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29 novembro 2006

JUSTIÇA DECIDE QUE TERMOS DO CONTRATO ENTRE A REDE BANDEIRANTES E LULINHA PODEM SER TORNADOS PÚBLICO por Jorge Serrão


FONTE: Blog Alerta Total

A Justiça resolveu dar transparência aos prósperos negócios de comunicação do empresário Fábio Luiz Lula da Silva. O juiz Régis Rodrigues Bonvicino, da 1ª Vara Cível do Foro Regional de Pinheiros (SP), decidiu que “não poderá ser mantido em sigilo” o contrato firmado entre a empresa Gamecorp S/A e a Rede 21 Comunicações Ltda —atualmente Play TV e antiga Rede 21. A emissora pertence ao Grupo Bandeirantes de Comunicação, que está em processo de abertura societária, e interessa aos petistas, principalmente ao filho do presidente Lula.

Ao tomar sua decisão, o magistrado considerou que os atos processuais são públicos e que só cabe segredo de Justiça quando há interesse público ou quando envolve questões familiares. No caso, na avaliação do magistrado, os “segredos de comércio” não são suficientes para justificar o pedido de sigilo. “Quando o contrato ingressa num processo judicial, por iniciativa da parte, torna-se documento público”. Foi o que resolveu o juiz Régis Rodrigues Bonvicino em sua decisão.

A Bandeirantes saiu derrotada na Justiça com o pedido para que os termos do contrato entre ela e Lulinha fossem mantidos em segredo. A Rede 21 ingressou com ação de indenização contra a Editora Abril e os jornalistas Diogo Mainardi, Alexandre Oltramari e Julio César de Barros, em razão de matérias publicadas pela revista Veja envolvendo o canal de TV e Fábio Luís Lula da Silva, acionista da empresa Gamecorp e filho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. A ação foi protocolada em envelope lacrado, contendo o contrato entre a emissora e empresa.

Divisão entre as partes

O jornal Folha de S.Paulo revelou ontem que o contrato entre a Gamecorp e a Bandeirantes, para a exploração da PlayTV, estabelece uma divisão das verbas obtidas com a venda de espaço publicitário.

O rateio vale, inclusive, para a divisão da publicidade oficial, vinda do governo federal, onde o pai de Lulinha é o dono da caneta do Diário Oficial e ordenador de despesas mor.

De acordo com a Folha, na lista dos maiores anunciantes da PlayTV estão a Secretaria da Administração da Presidência da República, o Ministério da Saúde, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, empresas concessionárias de telecomunicações e indústrias de bebidas e alimentos.

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Lacerda chora e nega envolvimento no escândalo do dossiê à CPI

FONTE: Folha online

O ex-coordenador da campanha do senador Alozio Mercadante (PT) ao governo de São Paulo, Hamilton Lacerda, chorou nesta terça-feira durante depoimento à CPI dos Sanguessugas ao comentar sobre o episódio da tentativa de compra do dossiê contra políticos tucanos.

Lacerda negou que tivesse conhecimento do esquema, mas confirmou que foi ele quem procurou a revista "IstoÉ" para passar informações do que ele considerou, à época, um "furo de reportagem" --que seria o suposto envolvimento do adversário de Mercadante, José Serra (PSDB), e do também tucano Barjas Negri, ambos ex-ministros da Saúde, na máfia das ambulâncias.

Lacerda afirmou ainda que foi procurado por Jorge Lorenzetti (então analista de risco e mídia da campanha do PT à Presidência) e Expedito Veloso (ex-diretor do Banco do Brasil) no final de agosto para que ele fizesse a ponte com a revista para divulgar as informações que afetariam os políticos tucanos e que, assim, poderiam ajudar na campanha de Mercadante.

Num primeiro momento, ele disse que ponderou que a campanha de Mercadante era propositiva e que não entraria neste campo de ataques e denúncias. Depois, por considerar que poderia ser um bom material jornalístico, decidiu procurar a revista. Ele explicou que escolheu a "IstoÉ" por considerar que publicação tem uma "linha editorial flexível".

"Não me meti em nenhuma confusão. A idéia não era pegar uma denúncia qualquer e fazer uma denúncia sem base. Queria cavar espaço para um furo de reportagem. Fiz uma ação como militante, como um dirigente partidário que, se tivesse uma repercussão positiva, ajudaria na campanha [do Mercadante]", afirmou Lacerda.

