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30 março 2007

Dedo de Lula e seu compadre nas negociações facilitaram a compra da Nova Varig pela Gol, que a CVM investiga









FONTE: Alerta Total


O governo federal petista, que criou todas as dificuldades para salvar a Varig quase falida, obteve uma vantagem muito estranha com a compra da Nova Varig pela Gol. A empresa da família Constantino se compromete a não cobrar créditos da União. A possibilidade de a Gol não ter reivindicado perdas financeiras com o apagão também a teria favorecido. As partes ocultas da negociação ficaram sob a batuta do ex-ministro José Dirceu.

Todas as negociações oficiais entre o governo e a empresa foram conduzidas abertamente por dois homens próximos ao presidente Lula: o compadre Roberto Teixeira e o ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia. O dedo de Lula não faltou no vantajoso negócio. O empresário Constantino de Oliveira, o seu Nenê, fundador da GOL, garantiu na quarta-feira: “Ele pediu para eu ajudar a dar um jeito na Varig".

A operação de compra da Varig pela Gol não deve encontrar obstáculos na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Mas a Comissão de Valores Mobiliários pode criar alguns problemas. A CVM informou que o vice-presidente financeiro da Gol, Richard Lark, pode ser responsabilizado pela insuficiência de dados ao mercado, o que pode ter favorecido investidores, a exemplo do que ocorreu na compra recente da Ipiranga pela Petrobrás.

Cartinha para Lula

Leia na edição de artigos de hoje do Alerta Total a carta enviada ao presidente Lula da Silva por Jackson Andrade Pereira, que é Despachante Operacional de Vôo, 35 anos de VARIG:

Basta clicar no link:

Gatos empresariais da Varig adormecidos em berço esplêndido

Quebra criminosa da Varig

O presidente da CPI da Varig na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, deputado Paulo Ramos (PDT), suspeita que a venda da Nova Varig para a Gol por R$ 660 milhões é apenas uma estratégia para valorizar a empresa.

"O presidente da Gol disse que manterá o nome Varig e não é por acaso. Afinal, este nome vale muito. Na minha opinião, ele esperará a empresa se valorizar e a venderá depois".

O depoimento do ex-presidente do Fundo Aerus, Ricardo Lodi, na CPI confirmou que o governo Lula deixou mesmo a Varig se espatifar no chão.

"Ficou claro que existia saída para a Varig, e que não se fez tudo o que podia para salvar a empresa".

Liquidação precoce

Os depoimentos ontem, na CPI da Varig, dos ex-presidentes do Fundo de Pensão Aerus, Odilon Junqueira e Ricardo Lodi, confirmaram que o fundo de pensão dos trabalhadores da Varig foi detonado precocemente.

"Se o Governo federal tivesse sanado as dívidas da Varig com o Aerus nem o fundo e nem os aposentados estariam na situação que estão hoje".

Em seu primeiro depoimento à comissão, Ricardo Lodi contou que foi eleito presidente do Fundo de Pensão Aerus e sucederia Odilon Junqueira, mas não chegou a tomar posse:

"Alguns dias depois da minha eleição a Secretaria de Previdência Complementar (SPC) realizou uma auditoria no fundo de pensão Aerus para investigar se a saída de Junqueira foi legal. Minha escolha foi contestada por conta de uma assinatura. Para solucionar estas supostas irregularidades, requeri a adesão ao Aerus, mas ela foi indeferida pela ex-diretora de Seguridade e Administração do Fundo de Pensão, Andréa Vanzillotta. Logo depois, ocorreu a intervenção judicial".

Imagens da CPI

No próximo dia 12, às 10h30, a CPI ouvirá o gestor da recuperação judicial, Miguel Dau, e o diretor de operações da VRG (Nova Varig), John Longna, na sala 311 do Palácio Tiradentes.

Mas vale a pena ver um pequeno Clip mostrando a CPI da VARIG, que ontem [29/03/2007] ouvíu os Presidentes do Aerus - Odilon Junqueira e Dr. Ricardo Lodi.



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