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31 janeiro 2007

Um em cada sete deputados é processado ou investigado por crime

FONTE: Globo.com


Ao menos um em cada sete deputados federais eleitos que tomam posse em 1º de fevereiro responde a um ou mais processos ou investigações criminais em andamento nos sete tribunais da Justiça Federal do país.

Levantamento exclusivo realizado pelo G1 nesses sete tribunais mostra que, dos 513 parlamentares da nova legislatura da Câmara, 74 (quase 15%) têm pendências jurídicas criminais, que vão desde infrações contra a administração pública, como corrupção e desvio de verbas, até delitos como lesão corporal, tentativa de homicídio e cárcere privado. No total, os parlamentares respondem a 133 processos.

Critérios

O levantamento foi realizado nos últimos dois meses por meio de pesquisa nos sites na internet do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça e dos Tribunais Regionais Federais, que são a segunda e terceira instâncias da Justiça Federal (clique aqui para conhecer a metodologia empregada pelo G1).

Foram considerados os inquéritos – com ou sem denúncia do Ministério Público – e as ações penais. Também estão contabilizados processos em tramitação na primeira instância, localizados nas instâncias superiores por meio de apelações, habeas corpus ou petições.

Como não foram consultados os tribunais estaduais, a probabilidade maior era de encontrar mais processos contra deputados reeleitos que contra eleitos pela primeira vez. Isso porque os reeleitos já dispunham de foro privilegiado (só podem ser julgados e processados no Supremo Tribunal Federal). Isso, de fato, se confirmou. Dentre os 74 processados que o levantamento apurou, 73% são reeleitos e 27%, deputados que cumprirão o primeiro mandato.

Processados em excesso

Para Claudio Abramo, diretor-executivo da Transparência Brasil, organização não-governamental que atua no combate à corrupção, o número de deputados federais com pendências na Justiça na nova legislatura é “absolutamente alto”.

“Se o número já é alto (na Câmara), imagine isso projetado para as assembléias estaduais”, afirmou.

Na avaliação de Abramo, é necessária uma alteração na legislação eleitoral, de modo a proibir as candidaturas de pessoas já condenadas em alguma instância.

Atualmente, de acordo com a legislação eleitoral, o cidadão só é impedido de concorrer se tiver sentença condenatória transitada em julgado (em processos que já tramitaram por todas as instâncias, têm decisão final e não há mais possibilidade de recursos). Mesmo assim, dois anos após o cumprimento da pena, o político retoma o direito de concorrer a cargos públicos.

O especialista em direito político e eleitoral e conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Everson Tobaruela, discorda. Para ele, não é a legislação que deve ser alterada.

“Como advogado, sou obrigado a dizer que, enquanto não houve trânsito em julgado, há presunção da inocência. A Constituição diz que é inocente. Esse é um parâmetro técnico. É a sociedade quem tem de fazer esse crivo e não votar em quem é suspeito”, afirma.

A falta de critérios dos eleitores para a escolha dos candidatos também é ressaltada pelo cientista político Leonardo Barreto, professor do Instituto de Ciências Políticas da Universidade de Brasília (Unb). Mas ele afirma que outra explicação para a eleição de um número elevado de parlamentares suspeitos é o próprio sistema eleitoral.

“(O sistema) não proporciona uma competição acirrada entre os candidatos a deputado. Como temos grande número de candidatos e pequeno tempo de propaganda gratuita, cada parlamentar tenta vender sua imagem. É diferente nas eleições majoritárias, nas quais os candidatos apresentam pontos fracos dos oponentes”, destaca o cientista político. Para ele, grande parte da população desconhece os processos contra os deputados.

Ranking

De acordo com o levantamento do G1, em primeiro lugar no ranking das acusações mais recorrentes estão os crimes contra a administração pública, com 51% de todos os processos.

Entre esses, a maioria é de casos de peculato (crime cometido por funcionário público, que se apropria de bens ou dinheiro público), desvio de verbas e fraude em licitações. Na segunda posição, com 20% do total, figuram os crimes contra o sistema financeiro (do “colarinho branco”) e contra a ordem tributária, dos quais a sonegação fiscal é o mais comum.

Para Roberto Romano, professor de filosofia política e ética da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), os números que o levantamento apurou mostram que “os que ocupam o poder não se deram conta de que os meios do poder não pertencem a eles, mas ao público”.

“Quando o ocupante do poder usa do bem do público como se fosse seu, você tem tirania”, afirmou o filósofo, comparando a situação política atual a um estágio “pré-político”, quando a posse dos bens era concentrada pela igreja e pelos governantes.

Na avaliação do filósofo, o que incentiva a regressão à “pré-política” é o foro privilegiado. “Aqui (no Brasil), pertencer ao Legislativo quase representa pertencer a uma raça superior. Com isso, há incentivo à delinqüência.”

Foro privilegiado

O presidente do Conselho Executivo da Associação dos Juízes para a Democracia (AJD), Marcelo Semer, concordou que o foro privilegiado é fator que induz à eleição de uma grande quantidade de deputados eleitos com ações ou inquéritos criminais em andamento.

“O que desprestigia a imagem do Congresso é o fato de que pessoas se aproximam do poder para obter algum tipo de privilégio. Quem estiver mais perto do poder está mais distante da punição.”

Atualmente, têm foro privilegiado, dentre outros, o presidente e o vice da República, deputados federais e senadores, ministros do Supremo Tribunal Federal, o procurador-geral da República, ministros de Estado, comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, membros dos tribunais superiores, membros do Tribunal de Contas da União e chefes de missão diplomática de caráter permanente.

Os deputados ganharam o foro privilegiado após a diplomação, que ocorreu entre os dias 14 e 19 de dezembro do ano passado nos tribunais eleitorais dos estados. Ou seja: todos os processos aos quais respondiam nos outros tribunais antes de terem sido eleitos “subirão”, conforme o jargão jurídico, para o STF.

Até a diplomação, crimes pelos quais respondem ex-prefeitos, ex-vereadores e ex-deputados estaduais que se elegeram deputados federais tramitavam na esfera da Justiça dos estados.

Contraponto

Tobaruela, da OAB, discorda dos benefícios do foro privilegiado. “Uma pessoa processada e julgada em uma única instância, juridicamente, não tem privilégio, tem prejuízo. Se condenado, isso ocorre em única e última instância”, diz.


(*) Participaram do levantamento: Amauri Arrais, André Luís Nery, Carolina Iskandarian, Fausto Carneiro, Glauco Araújo, Laura Naime, Ligia Guimarães, Maria Angélica Oliveira,Mariana Altavista Romão, Mariana Oliveira e Roney Domingos (do G1, em São Paulo); Carolina Jardon e Gustavo Tourinho (do G1, em Brasília); e Cesar Baima (do G1, no Rio).

30 janeiro 2007

Valerioduto em Minas teve dinheiro público, conclui PF


FONTE: Estadão

A Polícia Federal (PF) deve encaminhar ao Supremo Tribunal Federal (STF) até amanhã o relatório com a conclusão de seu inquérito sobre o valerioduto mineiro. Ou seja, o esquema de distribuição de recursos a partir de empresas do publicitário Marcos Valério para financiar a campanha de políticos ligados ao PSDB de Minas em 1998 - incluindo a do atual senador Eduardo Azeredo, ex-presidente do partido, que naquele ano tentou a reeleição ao governo mineiro.

Os investigadores conseguiram detalhar a origem do dinheiro que teria sido utilizado para pagar as campanhas eleitorais. Os elementos reunidos pela PF reforçam as evidências de que o dinheiro saiu dos cofres públicos mineiros.

Os resultados obtidos sobre a origem das movimentações financeiras abrem à Procuradoria da República espaço para o eventual enquadramento de parte dos envolvidos nos crimes de peculato (desvio de recursos públicos) e lavagem de dinheiro.

A CPI dos Correios revelou que, em 1998, Valério tomou dois empréstimos no Banco Rural, num total de R$ 11,3 milhões. O publicitário diz que as transações foram feitas a pedido do então tesoureiro de Azeredo, Cláudio Mourão. A CPI identificou R$ 1,6 milhão em repasses via DOC ou depósitos em dinheiro para 82 políticos ou pessoas ligadas à campanha da coligação tucana naquele ano.