Lacerda também confirmou que esteve no hotel Ibis, onde foram presos Valdebran Padilha e Gedimar Passo, com R$ 1,75 milhões, nos dias 13 e 14 de setembro, mas negou que tenha levado o dinheiro, como aponta a Polícia Federal. Gedimar e Valdebran foram pegos no dia seguinte.

Ele disse que no primeiro dia levou, em uma mala, boletos de arrecadação e material de campanha. Questionado pela quantidade, Lacerda afirmou que carregava cinco mil boletos. No dia seguinte, ele disse que levou roupas e um laptop para Gedimar.

Com relação a Mercadante, Lacerda, que também trabalhava no gabinete do senador, disse que já pediu desculpas publicamente a ele e reafirmou que o senador não tinha conhecimento do episódio.

Lacerda disse ainda que não conhece Ana Paula Vieira, que aparece como dona de um telefone celular que recebia e realizava ligações com os envolvidos no escândalo.


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DEPUTADO ELEITO DO PT VOLTA PARA A CADEIA POR COAGIR TESTEMUNHAS

FONTE: Globo.com

O deputado federal eleito pelo PT em Minas Gerais nas últimas eleições, Juvenil Alves, voltou para a cadeia da Polícia Federal (PF), na madrugada desta quarta-feira (29). Ele havia sido libertado um dia antes, depois de vencer o prazo de prisão temporária expedido pela Justiça.

Ele havia sido detido na semana passada, durante a Operação Castelhana, da PF, acusado de participar de um esquema que fraudou cerca de R$ 1 bilhão da Receita Federal.

Segundo a PF, foram presos nesta quarta-feira Juvenil e outros seis advogados de Belo Horizonte e outros dois em São Paulo. Os empresários acusados de participar da fraude não foram presos novamente.

Segundo o delegado Bruno Ribeiro Castro, havia o temor na PF de que, ao sair da cadeia, os acusados atrapalhassem as investigações e coagissem as testemunhas. De acordo com Bruno, foi isso que aconteceu logo após eles serem libertados.

Na terla-feira (28), Juvenil e os outros advogados foram flagrados tentando coagir testemunhas. Dessa forma, foi feito um novo pedido de prisão preventiva de 120 dias, que foi autorizado pela 4ª Vara da Justiça Federal.

Foram presos em Belo Horizonte Juvenil Alves Ferreira, Viviane Angélica Ferreira Zika, Sonia Maria Campos Rios, Hélvio Alves Pereira, Carlos Eduardo Leonardo de Siqueira, Claudio Henrique Caldeira, Pollyanna Borges Lino Araújo. Já em São Paulo foram detidos Abelardo de Lima Ferreira e Evandro Garcia. Todos estão na carceragem da PF.

27 novembro 2006

Petista preso em operação da PF deve ser libertado nesta madrugada

FONTE: Folha online

O deputado federal eleito Juvenil Alves (PT-MG) deve sair nas próximas horas, na madrugada desta terça-feira, da Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais, onde está detido desde a última sexta-feira. Acusado de práticas fiscais e financeiras ilegais para "blindagem patrimonial" de empresas e empresários devedores de impostos e tributos, o petista foi preso durante a "Operação Castelhana" da própria PF.

O prazo de sua prisão temporária --decretada para impedir uma possível obstrução das investigações-- se encerra à meia-noite desta segunda-feira. Até 21h45, a PF não havia recebido nenhum pedido de prorrogação aceito pela Justiça Federal.

De acordo com a PF, o deputado federal eleito é sócio do escritório de advocacia Juvenil Alves e Associados, especializado em direito tributário e que teria ajudado uma organização criminosa que teria causado um prejuízo de mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos.

Como Alves não foi diplomado pela Justiça Eleitoral e ainda não tem foro privilegiado, ele pôde ser preso pela PF. Segundo a Constituição Federal, com a diplomação, ele não poderia ser preso, exceto em casos de crimes inafiançáveis. A diplomação dos eleitos em Minas Gerais está prevista para ocorrer no dia 18 de dezembro.

Esquema

O esquema de fraudes da organização criminosa, chefiada em Belo Horizonte, faz uso de sociedades anônimas offshore estabelecidas no Uruguai e na Espanha --daí o nome "Operação Castelhana"-- em nome de "laranjas" para ocultar valores e bens de empresários brasileiros. Dessa forma, esses bens permaneciam fora do alcance de possíveis cobranças fiscais e execuções judiciais.

Essas empresas offshore constituíam então sociedades no Brasil, que adquiriam o patrimônio dos empresários e transferiam para si a propriedade dos bens.

