazer nada... Não tenho nenhuma garantia de que alguém o possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.

Nem serviu Collor, nem serviu Itamar, não serviu Fernando Henrique, e nem serve Lula, nem servirá o que vier. Qual é a alternativa?

Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror? Aqui faz falta outra coisa.

E enquanto essa "outra coisa" não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados....igualmente sacaneados!!!

É muito gostoso ser brasileiro. Mas quando essa brasilinidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, aí a coisa muda... Não esperemos acender uma vela a todos os Santos, a ver se nos mandam um Messias.

Nós temos que mudar, um novo governador com os mesmos brasileiros não poderá fazer nada. Está muito claro...... Somos nós os que temos que mudar.

Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda nos acontecendo; desculpamos a mediocridade mediante programas de televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso.

É a indústria da desculpa e da estupidez. Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para castigá-lo, senão para exigir-lhe (sim, exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que não se faça de surdo, de desentendido.

Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO EM OUTRO LADO.
E você, o que pensa?....

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