Ao mesmo tempo, as empresas de Valério receberam dinheiro via contratos de publicidade com o governo mineiro. Estatais como a Companhia Mineradora de Minas Gerais (Comig) e a Companhia de Saneamento de Minas (Copasa) pagaram pelo menos R$ 3 milhões à SMPB, agência de Valério, por conta de serviços de publicidade.

A PF aprofundou as investigações sobre o destino das movimentações a partir da quitação dos dois empréstimos, feita por Valério em agosto de 1998 e abril de 2003. Com isso, foi possível fechar o circuito percorrido pelo dinheiro até o destino final. Mais de 200 depoimentos foram colhidos e o inquérito já soma cerca de 5 mil páginas.

MODELO

O esquema adotado pelo empresário na eleição de Minas teve o mesmo modus operandi reproduzido no valerioduto federal, a partir de 2003, em que predominaram os saques em espécie. Um dos saques, feito por um taxista usado como laranja, chegou a R$ 375 mil.

A eventual responsabilização de Azeredo, todavia, dependerá de um exame jurídico. Diante da CPI e da Polícia Federal, o ex-tesoureiro Mourão assumiu as operações. Declarou que pediu “apoio” a Valério por iniciativa própria e acrescentou que o ex-presidente do PSDB não teria conhecimento sobre os empréstimos.

Em seu relatório final, a CPI sugeriu o indiciamento de Azeredo e Mourão por crime eleitoral. Já o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado arquivou a representação contra o ex-presidente do PSDB por uso de recursos de caixa 2 na campanha de 1998. A alegação é que o episódio ocorreu antes de sua eleição para o Senado.

A PF não deve indiciar nenhum dos envolvidos. A decisão, em conjunto com o MP, tenta evitar mais demora na conclusão do inquérito, aberto em dezembro de 2005. Os indiciamentos consumiriam mais tempo, pois exigiriam que os acusados fossem ouvidos em depoimento, aumentando o risco de prescrição dos crimes.

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29 janeiro 2007

SAGRADO CORAÇÃO por Renato Russo


O disco "Uma Outra Estação" do Legião Urbana foi lançado pós-morte de Renato Russo em 11 de outubro de 1996.
Diferente do pesadíssimo "Tempestade", esse disco veio suave, leve e trouxe mais saudades ainda deste grande poeta da música brasileira.
A música "Sagrado Coração", a última do disco, foi lançada apenas com instrumental. Renato foi o autor da letra, mas infelizmente, não houve tempo para gravá-la:

Sei que tenho um coração
Mas é difícil de explicar
De falar de bondade e gratidão
E estas coisas que ninguém gosta de falar

Falam de algum lugar
Mas onde é que está ?
Onde há virtude e inteligência
E as pessoas são sensíveis
E que a luz no coração
é o que pode me salvar
Mas não acredito nisso
Tento mas é só de vez em quando

Onde está este lugar
Onde está essa luz ?
Se o que vejo é tão triste
E o que fazemos tão errado ?

E me disseram!
Este lugar pode estar sempre ao seu lado
E a alegria dentro de você
Porque sua vida é luz

E quando vi seus olhos
E a alegria no seu corpo
E o sorriso nos seus lábios
Eu quase acreditei
Mas é tão difícil

Por isso lhe peço por favor
Pense em mim, ore por mim
E me diga:
- Este lugar distante está dentro de você
E me diga que nossa vida é luz
Me fale do sagrado coração
Porque eu preciso de ajuda.


NO YOUTUBE: GIZ


Uma homenagem ao maior poeta da música brasileira.

Pesquisador do Pará diz que Fidel Castro é brasileiro e nasceu em Tracuateua

FONTE: Globo.com
Foto de arquivo de Delfina,
a suposta mãe verdadeira de Fidel,
e Angel Castro, o pai bígamo

Um pesquisador do Pará diz ter feito uma "descoberta histórica": Fidel Castro, líder da revolução cubana, é brasileiro. Edílson Silva Oliveira, de 40 anos, vai ainda mais longe. Afirma que o ditador nasceu em Tracuateua, no nordeste paraense, e quer transformar o município em um enorme parque temático. Ele já tem até sugestões para renomear a cidade: Fidelândia Gloriosa, Nova Fidel ou Fidelópolis.

A história do Fidel brasileiro, que se assemelha ao roteiro de um filme de ficção, pode ser resumida da seguinte forma: Angel Castro, pai original de Fidel Castro, chegou de barco a Tracuateua nos anos 20, e conheceu Delfina, uma elegante jovem por quem se apaixonou. Eles tiveram um filho, Fidel Castro, que nasceu nas plácidas margens do Rio Quatipuru, em 1926, onde viveu até quase os 4 anos de idade. Depois disso foi com a família para a cidade de Iquitos, no Peru, onde seu pai tinha outra mulher (era bígamo).

Fidelito, como era conhecido no Brasil, passou então boa parte da adolescência em terras peruanas, convivendo com três irmãos e suas mães - porque o pai fugiu das duas esposas e foi para Cuba. No começo da década de 50, Fidelito foi parar em Cuba, não se sabe por quê, e acabou liderando a revolução socialista de 1959.

O fato só não pôde ser comprovado porque Che Guevara [um dos principais mentores da revolução cubana] e seus companheiros atearam fogo no cartório da cidade nos anos 60, onde estava a verdadeira certidão de nascimento de Fidel, para impedir que a conexão caipirinha-mojito viesse à tona e os cubanos descobrissem que seu maior líder era, na verdade, um tupiniquim.

O pesquisador Edílson Silva Oliveira é o mentor da tese do Fidel brasileiro. Ele conta que ouvia histórias sobre os parentes de Fidelito desde que tinha sete anos de idade e resolveu investigar a fundo a informação. E foi tão a fundo que hoje tem duas certezas na vida: que um dia vai morrer, e que Fidel Castro é tão brasileiro quanto Policarpo Quaresma, o famoso personagem de Lima Barreto.

A notícia contagiou de tal forma a cidade que uma banda local chamada "Quero Mais" criou uma música que conta a história sobre o Fidel brasileiro e suas andanças por Tracuateua.

A teoria de Oliveira, no entanto, não bate com os dados históricos colhidos pela pesquisadora carioca Cláudia Furiati, autora de única biografia autorizada de Fidel. Em entrevista ao G1, ela disse que "a história do Fidel brasileiro parece bastante interessante e fantasiosa, mas colide com alguns dados históricos".

Furiati diz ter encontrado duas certidões de nascimento do líder cubano. A primeira aponta o nascimento no dia 13 de agosto de 1927 na provínivia de Cueto, em Cuba. A segunda, com data posterior, teria sido feita sob encomenda para que Fidel passasse uma séria na frente dos colegas de classe.

Ela não encontrou nenhum indício que desse suporte à teoria de Oliveira. Mas não rejeitou completamente essa hipótese. "Não vi registros de passagens de Fidel pelo Brasil em sua infância, mas isso pode ter acontecido."


Exame de DNA

Com base em depoimentos de supostos parentes e um par de fotos antigas de Fidel, Edílson enviou um pedido de exame de DNA à Universidade Federal do Pará (UFP) em março do ano passado. Ele queria provar sua tese comparando o DNA de um suposto tio do ditador chamado Dagoberto, que morava em Tracuateua. Mas este morreu pouco tempo depois que o pedido foi feito, e o exame não pôde ser realizado.

"Ele (Edílson) pediu algo que não tem o menor fundamento histórico. E quer provar a relação de parentesco de pessoas que não querem, nem estão interessadas, em comprovar tal parentesco. É apenas uma esquisitice", diz o professor Sidney Santos, professor de Genética Humana da UFP, claramente mal-humorado por ter de falar novamente sobre o caso.

Ele afirma que já cansou de receber telefones de jornalistas que ligam de todo o Brasil e do exterior para saber da história do Fidelito, e tem uma opinião muito clara sobre a possibilidade de Fidel ser brasileiro. "Acho que o nome correto para isso é sandice."