Entretanto, as investigações apontaram para indícios de que tanto as empresas estrangeiras como as sociedades nacionais encontravam-se em nome de "laranjas" com o objetivo de ocultar crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, sonegação fiscal, informação falsa em contrato, estelionato contra a fazenda pública, formação de quadrilha e falsidade ideológica --as penas somadas previstas para esses crimes superam 35 anos de reclusão.

Os esquemas de proteção de bens buscam, em geral, transferir ativos de pessoas físicas ou empresas interessadas em blindá-los para outras empresas recém-constituídas --muitas vezes empresas de administração e participações que declaravam atividade de "holding" e que não possuíam sede fisicamente estabelecida (estabelecimento virtual).

Os bens, valores e controle das empresas permaneciam sob a tutela dos reais proprietários graças às ações ao portador que ficavam sob a guarda dos empresários brasileiros. As ações eram emitidas pelas offshore e garantiam ao portador a titularidade de fato das offshore e, portanto, das firmas brasileiras.

Foram identificadas 48 offshore, cujos sócios se repetem várias vezes e os procuradores responsáveis perante o Ministério da Fazenda são advogados do grupo investigado.

Esses escritórios de advocacia eram responsáveis por todos os trâmites burocráticos no Exterior e no Brasil para a constituição das empresas e responsabilizavam-se por arregimentar "laranjas" para manter as empresas ativas e regulares.

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26 novembro 2006

O CAOS DA DESORDEM DO SILÊNCIO por Riva Moutinho

(FOTO: Margarida Araújo)

PARTE I

O silêncio é a ausência absoluta de som. Se partirmos deste princípio, percebemos que nunca ouvimos o silêncio. No entanto, abster-se de falar pode também ser interpretado como silêncio. Momentâneo, sintomático, preciso, necessário, o silêncio pode ser considerado, às vezes, como um bem necessário; mas até quando este bem não faz mal? O silêncio tem o dom de poder criar ilusões, imagens, mentiras apregoadas como verdades. O desastre total do silêncio ocorre quando uma realidade virtual se torna realidade absoluta, enganando a muitos e os levando a viverem uma vida no País de Alice. A isso chamo: O Caos da Desordem do Silêncio.

Com maior disseminação através das pessoas que detêm algum tipo de poder, o silêncio selado através da cumplicidade de atos, pensamentos, idéias e objetivos produz a cada dia um mundo mais caótico. A virtualidade deste mundo cria indivíduos com pouca consciência, visão, audição e sensatez.

Quando o silêncio é rompido surgem escândalos, denúncias, investigações. No entanto, muito dos indivíduos simplesmente ignoram tal fato. Por decisão própria, escolhem a defesa do errado e a perpetuação do silêncio. Ou seja, ainda que o silêncio seja rompido e verdades surjam destruindo partes deste mundo virtual, muitos indivíduos preferem, conscientemente, se esquivarem de qualquer tipo de reação, pactuando com a proliferação do estado de imobilidade. A isso chamo: O Caos da Desordem da Inércia – a ser tratado futuramente.

Viver conscientemente livre é uma decisão pessoal, assim como viver conscientemente enganado. Ambos os modos de vida possuem suas conseqüências. Normalmente a consciência livre se torna o caminho mais espinhoso, a maior onda a encarar com um pequeno barco que é você em meio ao gigante oceano que é o mundo. Viver na conformidade deste mundo é viver uma vida sem sobressaltos, porém com diversas doenças psicológicas ou emocionais intrínsecas no interior humano.

A pergunta que interessa que hoje eu faça a você é a seguinte: Se pessoas que detém ou detiveram, por um tempo, algum tipo de poder começassem a contar verdades, conscientemente, você estaria preparado para sair do País de Alice?

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NA ITÁLIA, GOOGLE É INVESTIGADO POR VÍDEO DE MAUS-TRATOS A AUTISTA

FONTE: Globo.com

Não é só no Brasil que o Google está tendo problemas com a justiça. Dois representantes legais do Google Itália estão sendo investigados por difamação devido à difusão nessa ferramenta de busca na internet de um vídeo em que estudantes maltratam um colega autista.

O relações-públicas do Google Itália, Stefano Hessen, afirmou neste sábado (25), numa entrevista ao jornal "La Repubblica", que a empresa está disposta a colaborar com a investigação e que lamenta o ocorrido.