Fidel Castro não aparece em público há seis meses. Ele passou o poder em 2006 para seu irmão, Raul Castro, depois de ter se submetido a uma delicada operação.

As declarações oficiais mais recentes sobre o estado do líder cubano vêm do presidente do Parlamento, Ricardo Alarcon. Ele afirmou, na semana passada, que Fidel, de 80 anos de idade, se recupera "muito bem".


Segurança para os mortos

A possibilidade de o ditador ser brasileiro chegou aos ouvidos da imprensa internacional, e espanhóis, japoneses entre outros desembarcaram no Pará atrás de entrevistas com os envolvidos. O periódico catalão "La Vanguardia" chegou a publicar uma reportagem sobre o caso, mas o jornalista deixou claro que a história "do reino encantado da Fidelândia", como chamou em seu texto, é completamente inverossímil. E diz que Edílson é o principal responsável por este "delírio tropical".

"Os japoneses vieram de Tóquio e só chegaram depois de quatro dias de viagem. O problema é que, assim que chegaram, o Dagoberto morreu, e eles não conseguiram fazer a matéria", conta Edílson.

A morte de Dagoberto, aos 102 anos, jogou por terra a possibilidade de um exame de DNA imediato, mas não abalou a fé do pesquisador. Já pensando numa futura exumação do corpo, ele decidiu enviar um ofício ao Comando Geral da Polícia Militar do Pará, pedindo que seja providenciada "vigilância permanente no cemitério" para garantir a segurança dos restos mortais de Dagoberto. E explica seus motivos:

"[Solicito] pela importante razão de que os restos poderão sumir e isso modificaria a história da origem daquele Líder Cubano [Fidel Castro]."


É o Fidelito, é o Fidelito!

Sobre a infância de Fidel, Edílson garante que era das mais felizes.

"Ele uma criança que vivia às margens de um rio, era cuidado por uma babá, passeava de canoa e brincava nos campos. Falava português, mas depois passou para o 'portunhol', já que foi para o Peru aos 3 anos e 6 meses de vida. Vivia feliz", conta o paraense.

Ele diz que a cidade ficou apavorada quando soube, em 1959, que o inocente e feliz Fidelito havia se transformado em um "ser sanguinário".

"De repente mandaram umas cartas para o Brasil, pouco depois da revolução de 1959, dizendo que o Fidelito era o máximo líder da revolução cubana. Aí ficaram desesperados aqui na cidade. As pessoas viam as fotos e gritavam: é o Fidelito, é o Fidelito!"

"Não dava para acreditar que fosse ele", continua Edílson, "até que mostraram as cenas das pessoas sendo fuziladas lá em Cuba. As imagens eram da revista Cruzeiro e o texto dizia que Fidel era assassino e sanguinário. Aí todo mundo ficou com medo e houve uma debandada geral em Tracuateua. Cada um foi para um lado", completa.


Tudo por Nova Fidel

Edílson candidatou-se a deputado estadual pelo PSB (Partido Socialista Brasileiro) em 2006, mas não conseguiu se eleger apesar do atraente bordão que usou para amealhar votos dos eleitores: "De Tracuateua para Nova Fidel".

"Quero mudar o nome [da cidade] para que Tracuateua fique conhecida nacionalmente e internacionalmente. Isso provocaria o aumento de turistas na região, geraria renda e garantiria centenas de empregos à população", diz o pesquisador, que conta com apoio de políticos locais para colocar em prática seu projeto.

Em seus planos, uma estátua gigante do ditador seria erguida e haveria um caminho turístico que levaria o visitante até as raízes brasileiras de Fidel - a casa onde morou, a escola que freqüentou, o rio onde nadava, etc.

Com a morte de Dagoberto, sua missão ficou mais difícil, mas ele garante que não desistirá. Até porque, se depender de Fidel, o parentesco nunca será reconhecido.

"Fidel nega sua real nacionalidade em função de sua luta pelo povo cubano. Ele saiu do Brasil, via Peru, para salvar os cubanos da tirania americana, razão pela qual o povo deu a este herói a cidadania cubana. Por isso ele jamais poderá dizer que é brasileiro", explica Edílson.

De todas formas, mesmo que não consiga transformar Tracuateua em um parque temático de Fidel Castro, a iniciativa de mudar o nome da cidade pode produzir um movimento positivo.

Afinal, Tracuateua, em língua indígena, significa "formiga de bunda grande".


********************************

Bom, se Fidel for mesmo brasileiro, ainda bem que a revolução dele foi bem longe daqui.

Já chega a ditadura que foi um caos.

E no mais, nós já conseguimos produzir um Fernando Collor, José Dirceu, Marcos Valério, Georgina de Freitas, Nicolau dos Santos Neto, Lula...

Chega né!

28 janeiro 2007

PARA MINHA ESPOSA. De Riva Moutinho

FOTO: José Parassu

O texto abaixo escrevi em 12/12/2003 para a minha então namorada... Hoje somos casados. Graças a Deus!!!

EU SOU

Sou aquele primeiro raio de sol

Que, sem autorização, atravessa sua cortina

E carinhosamente toca seu rosto como num beijo de: _ Bom dia!

Sou a brisa suave da manhã

Que embala seus cabelos

E delicadamente envolve seu corpo,

num abraço de: _ Bom você existir!

Sou uma onda verde de semáforos abertos

Que te leva adiante

E diz: _ Vá, estou aqui!

Na realidade, não sou tanta coisa assim!

Sou ser-humano que procura outro.

Alguém que seja a parte que completa.

Sou homem, impregnado de sentimentos!

Que se alegra quando sente Deus aprovando cada momento nosso.

Que deseja dizer: Bom dia! ou Boa noite! Estando bem pertinho.

Sou filho de Deus.

Um filho procurando descobrir as vontades do Pai.

Orando silenciosamente... Alcançando respostas...

Consciente do caminho a seguir.

Sou alguém no meio de uma multidão de indivíduos

Alguém que se sente privilegiado... Abençoado!

Alguém que sorri quando lembra de outro alguém.

Não sei por quantos sóis ou por quantas luas

permaneceremos juntos

Não sei até onde nossos caminhos permanecerão unidos.

Mas até este exato segundo da minha existência

Posso afirmar... Posso até gritar:

Eu sou muito, muito Bem-Aventurado

Pelo que o Senhor fez até aqui:

Preparando nossas vidas... Cuidando dos nossos corações

Permitindo nosso encontro... Estando em nosso meio.

Sou o que sou, com muitos defeitos,

Mas Deus não os contabilizou quando me deu você.

Presente imerecido. Graça que superabundou.

Então, eis o que definitivamente sou: AGRACIADO!


CAMINHO DA GRAÇA com Caio Fábio

PARA QUEM QUER FAZER DE SUA IGREJA UM GRANDE NEGÓCIO

A seguir ensinarei uma formula mágica.

Veja, é simples “criá-la”.

Você pode chamá-la como bem desejar.

Mas saiba: ela é um "programa" de Religião. E não tem nada a ver com Jesus, embora use o tempo todo o nome Dele como "senha de acesso" à confiabilidade no coração dos “clientes”.

A maior vantagem é que o progrma "roda sozinho", não precisa nem da ajuda de Deus, embora o nome "Dele" seja muito usado. Veja como ela (a máquina) e ele (o programa) funcionam. É simples. Qualquer pode aprender e ensinar. Foi "contruído" para facilitar o uso, tanto do "profissionais", quanto dos "clientes".

1. Usa o Nome de Jesus.

2. Usa todos os símbolos e linguagens religiosas de todas as religiões

3. Estimula o ajuntamento de riquezas na Terra.

4. Reduz toda calamidade a uma Personificação do mal e de seus agentes.

5. Fala em Deus como quem fala de um Banco de Investimentos.

6. Ensina que Deus faz "novos negócios" com o dinheiro e com a fé quando alguém investe "Nele".

7. Se põe como o Banco Recebedor e o Garantidor das negociações.

8. Denuncia o mal das demais religiões enquanto sutilmente as valida como “realidade” e “verdade”.

9. Cria uma pirâmide de poder onde ascendem somente os que arrecadam mais.

10. Estabelece que nada funciona sem barganha com Deus.

11. Usa os testemunhais como demonstração de sua validade como máquina.

12. Elabora e uniformiza todas as suas ações e padroniza as suas linguagens.

13. Se oferece como Lugar do Poder.

14. Alimenta o povo com as simplificações mágicas como soluções.

15. Não ensina nada além de uma mecânica espiritual.

16. Não permite a criação de vínculos humanos em seu meio.

17. Ensina que a fé não é um dom, é um poder pessoal do homem.

18. Omite que a Graça de Deus exista, existindo apenas o sacrifício que cada um oferece a divindade.

19. Faz a Cruz de Cristo ter apenas valor de Presépio, como um cenário, não como poder libertador.

20. Faz a Ressurreição de Jesus ser apenas uma demonstração de Poder, não o fator garantidor da Graça da salvação.

21. Faz crer que a eternidade não interessa, mas tão somente as coisas do tempo.

22. Faz de conta que Cristo não precisa voltar. Como está, está bom.

23. Dá a impressão que o mundo pode continuar horrível, pois a única coisa que interessa é a “prosperidade” de alguns.

24. Não perde tempo com o papo de "boas obras", mas tão somente grandes contribuições financeiras.

25. O Dinheiro, a Máquina Marketeira e a Política são a sua “unção-upgrade” desse softwear de Religião.

26. Não há soluções fora do Endereço Físico de Deus na Terra: o Templo Maior e suas franquias não virtuais.

27. O "password" é usar o Nome Jesus como "senha" diferencial, mas manter todas as barganhas do medo funcionando.

28. O manual é a Bíblia, embora ela tenha apenas que ser "comprada" como um amuleto, mas não pode ser lida.

29. A oração não é parte da Devoção, mas do poder prático para se executar os desejos conforme o "programa".

30. Não existe devoção pessoal, mas apenas aquela que acontece dentro de uma “corrente” ou uma “campanha”.

E muito mais... Entrevistas com os demônios, intervalos comerciais para os possessos se recomporem, etc...

Quem quiser levantar muito dinheiro e fundar uma Religião “bem-sucedida”, aplique essas técnicas, e certamente “prosperará”.

Caso você não tenha o escrachamento necessário para ir tão longe — questões bobas de pudor que alguns ainda têm —, pode aplicar a mesma “formula” em partes, e de modo mais discreto, mais light, mais ameno. Também funciona. Mas não esqueça: a alma do negócio é a “dependência”, o “poder do medo”, e a “força do dinheiro”; e não esqueça: você precisa dizer que Deus é assim, e que até “Ele” só funciona à base de dinheiro. Sim! você tem que lembrar de dizer que é possível “comprar Deus”.

Esta formula funciona muito bem. Já foi testada inúmeras vezes na História. E no Brasil já demonstrou ser altamente eficaz.

Ah! Ia esquecendo: ela também é muito adequável ao sistema de Pirâmide.

Quem estiver frustrado e desejar acabar com a frustração, use a formula. Ela não decepcionará você.

Se está certo? Pra quem interessa? O certo é o que dá certo! Certo?

Só vejo um pequeno problema: os "donos de franquias" correm o sério risco de num Certo Dia Encontrar o Dono do Nome, e ocorrer o seguinte diálogo: --Franquiados: Em teu Nome realizamos milagres incríveis e muita gente acreditou; exercemos poder profético-autoritativo, e fizemos muitos decretos em Teu Nome; e com os demônios e com as forças das trevas, nós até brincamos, de tão bem que aprendemos a manipulá-las. Nos tornamos o maior “caso de sucesso” na Terra. Tudo em Teu Nome. --Senhor: Eu não sei quem são vocês. O lugar de vocês não é Comigo. Saiam daqui. O Diabo está aguardando. O endereço não é Aqui.

Bem, a escolha é sua!

O sucesso da Terra pode ser a desgraça da eternidade!

Mas lembre-se: a escolha é sua. Você tem o poder!

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Todos os dias às 22h, Caio Fábio na Rádio Caminho da Graça.
Acesse através do link no canto superior direito desta página.


Caio Fábio coordena o Caminho da Graça em Brasília.
Há Estações do Caminho da Graça em BH, RJ, SP entre outras cidades.
Conheça o site www.caiofabio.com

O Retrato de uma das mais queridas bandas de rock do Brasil

FONTE: Sidney Rezende

Já são quase 25 anos de estrada. Em geral, no mundo do rock, um casamento musical com direito a bodas é algo raro, sem que haja nenhuma interrupção ou mudança entre integrantes de bandas sejam elas nacionais ou internacionais. Mas há uma exceção: Os Paralamas do Sucesso. Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone surgiram num momento de efervescência do rock nacional, no início dos anos 1980, emplacaram de cara um sucesso ("Vital e sua Moto"), que abriu portas para uma carreira não menos vitoriosa. O trio, que aumentou a banda com João Fera, nos teclados, além de naipe de sopros, conquistou platéias mundo afora, esbarrou com uma tragédia, quando Herbert sofreu em 2001 um acidente aéreo que matou a mulher dele Lucy Vianna e o deixou paraplégico, e voltou a gravar redimensionando a trajetória de uma das mais populares e queridas bandas de rock do país.

Se para os fãs as canções dos Paralamas do Sucesso não são novidade, a intimidade de uma amizade que extrapola o palco pode agora revelar aos admiradores da banda imagens que mostram que sucesso é sinônimo acima de tudo de união, amor e talento, é claro. Nesses 25 anos de vida, o fotógrafo Maurício Valladares esteve sempre ao lado dos Paralamas. Fotógrafo oficial do grupo, Valladares foi o primeiro comunicador que tocou no rádio uma música do trio. O fato ocorreu em setembro de 1982 na rádio Fluminense FM, a "Maldita" (como ficou conhecida), que começava na época a difusão de uma verdadeira revolução no dial FM. Maurício apresentava o programa Rock Alive e fazia concursos com os ouvintes. Hermano Vianna, irmão de Herbert, ligava e acertava tudo. No dia em que foi buscar o "Combat Rock", LP do Clash que havia faturado como prêmio, Hermano comentou com o radialista sobre a banda do irmão e, pouco tempo depois, o presenteou com uma fita demo. ‘Vital e sua moto’ foi apresentada ao público do programa e começava ali a escalada dos Paralamas rumo ao sucesso comercial.

Com prefácio do jornalista Arthur Dapieve e fotos de Maurício Valladares, o livro "Os Paralamas do Sucesso" (das Editoras Senac Rio e Jaboticaba) registra momentos marcantes do grupo entre 1982 e 2006. A primeira foto oficial foi tirada dentro do elevador do prédio do "retratista", com os três vestindo macacões de aviador, para uma reportagem da revista "Pipoca Moderna". Daí em diante, há uma sucessão de fotos espontâneas, brincalhonas, clicadas no Rio, São Paulo, Bahia, Paraíba, Rio Grande do Sul, Argentina, Chile, Inglaterra, França, Uruguai, Estados Unidos e Suíça.

”O Maurício (Valladares) tinha esta idéia (de fazer o livro) faz tempo, afinal, ele registrou a banda desde o primeiro momento de existência. Era esperado que em algum momento um livro com estas imagens viesse à tona. A espera de quase 25 anos acabou dando mais massa crítica para o projeto”, analisa o baterista João Barone, que junto com os companheiros Bi, Herbert e o "quarto paralama", José Fortes, empresário da banda desde o começo da carreira, comentam algumas imagens. Na avaliação de Maurício Valladares, a publicação “é fruto de nossa amizade e, claro, da quantidade de fotografias que fizemos nesses anos”. O livro não é apresentado em ordem cronológica. “Tudo foi editado de forma fragmentada, sem uma ordem natural. Ele é exatamente a demonstração de nossa afinação”, destaca o fotógrafo.

Na publicação, os fãs vão encontrar momentos os mais diversos da banda. As fotos mais recentes, de 2006, são da noite em que os três paralamas tocaram na festa Ronca Ronca, comandada por Maurício Valladares (além de radialista e fotógrafo, ele é DJ) no Teatro Odisséia, na Lapa, no Centro do Rio. Também há registros da volta do grupo, depois do acidente de ultraleve que Herbert sofreu, em fevereiro de 2001, e uma cena comovente de Barone no hospital, ao lado da cama do amigo.