O promotor de Milão Francesco Cajani investiga o caso em que estudantes de Turim gravaram, com um telefone celular, imagens em que batiam e zombavam de um companheiro autista. Em seguida, fizeram upload da gravação na seção "Vídeos divertidos" do Google.

O vídeo se tornou um dos mais vistos, mas foi retirado do ar dois dias depois.

A Justiça decidiu na sexta à noite investigar os dois representantes do Google Itália, baseando-se num artigo do Código Penal, segundo o qual "não impedir um fato, que se tem a obrigação jurídica de prevenir, equivale a causá-lo".

Hessen reconheceu que o vídeo em questão "era evidentemente contrário" à política da empresa e foi "imediatamente" retirado assim que sua existência ficou conhecida.

Os vídeos publicados pelos usuários "vão para a rede automaticamente, não há nenhum filtro editorial preventivo por nossa parte. O que fazemos é retirar os conteúdos ilegais quando os encontramos", explicou o relações-públicas.

O diretor do Google Itália disse que a empresa está pesquisando tecnologias capazes de localizar de forma automática os conteúdos ilegais, "mas esta não é uma coisa fácil" de se fazer.

A Guarda de Finanças realizou na sexta-feira à noite, na sede administrativa do Google Itália, em Milão, uma busca por documentos que permitissem localizar os dois representantes legais da empresa, ambos de nacionalidade americana.

Os quatro estudantes responsáveis pelo vídeo, que foi gravado dentro de uma sala de aula, estão sendo investigados pela Promotoria de Turim por violência privada e foram suspensos durante um ano da escola que freqüentavam.

A acusação de difamação foi apresentada porque um dos adolescentes que aparecem no vídeo pronuncia frases ofensivas contra a associação Vividown, para a pesquisa científica e a tutela de pessoas com síndrome de Down, que apresentou uma denúncia.

O advogado da Vividown, Guido Camera, considerou que a decisão do promotor encarregado das investigações preliminares é "um passo muito importante" que contribui para "dar transparência ao mundo da internet".


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25 novembro 2006

PRA DESCONTRAIR: PEGADINHAS E JOSEPH CLIMBER

PEGADINHA DO SILVIO SANTOS:
Emprego na Funerária



PROGRAMA DO JÓ:
Joseph Klimber


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PT quer "abafar" escândalos para evitar embaraço a Lula

FONTE: Folha online

Numa demonstração de apoio à política de aliança do governo Lula, as principais correntes do PT redigiram ontem um documento em que saúdam os dirigentes e filiados do PMDB, PDT, PV, PCB e PSOL. Segundo o documento, a ser entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o segundo mandato será "caracterizado como o governo de coalizão, reunindo as forças que construíram a vitória."

No documento, o partido deixa clara, no entanto, a disposição de manter espaço no governo ao rechaçar a "tese de despetização" do governo. Segundo o documento, a tese é levantada de "forma insidiosa".

Disposto a conferir um clima de festa, o comando do PT trabalhou, até o fim da noite de ontem, para debelar crises que impusessem embaraços a Lula hoje na reunião do Diretório Nacional do partido, em São Paulo. Ontem, um dos problemas inesperados foi o desembarque do líder do MLST (Movimento de Libertação dos Sem-Terra), Bruno Maranhão, em São Paulo para participar do encontro.

Preso após promover quebra-quebra na Câmara dos Deputados em Brasília, Maranhão é membro do Diretório. Mas, para evitar desconforto, o comando do partido pediu que ele não comparecesse à reunião.

Só que seus aliados, da corrente Brasil Socialista, ameaçaram questionar a presença de parlamentares acusados de envolvimento no esquema do mensalão, caso fosse impedido de participar.

Até o início da noite de ontem, Maranhão avisava que estaria na reunião do partido.

Esse não foi o único obstáculo enfrentado nos últimos dias. Para evitar mal-estar, foi necessária a costura de um acordo pelo qual integrantes do antigo comando majoritário desistissem de defender o retorno de Ricardo Berzoini, licenciado após a explosão do escândalo de compra de dossiê contra tucanos, para a presidência do partido. Embora afirme que voltará após a conclusão da investigação, ele assegurou a petistas que não pretende liderar qualquer movimento para que reassumisse o cargo hoje.

Também ficou acertada a antecipação do 3º Congresso do partido, previsto para 2008, para os dias 4, 5 e 6 de julho. Como o congresso ficará encarregado de fixar a data das novas eleições internas do partido, há, para petistas, um tendência de antecipação em três anos do processo. Com isso, a nova direção do PT seria eleita já no fim de 2007. Ontem, num encontro do extinto campo majoritário, o presidente do PT, Marco Aurélio Garcia, defendeu a renovação do comando.