Renato Russo, Dado Villa-Lobos, Tom Zé, Gilberto Gil, Arnaldo Baptista, Evandro Mesquita, Jorge Ben Jor e Roger Moreira são alguns dos amigos que também aparecem entre as 240 páginas. Não faltaram imagens dos técnicos e os bravos músicos que os acompanham na "irmandade", como diz Herbert Vianna.

O próprio Maurício Valladares aparece em algumas fotos. Numa delas, está tocando baixo (ele também é baixista; assumia o instrumento quando Bi queria cantar "O Melô do Marinheiro" com Barone, na frente do palco). Em outra, é o cidadão atrás da camisa do Vasco (pois é, ele também é vascaíno), enquanto a platéia do Canecão gritava "Mengô".

Uma das dicas engraçadas é acompanhar Bi Ribeiro da primeira à última página. Preste atenção nos cabelos do baixista. Barba e bigode idem. Uma metamorfose através do tempo. Bi aparece barbudíssimo feito Urtigão, personagem dos quadrinhos; com a cara limpa de garoto de Beverly Hills (como já disse Caetano Veloso); e de bigode, correndo nu pelo corredor do hotel. O fotógrafo explica: era a tradicional prova dos 100 metros livres (de roupa). O detalhe é que numa dessas brincadeiras, Bi, peladão no corredor, deu de cara com Paula Toller, então namorada de Herbert. Antes de incluir o flagrante no livro, Maurício perguntou se não havia problema. Nem aí, Bi ainda saiu com a piadinha: "A propaganda é a alma do negócio".

Apontar em 25 anos de vida os momentos mais marcantes de uma banda de sucesso é arriscado e quase cruel. Foram muitas emoções e conquistas dos Paralamas do Sucesso, mas, na opinião de João Barone, o acidente com Herbert (com destaque para a recuperação dele) foi a grande prova para o grupo. “Difícil destacar um só momento, tudo faz parte de um grande quadro. Para nós, parece que foi ontem que começamos. Em alguns momentos, parece que já estamos veteranos... Mas, sem dúvida, a recuperação do Herbert foi um momento climático, realinhou nossas vidas e nossa vontade de seguir tocando”.

Por essas e outras as imagens de Maurício Valladares são um convite ao passado e ao presente de uma banda que, com talento, esforço e superação, honra o sucesso que leva no nome há 25 anos.

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26 janeiro 2007

PF já indiciou 16 parlamentares investigados pela máfia dos sanguessugas

FONTE: Folha online

A Polícia Federal já indiciou 16 dos 84 parlamentares investigados por suposta participação na máfia dos sanguessugas. Nenhum dos parlamentares indiciados conseguiu ser reeleito nas últimas eleições e por isso eles serão julgados pela Justiça comum por crimes que vão desde formação de quadrilha e corrupção passiva até lavagem de dinheiro.

Da lista de 16 indiciados, quatro foram absolvidos pelo Congresso das acusações de envolvimento com o esquema das ambulâncias. São os deputados: Celcita Pinheiro (PFL-MT), João Correia (PMDB-AC), Nilton Capixaba (PTB-RO), além do senador Ney Suassuna (PMDB-PB). Os demais não serão julgados politicamente devido ao fim da legislatura.

Os parlamentares indiciados pela PF são: Jonival Lucas (PTB-BA); Reginaldo Germanno (PP-BA); Neuton Lima (PTB-SP); João Grandão (PT-MG); Cecilta Pinheiro (PFL-MG); César Bandeira (sem partido-MA); Paulo Feijó (PSDB-RJ); Ney Suassuna (PMDB-PB);
Almeida de Jesus (PL-CE); João Correia (PMDB-AC); Júnior Betão (PL-AC); Edna Macedo (PTB-SP); Amauri Gasques (PL-SP); Tetê Bezerra (PMDB-MG); Vanderlei Assis (PP-SP); e Nilton Capixaba (PTB-RO).

A máfia das ambulâncias era especializada na compra superfaturada de ambulâncias por meio da apresentação de emendas parlamentares ao Orçamento da União, que beneficiavam prefeituras.

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25 janeiro 2007

PSDB chama PAC de medida publicitária, com boas intenções e equívocos

FONTE: Folha online

O PSDB vai elaborar um documento contra o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) anunciado esta semana pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em reunião da Executiva Nacional do PSDB, os tucanos avaliaram que o PAC foi uma "medida publicitária" executada pelo governo federal "cheia de boas intenções, mas com grandes equívocos".

Segundo o presidente do PSDB, o senador Tasso Jereissati (CE), o principal equívoco do PAC é ideológico, uma vez que o programa prevê o crescimento de investimentos públicos no país, e não privados. "Há um equívoco na linha de pensamento. Dar importância ao crescimento colocando em segundo plano investimentos privados é uma visão que não leva a nada", disse Tasso.

O presidente do PSDB criticou, em especial, a Medida Provisória do PAC que estabelece o uso de R$ 5 bilhões do FGTS para investimentos de infra-estrutura.

"Vamos fazer um documento analisando projeto a projeto, emendando ou colocando a nossa opinião sobre o programa. [A MP] do FGTS é um equívoco. O mundo querendo emprestar dinheiro e vamos tirar dinheiro do FGTS? Vamos votar contra essa visão equivocada", anunciou Tasso.

O senador disse que o PSDB estará unido contra os projetos do PAC que o partido considerar incoerentes. "Vamos mostrar que o PAC não tem nenhum compromisso com o crescimento econômico", encerrou Tasso.

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Bancada do PPS aprova apoio a Fruet

FONTE: Globo.com

A bancada do PPS aprovou nesta quarta-feira (24) o apoio à candidatura de Gustavo Fruet (PSDB-PR) à presidência da Câmara. A decisão foi unânime, sem a necessidade de votação.

"Houve consenso. A bancada acredita que o nome de Fruet é o melhor para a Câmara", disse o líder do partido na Casa, Fernando Coruja (SC). A Executiva Nacional do partido já havia manifestado intenção de apoiar o tucano. A bancada apenas ratificou esse desejo nesta quarta.

O PPS elegeu 22 deputados, mas dois deixaram o partido (Lucenira Pimental-AP e Homero Pereira-MT) e a bancada começará a próxima legislatura com 20 parlamentares. Desses, nove compareceram à reunião desta quarta. Os demais, segundo o líder, telefonaram para manifestar apoio a Fruet. "Não houve defecção", afirmou Coruja.

Com a adesão do PPS, o tucano tem agora dois partidos oficialmente ao seu lado depois que o PSDB anunciou apoio ao seu nome, lançado na semana passada pelo grupo da "terceira via".

Segundo turno
Nas contas de Fruet, a manifestação de deputados de PPS e PSDB pode, juntamente com outros parlamentares, ultrapassar cem votos na eleição, em 1º de fevereiro, o que aumentaria as suas chances de chegar a um eventual segundo turno. Os apoios anunciados são apenas uma indicação de voto da bancada, já que a votação é individual e secreta no dia da eleição.

Nas dissidências, por exemplo, estão as grandes apostas do atual presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), candidato à reeleição. Oficialmente, Aldo tem o apoio de PC do B, PSB e PFL . Ele, no entanto, acredita em votos de deputados de outros partidos, como PSDB, PPS, PTB e PMDB .

Os dois últimos, aliás, estão ao lado do candidato do PT , Arlindo Chinaglia (SP). O petista tem a seu favor o maior número de partidos até agora. Além de PTB e PMDB, apóiam Chinaglia seu próprio partido, o PT, o PR (um bloco de Prona, PL e PSC) e o PP.

Em reunião com aliados na terça (23), Chinaglia avaliou que tem entre 270 e 300 votos favoráveis à sua candidatura, o que liqüidaria a disputa em primeiro turno, já que, para vencer sem a necessidade de uma segunda votação, o candidato precisa dos votos de, pelo menos, 257 dos 513 deputados.