Em troca, as principais correntes --Articulação de Esquerda, Democracia Socialista e Movimento PT-- deixariam a crise ética de fora da pauta do encontro. "Esse assunto não está na pauta", afirmou Joaquim Soriano, líder da DS.

Integrante do Movimento PT, a deputada federal Maria do Rosário resume: "O PT não pode ficar parado em questões internas. Resolvemos separar esses temas que dizem respeito à comissão de ética para fazer o debate político", afirmou ela.

Para o secretário de Relações Internacionais, Valter Pomar, "o prioritário é comemorar a vitória e trabalhar pelo sucesso do segundo mandato".

Pelo acordo, os temas mais ásperos só voltariam a ser abordados no congresso e os petistas não falariam de cargos. Mas o esforço não impedirá que integrantes do Movimento PT explicitem uma luta por maior espaço dentro do governo. Petistas também duvidavam que ninguém fosse abordar questões éticas. "Mas estamos muito unidos", disse Soriano.

Outro temor ontem foi a divulgação de um documento da Articulação de Esquerda. Com críticas ao governo, o texto servirá de base para a discussão interna da tendência.

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24 novembro 2006

ESCÂNDALO: Deputado é preso em operação contra crimes financeiros

FONTE: Estadão

SÃO PAULO e BRASÍLIA - O deputado federal eleito Juvenil Alves (PT-MG) é um dos presos na manhã desta quinta-feira,em uma operação conjunta entre a Polícia Federal e a Receita Federal que tem como objetivo desarticular uma organização especializada em crimes financeiros. Além de Alves, já foram presas mais 12 pessoas, entre empresários, contadores e advogados. A Receita Federal acredita que o grupo pode ter causado um prejuízo superior a R$ 1 bilhão aos cofres públicos.

A PF pretende cumprir 21 mandados de prisão e 50 de busca e apreensão. Das treze prisões efetuadas até esta manhã, oito aconteceram em Minas Gerais. Os integrantes da organização e beneficiários do esquema são acusados de lavagem de dinheiro, informação falsa em contrato de câmbio, evasão de divisas, sonegação fiscal, estelionato contra a fazenda pública, formação de quadrilha e falsidade ideológica. As fraudes eram praticadas para permitir que os empresários mantivessem seus bens fora do alcance de possíveis cobranças fiscais e execuções judiciais. Se condenados, as penas podem chegar a 35 anos de prisão.

O esquema de fraudes da organização criminosa fazia uso de sociedades anônimas estabelecidas no Uruguai e na Espanha, em nome de "laranjas", para ocultar e dissimular valores e bens dos empresários brasileiros. Entre os investigados, estão, além dos próprios "laranjas", membros de escritórios de advocacia, contadores e sócios de empresas brasileiras.

Além da constituição de offshore e empresas de fachada, responsabilizava-se ainda por arregimentar "laranjas", manter as empresas ativas e regulares no exterior e registrar toda a documentação perante os órgãos de fiscalização brasileiros. Os escritórios de advocacia do grupo investigado eram responsáveis por todos os trânsitos burocráticos tanto no exterior quanto no Brasil. A sede do esquema funcionava em Belo Horizonte. A Receita Federal estima que a ação criminosa do grupo pode ter causado um prejuízo superior a R$ 1 bilhão.

Prisão do Deputado

Juvenil Alves foi detido em sua casa, no bairro Belvedere, em Belo Horizonte. A polícia havia realizado uma operação nos escritórios de advocacia do político, entre eles um imóvel na Avenida Pacaembu, na zona oeste de São Paulo. Uma outra pessoa, ainda não identificada, também foi presa.

O deputado eleito tem 47 anos e nasceu em Abaeté, região central do Estado. Ele obteve 110.651 votos nas eleições de outubro deste ano, segundo números do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG).

As ações da PF acontecem nos Estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Alagoas e no Distrito Federal. Para Operação Castelhana, foram recrutados cerca de 250 policiais federais e 120 auditores da Receita Federal.

As prisões temporárias são válidas exclusivamente por cinco dias e têm por finalidade garantir que testemunhas não sejam intimidadas e impedir que provas sejam ocultadas.