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24 janeiro 2007

PF confirma que equipamento anticolisão do Legacy estava desligado

FONTE: Folha online

O delegado Renato Sayão, responsável pela investigação do acidente com o Boeing da Gol, afirmou nesta terça-feira que diálogos entre pilotos na cabine do jato Legacy --que se chocou com o Boeing da Gol-- apontam que o equipamento anticolisão do jato estava desligado.

A conversa, segundo o delegado da Polícia Federal, motivou o indiciamento dos pilotos Joseph Lepore e Jan Paladino no inquérito sobre a colisão que matou, em setembro passado, 154 pessoas que estavam no Boeing da Gol.

Sayão rebateu nota divulgada ontem pela empresa ExcelAire, dona do Legacy. Segundo a nota, "não havia nenhuma indicação na cabine ao longo do vôo que apontasse o não-funcionamento" dos equipamentos.

A ExcelAire informou que o diálogo dos pilotos publicado no final de semana pela revista "Veja" é formado por "trechos isolados" da conversa. Afirmou ainda que a imprensa se baseia em "especulações" na cobertura do caso.

"Os diálogos foram fundamentais para demonstrar que o equipamento [anticolisão] estava desligado. A verdade é que [a conversa] foi traduzida [no inquérito do caso] da forma como saiu na revista 'Veja'. É a tradução fiel. 'Off', em inglês, é desligado, não existe outra tradução", afirmou Sayão.

O trecho do diálogo, registrado após a batida com o Boeing, é o seguinte: "Cara, você está com o TCAS ligado?", pergunta um piloto. A resposta: "É, o TCAS está desligado".

TCAS é o sistema anticolisão de tráfego aéreo. Ele emite um alerta sonoro toda vez que outra aeronave é detectada na mesma aerovia.

No relatório parcial sobre o acidente, a PF diz que "os pilotos agiram com negligência quando voaram por mais de 50 minutos com o sistema anticolisão desligado até a colisão das aeronaves, sendo o equipamento ligado somente cerca de dois minutos após o choque, sendo então captado pelos radares".

De acordo com a ExcelAire, os "pilotos não desligaram o transponder ou o sistema TCAS, seja intencional ou inadvertidamente".

Conforme Sayão, haverá uma análise mais técnica. "A caixa-preta [do Legacy] pode ser melhor explorada na parte de dados que registram os eventos dentro da aeronave", afirmou.

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23 janeiro 2007

Deputados do PSDB oficializam apoio à candidatura de Fruet

FONTE: Estadão

BRASÍLIA - Em apenas cinco minutos de reunião, os deputados federais do PSDB aprovaram, nesta terça-feira, por aclamação, o nome do deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR) como candidato à presidência da Câmara. Estão presentes 45 dos 64 deputados tucanos. A indicação de Fruet, feita inicialmente por 13 deputados do PSDB, já havia sido aprovada pelo grupo de parlamentares que se declaram independentes no processo de sucessão na Câmara.

São candidatos, além de Fruet, o atual presidente da Casa, deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), e o líder do governo, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP).

O encontro dos deputados tucanos nesta tarde está sendo conduzido pelo líder da bancada na Câmara, Jutahy Júnior (BA), que, há duas semanas, chegou a anunciar o apoio dos deputados do PSDB a Chinaglia.

A reunião dos tucanos continua. Eles estão discutindo estratégias para a campanha de Fruet. A eleição é no dia 1º de fevereiro, e os parlamentares têm pouco tempo para pedir votos.

Nesta tarde, Aldo recebeu a adesão formal do PSB, sigla que conta com 27 parlamentares na Câmara.

Os três concorrentes irão a debate na próxima segunda-feira, às 11 horas, transmitido ao vivo pela TV Câmara.

A presidência da Câmara será decidida em 1° de fevereiro, dia da posse dos deputados eleitos em outubro. Vence quem obter 257 votos do total de 513. Se nenhum candidato conseguir atingir mais da metade dos votos, a disputa irá para o segundo turno, entre os dois candidatos mais votados.

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22 janeiro 2007

Insatisfeitos, governadores vão apresentar a Lula propostas para o PAC

FONTE: Folha online

Insatisfeitos com o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), anunciado hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os governadores decidiram construir uma pauta de reivindicações e sugestões de propostas para o pacote. A pauta conjunta será apresentada na próxima reunião entre Lula e os governadores, agendada para 6 de março.

Antes do encontro com Lula, os governadores voltam a se reunir na próxima segunda-feira, em Brasília. Participarão do encontro governadores das cinco regiões do país. Do Nordeste, virão Marcelo Déda (PT-SE) e Cássio Cunha Lima (PSDB-PB). O Sudeste será representado por Aécio Neves (PSDB-MG) e Sérgio Cabral (PMDB-RJ). Eduardo Braga (PMDB-AM) representará o Norte, Yeda Crusius (PSDB-RS) o Sul. Do Centro-Oeste, participará José Roberto Arruda (PFL-DF).

Os detalhes dessa reunião foram discutidos durante almoço realizado hoje na casa de Arruda, logo depois do anúncio do PAC. Estiveram no almoço 19 dos 25 governadores presentes na divulgação do PAC.

Segundo Cunha Lima, será a vez dos governadores falarem. "Hoje, fomos para ouvir. Mas também querem ser ouvidos", disse.

Os governadores aliados pediram ponderação aos colegas da oposição e para eles não transformarem suas reivindicações numa "queda-de-braço" com o governo.

"O governo nos deu oportunidade para que no dia 6 de março voltemos a discutir o PAC. Não dá para fazer uma assembléia e somente depois anunciar as medidas. Nós da base também tomamos conhecimento hoje", afirmou o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).

Uma das críticas é dos governadores é que ninguém foi consultado antes do anúncio do PAC. "[O PAC] teria um resultado melhor do ponto de vista dos investimentos se tivesse uma soma de esforços entre o governo federal e os Estados. É um grave problema a distorção entre os orçamentos estaduais e o federal", disse Aécio.

A principal queixa dos governadores é a renúncia fiscal de R$ 6,6 bilhões este ano, que em 2008 está prevista para chegar a R$ 11,5 bilhões. Na avaliação dos governadores, a renúncia fiscal implica em redução na arrecadação dos recursos que formam impostos compartilhados entre a União e os Estados, como o IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) e o Imposto de Renda.

Cunha Lima afirmou que o programa não vai ajudar na recuperação das finanças dos Estados. "Lamentavelmente, o programa agrava uma distorção histórica [entre as regiões], que é a impossibilidade de investir. São iniciativas positivas que precisamos apoiar, mas sem que isso represente uma fragilidade do pacto federativo. A União concentra as grandes fatias das receitas e os Estados, dependentes, seguem como colônias", disse.

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Projetos expõem contrastes entre candidatos à presidência da Câmara

FONTE: Folha online

Projetos de lei apresentados pelos três candidatos à presidência da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Gustavo Fruet (PSDB-PR) revelam prioridades distintas de cada um ao longo da atuação parlamentar.

A Folha analisou as propostas defendidas pelos três candidatos ao longo de seus mandatos. A apresentação de projetos de lei é uma das funções do parlamentar, mas não serve para medir isoladamente o desempenho de um deputado. Muitos atuam em CPIs, em subcomissões e mesmo nas articulações políticas que permitem votar ou não projetos prioritários para o governo federal.

Aldo e Chinaglia tiveram, ao longo dos anos, atuação mais direcionada às questões políticas, enquanto Fruet tem um perfil mais técnico.
Desde que foram eleitos, os três deputados apresentaram, ao todo, 73 projetos de lei. Desses, apenas 3 foram aprovados.

Aldo Rebelo, deputado desde 1990, propôs, sozinho, 30 projetos. O único aprovado, em 1998, proíbe a instalação de bombas de auto-serviço nos postos de gasolina.

Aldo ficou famoso por projetos que mostram seus ideais nacionalistas, como o que pedia audiências públicas "para ouvir a sociedade brasileira sobre as conseqüências da proposta de implantação da Alca".

Outros pretendiam vedar estrangeirismos na língua portuguesa, instituir o dia 31 de outubro como o Dia do Saci, tornar obrigatória a adição de farinha de mandioca para a fabricação de pães, ou até mesmo tombar campos de futebol de várzea em terrenos da União.

Ele também já propôs regulamentar o exercício de ioga, com a criação do Conselho Federal e Regional e tornar não-patenteáveis os medicamentos para o tratamento da Aids.

Desde que assumiu a presidência da Câmara, porém, Aldo não pode apresentar projetos, em razão de sua posição.

Lei Pelé

Chinaglia, por sua vez, é deputado desde 1995 e atual líder do governo na Câmara. Apresentou 24 projetos de lei e também teve um aprovado, que extinguiu a lei do passe na legislação desportiva nacional.
"Após a apresentação do meu projeto, o Pelé, então ministro dos Esportes, encaminhou para o Congresso a sua proposta, que foi apensada à minha", disse Chinaglia. "Ficou conhecida como Lei Pelé, mas do ponto de vista do mecanismo legislativo, a lei é de minha autoria."

Por ser médico, grande parte dos projetos de sua autoria tratam de assuntos relacionados à saúde. Seus últimos projetos apresentados propõem a criação dos Dias Nacionais da Vigilância Sanitária, em 5 de agosto, e da Assistência Farmacêutica, em 15 de setembro.

Em 2003, o petista propôs a proibição de novos cursos de medicina e a ampliação de vagas nos cursos existentes nos dez anos seguintes à aprovação da lei. A medida, segundo o texto do projeto, tem como objetivo "proteger a população do país contra a gravíssima ameaça resultante de cursos de medicina de má qualidade, no Brasil ou no exterior". O projeto está pronto para entrar em pauta.

O tucano Gustavo Fruet caminha para o seu terceiro mandato e, assim como Aldo e Chinaglia, só conseguiu aprovar um projeto. Desde 1999, ele apresentou 19 PLs, a grande maioria voltada para a alteração da legislação. "Sou um estudioso do direito e por isso me preocupo com isso."

Excesso de leis

Para Fruet, "o Brasil tem um excesso de leis e grande parte delas foram mal elaboradas".

Projeto do tucano, aprovado em 2002, determina ao juiz, após recebida alguma denúncia de crime eleitoral, marcar o dia e hora para o depoimento pessoal do acusado. Estabelece também um prazo de dez dias para o réu ou seu defensor oferecer alegações escritas ou apresentar testemunhas.

Entre os projetos apresentados, Fruet lamenta que um deles não tenha sido aprovado: a criação do Programa de Habitação de Interesse Social (PHIS), que definiria "os critérios de utilização dos recursos de poupança popular, como instrumentos da política habitacional". Outra proposta dele é a isenção de tributos sobre itens do transporte coletivo, como o ICMS do óleo diesel.

Sua atuação técnica o levou a ter uma forte presença em comissões parlamentares. Ele presidiu a CPI do Proer (o programa de reestruturação dos bancos no governo FHC), foi membro titular do Conselho de Ética da Câmara, relator do processo de cassação do deputado federal André Luiz e sub-relator de movimentação financeira da CPI dos Correios.

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20 janeiro 2007

Efeito YouTube: Advogado do casal Cicarelli recebe ameaça de morte


FONTE: Consultor Jurídico do Estadão

A polícia de São Paulo tem pela frente uma tarefa das mais difíceis: identificar o autor de um e-mail que ameaçou de morte o advogado Rubens Decoussau Tilkian, responsável por defender o namorado de Daniella Cicarelli no processo contra o YouTube. O pedido de investigação para apurar responsabilidades no caso encaminhado à delegacia de combate aos crimes eletrônicos é assinado pelo advogado Manuel Alceu, padrasto de Tilkian.

A mensagem, que chegou no endereço eletrônico do advogado do casal em meio a uma avalanche de outras mensagens de protesto, traz como assunto a palavra cagada. No texto, o potencial assassino ameaça: “ae meu irmão tu fez cagada agora vai sentir as conseqüências. Já fez um seguro de vida pra vc. e sua familia?” (sic).

O e-mail foi enviado depois que a Justiça de São Paulo bloqueou o site YouTube para impedir o acesso dos brasileiros ao vídeo em que a modelo Daniela Cicarelli e o empresário Renato Malzoni Filho protagonizam cenas de tórrida paixão, na praia de Tarifa, em Cádiz, na Espanha.


Controle e liberdade

As ameaças ao advogado de Cicarelli, levantam duas questões importantes: uma, o controle, ou a falta dele, nas manifestações da internet; outra, a segurança, ou a falta dela, dos agentes do Direito e da Justiça.

Quanto à primeira questão, o episódio Cicarelli revelou apenas a ponta do iceberg que significa o controle de informações na internet. Com efeito, faz parte da natureza da rede mundial de computadores o sentido democrático de livre acesso e de livre manifestação em suas páginas. Por isso mesmo, em sua concepção, a internet não previa controles ou censura ao seu conteúdo.
O problema, ainda sem solução, surge quando este espaço livre e libertário é usado para a prática de crimes, que vão da pedofilia ao racismo, do furto à ameaça de assassinato, como o registrado contra o advogado da modelo.

Quanto a outra questão, não é a primeira vez que alguém como parte do Judiciário recebe ameaça de morte ao atuar por dever de seu ofício. No período das eleições presidenciais, o ministro Marco Aurélio, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, recebeu e-mails ameaçadores por abrir investigação eleitoral sobre o dossiê PT-sanguessugas — documento que teria sido encomendado por petistas para incriminar tucanos, entre eles o candidato ao governo do estado de São Paulo Geraldo Alckmin.

Mais recentemente, o ministro Sepúlveda Pertence também recebeu ameaças, dessa vez em comentários feito no site Terra Magazine, depois que a revista eletrônica publicou que gravações da Polícia Federal flagraram um advogado dando a entender que obteve uma liminar no Supremo Tribunal Federal graças a uma propina de R$ 600 mil que teria sido paga ao ministro.


O caso Cicarelli

Em setembro o TJ-SP proibiu os sites Globo.com, IG e YouTube de veicular as imagens do casal, sob pena de multa diária de R$ 250 mil.

Como o YouTube teve dificuldades em cumprir a decisão, a defesa de Malzoni, representada por Rubens Decoussau Tilkian, entrou com um novo pedido de proibição da veiculação das imagens. O desembargador Ênio Santarelli Zuliani, da 4ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, concedeu a liminar por entender que a empresa estrangeira dona do site, a americana Google Inc., não poderia desrespeitar as decisões tomadas pelo Judiciário brasileiro.
A ordem do juiz de retirar as imagens do ar provocou o bloqueio de todo o site para internautas brasileiros. Duas das cinco empresas que fazem a conexão internacional de computadores do Brasil — Brasil Telecom e Telefônica — cumpriram decisão judicial que mandou bloquear o Youtube, gerando inconformidade de seus usuários. Por seu legítimo direito de se defender, Cicarelli passou a ser alvo de protestos e ameaças de represália. A mais grave delas, porém, atingiu seu advogado, no legítimo exercício de suas atribuições.

19 janeiro 2007

ESTAÇÃO CAMINHO DA GRAÇA com Caio Fábio em vídeo

Hoje é comum ligarmos a TV e depararmos com alguém pregando, mas seria o evangelho visto nas TV´s de hoje, o que de fato é o Evangelho?

Propagandas, e de todo tipo. Isto é o que preenchem as TV´s hoje em dia se passando como algo que fosse o evangelho.

No entanto, o Evangelho é algo muito diferente do que temos visto.

Não há neuras, traumas, medos, terrorismos ou guerra santa.

O Evangelho é leve, suave e simples.

Abaixo segue uma mensagem do Rev. Caio Fábio.

Gaste um pouco do seu tempo ouvindo-o.

Tenho certeza que valerá muito a pena.

PARTE I


PARTE II


PARTE III


No Evangelho não há ganância e engano.

Conheça JESUS,

que é suave e a sua Graça nos basta.

Um carinhoso abraço a todos.

Riva Moutinho


PARTIDO DE COLLOR INFORMA QUE ELE VAI PARA O PTB

FONTE: Globo.com
O ex-presidente Fernando Collor e a mulher,
Caroline Medeiros, em visita ao Senado
em outubro passado

O presidente do PTRB, Levy Fidelix, anunciou nesta sexta que o ex-presidente e senador eleito Fernando Collor de Melo deixará o partido e se filiará ao PTB.

Collor é o único parlamentar eleito da sigla . O PRTB não conseguiu eleger nenhum deputado federal e conta com cinco suplentes.

O presidente nacional do PTB, deputado federal cassado Roberto Jefferson, afirmou, por intermédio da assessoria de imprensa, que somente se pronunciará sobre o assunto quando o partido oficializar a filiação. Por enquanto, segundo ele, Collor e o PTB estão "em negociação". O G1 procurou Collor, mas não conseguiu localizá-lo.

Fidelix contou que o ex-presidente se reuniu com ele na quinta (18) para dizer que precisava de um partido maior. Segundo Levy Fidelix, Collor já havia defendido a fusão ou incorporação do PRTB ao PTB, mas o partido rejeitou a proposta.

"Ele falou que tinha necessidade de procurar espaços novos e que precisava de um partido com musculatura política. É de se imaginar que tenha propósitos maiores", disse, em referência às eleições de 2010.

Demonstrando irritação com a decisão de Collor de deixar o partido, Fidelix disse que o ex-presidente quer fazer oposição ao governo se juntando Roberto Jefferson, e afirmou que os dois "se merecem". Jefferson pertenceu à chamada "tropa de choque" de Collor no Congresso, antes do impeachment do ex-presidente.

"Ele me usou, usou o partido, nossa boa-fé, nossa pequena estrutura para alçar o vôo de águia. Faltou a ele, no mínimo, elegância", disse.

"Naturalmente que foi uma grande perda, porque teríamos um ex-presidente no Congresso, mas também é um grande peso que deixamos de ter porque várias vezes deputados não entraram no PRTB por causa dele", acrescentou.

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Consórcio fez explosão na obra no dia do acidente

FONTE: Estadão

Sete horas antes de parte do corpo da Estação Pinheiros do metrô vir abaixo, operários do Consórcio Via Amarela, responsável pela obra, realizaram uma explosão dentro do túnel. Engenheiros ouvidos pelo Estado admitiram a possibilidade de a detonação ter sido o estopim para o desabamento. Mas fizeram a ressalva de que, até minutos antes do acidente, a leitura dos equipamentos que medem o recalque (rebaixamento) do túnel não indicava qualquer risco de prosseguir com os trabalhos de escavação. Representantes das empreiteiras dizem que só a investigação do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) pode desvendar as causas do acidente, mas acreditam que uma série de fatores levou ao colapso.

A detonação, segundo informou o consórcio, ocorreu às 8h22 de sexta-feira. 'Caso não haja uma situação catastrófica, o recomendável em túneis é que se vá em frente mesmo', conta o engenheiro Tarcísio Barreto Celestino, da Themag, um dos projetistas da Linha 4. 'Já estive diante de dados muito mais preocupantes do que esses e posso dizer que não pararia a obra nem mandaria evacuar a vizinhança', afirma.

Nos dias anteriores ao acidente, a aceleração do recalque do túnel estava dentro dos padrões aceitáveis. As primeiras medições, feitas na noite de quarta-feira, indicavam um rebaixamento de 2,5 milímetros. No dia seguinte, engenheiros e projetistas se reuniram no prédio da administração do canteiro de obras da Rua Capri para decidir que medidas tomar para conter o avanço do recalque. O atirantamento - colocação de barras de aço, chumbadas com concreto em diferentes pontos das paredes do túnel - foi a técnica escolhida, já que a terra exercia uma pressão lateral no túnel.

ABRUPTA

Na manhã de sexta-feira, enquanto os operários faziam os furos para aplicar o atirantamento, os instrumentos já apontavam um recalque de dois dígitos - entre 12 e 15 mm, segundo Celestino. Mas até aquele momento, dizem os engenheiros, ainda não havia motivos para preocupação. 'Esse tipo de rocha em que estávamos escavando (gnaisse granítica) costuma dar sinais de que está cedendo. Mas, neste caso, foi uma ruptura abrupta', justifica o coordenador de Produção do Consórcio Via Amarela, Celso Rodrigues.

Os engenheiros suspeitam de que o ápice do desmoronamento se deu no trecho da estação que estava sob a Rua Capri. 'Todo o resto foi uma conseqüência desse colapso', avalia Rodrigues.

Embora ainda não tenham feito uma análise detalhada do local do acidente, os técnicos do consórcio já sabem que 6 dos 45 metros de túneis da futura estação do Metrô estão intactos. Para representantes do consórcio, o fato de esse trecho ter sido preservado servirá como prova de que não houve economia de material durante a execução da obra.

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17 janeiro 2007

IGREJA RENASCER: Bens Bloqueados


FONTE: Estadão

O Departamento de Justiça da Flórida deve definir nos próximos dias o seqüestro dos bens registrados em Miami em nome de Estevam e Sônia Hernandes, fundadores da Igreja Renascer em Cristo. A medida já havia sido determinada há quatro meses pelo juiz Antônio Paulo Rossi, titular da 1ª Vara Criminal de São Paulo, mas ainda não foi colocada em prática por conta de entraves burocráticos nos Estados Unidos.

O Estado apurou que, na última semana, promotores do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) forneceram as informações que faltavam aos policiais do FBI que acompanham o caso na Flórida - e a documentação já foi encaminhada ao Departamento de Justiça.

Levantamento feito pela promotoria de Miami mostra que o rol dos bens dos Hernandes inclui quatro casas, uma mansão em Boca Raton comprada com financiamento feito no Washington Mutual Bank e avaliada em US$ 465 mil, títulos do Resort Las Palmas - condomínio com clubes e chalés em Avon Park - e pelo menos 14 automóveis, entre eles um Land Rover, um Mercedes-Benz, um Cadillac e uma van. O casal tem ainda uma conta bancária em Miami - que também será bloqueada.

O seqüestro dos bens dos Hernandes na Flórida é uma determinação do processo que apura no Brasil os crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e estelionato contra fiéis. Mas está em curso no Estados Unidos com a ajuda da equipe do FBI que acompanha o caso e chegou a monitorar Sônia Hernandes no período em que ela esteve foragida do Brasil por conta da decretação de sua prisão preventiva. Disfarçados, os agentes chegaram a abordá-la em sua casa, em Boca Raton.

No Brasil, o bloqueio judicial do bens dos Hernandes chegou a dez empresas, oito contas bancárias por onde teriam passado R$ 46 milhões e do Haras Agropastoril Reobot, em Atibaia, registrado em nome da filha dos Hernandes, Fernanda.

Alvo de uma operação de busca e apreensão feita por promotores do Gaeco, o haras pode agora ser alvo de intervenção. O juiz Antônio Paulo Rossi pediu os registros contábeis da propriedade ao seu administrador, José Hernandes, irmão de Estevam Hernandes. Se não apresentar a documentação, ele será afastado da administração e um interventor com plenos poderes será nomeado.

Cismas na Renascer

As acusações contra o casal Hernandes já provocam cismas dentro da Igreja Renascer. Também denunciados no processo que tramita na 1 ª Vara Criminal, os empresários Ricardo e Leonardo Abbud prestaram depoimento responsabilizando Estevam Hernandes pelos ´golpes´ dados no mercado por meio de empresas abertas por eles.

Os Abbud afirmaram que Estevam os convenceu a usar suas empresas alegando que iria procurar cartórios de registros para transferi-las para seu nome - mas não o fez. Também disseram que não sabiam que as empresas poderiam estar sendo usadas para fins ilícitos.

Ricardo Abbud é executivo de uma construtora e coordenou grupos de orações para empresários na Renascer. Leonardo também é ligado à Igreja. Ambos são irmãos de Antonio Carlos Ayres Abbud, bispo primaz da denominação, fundador da empresa RGC - aberta para tentar comprar a extinta TV Manchete -, e dono da Abbud Comunicação, acusada de usar o mesmo CNPJ da Fundação Renascer para conseguir financiamentos nunca pagos.

Desde que seus problemas judiciais vieram à tona, o bispo Abbud deixou de ser visto nos eventos públicos da Igreja - e não esteve nem mesmo na gravação de Natal da TV Gospel. A família foi representada por sua esposa, Rosana Abbud.


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