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23 novembro 2006

EM MEMÓRIA DE UM MENINO-ANJO: Aurélio Edigard por Caio Fábio

Aurélio Edigard é o nome do “menino”, conforme carinhosamente dirá o Marcelo Quintela abaixo, e que, pela Graça de Deus em sua vida, na vida de seus pais (especialmente seu paizinho), depois de longa e sincera jornada, veio a encontrar maior entendimento do amor e da Graça de Deus aqui no www.caiofabio.com

Ele escreveu algumas vezes, e, depois de um curto espaço de tempo, passou a ser mentorado pelo Marcelo, que é o executivo no processo de organização mínima no “Caminho da Graça”.

A vidinha dele me enterneceu tanto que praticamente em todas as áudio-conferencias da radio do site eu mencionava a presença dele no Timor Leste, ouvindo ao vivo.

Agora ele estará não mais ao vivo, mas vivo na verdadeira Vida!

Ontem eu estava indo para Goiânia quando fui informado do falecimento do Aurélio Edigard, o qual foi alvejado por uma bala perdida que o achou.

O que você lerá a seguir é um relatório existencial da correspondência dele com o Marcelo — carregada de amor, singeleza, bondade e sinceridade.

De fato, sem buscar nada além de Deus, e mesmo pensando que não estava fazendo o que deveria fazer em plenitude, Aurélio Edigard acabou por realizar muito mais do que sabia.

A frase retirada pelo Marcelo do contexto de uma das correspondências, diz tudo sobre tudo na vida de um homem, e diz tudo o que se precisa saber acerca da grandeza da alma do "Eu não quero chegar ao fim da vida, olhar para trás, e concluir que eu trabalhei para Deus, mas não me relacionei com Ele; que não permiti que Ele construísse em minha vida nada que significasse uma intimidade de relacionamento entre nos. " Aurélio Edigard.

Ofereço estas páginas a Deus, como gratidão pela vida desse menino-anjo!

Com lágrimas e gratidão!


Nele, que leva o justo antes que venha o mal, e o põe na Paz,



Caio


Os emails trocados entre Aurélio Edigard e Marcelo Quintela
do Caminho da Graça podem ser lidos
aqui.


22 novembro 2006

Manual da mordomia parlamentar por Ipojuca Pontes

FONTE: Mídia Sem Máscara

A política, como a cocaína, vicia. Uma vez eleito “representante do povo”, o sujeito não quer mais largar o osso – nem a pau. Seja vereador, prefeito, governador, deputado, senador ou presidente da República, ninguém quer abrir mão de continuar se “sacrificando em função da causa pública”, de lutar dia e noite “pela melhoria de vida das camadas desfavorecidas” ou, mais modernamente, de batalhar pela “justiça e a inclusão social”. A coisa chega a tal ponto que o vício passa de pai para filho, sobrinho, neto e bisneto, numa cadeia sem fim. Há famílias, no Brasil, que detêm o poder por mais de século. Ano passado, depois de três doses de “Red Label”, um deputado de tradição na política da Paraíba me garantiu que o poder político era melhor do que sexo, droga e lagosta - os três juntos. Ele dizia e repetia, insistentemente, como uma agulha presa ao sulco de um disco quebrado:

- O negócio é o “pudê”, seu doutor, o “pudê”!... O negócio é o “pudê”!

De fato, o negócio é muito bom, ou melhor, ótimo, pelo menos no Brasil onde o político, por mais ordinário que seja, tem tratamento de potentado. Ainda agora, para comprovar o fato, está sendo distribuído em Brasília (“Ilha da Fantasia”) o “Manual do Gabinete Parlamentar”, de 330 páginas, especialmente produzido pela Câmara para o conhecimento dos novos 269 deputados - alguns deles eleitos em cima de acordos obscuros. Ao todo, são listados 180 serviços e mordomias a que os novos parlamentares têm direito, uma lista de fazer inveja ao próprio Ali Khan, o príncipe bilionário que substituiu a água potável do dia a dia por champanha francesa Moët & Chandon.

Na listagem do “Manual” editado pela Câmara ficamos sabendo, por exemplo, que o deputado eleito tem um auxílio moradia de R$ 3 mil mensais, mesmo que divida o apartamento com outro deputado e só trabalhe, em média, dois dias por semana. Para se manter em dia com o noticiário, o felizardo tem direito à assinatura de cinco publicações pagas pelo erário, a serem entregues em casa ou no gabinete, a escolher. Para despesas com telefone e correios o parlamentar privilegiado arrasta da Viúva cerca de R$ 4,2 mangos limpinhos. Para se comunicar com o mundo ele tem direito à página na Internet (site da Câmara) e e-mail com 40 megabites para armazenar mensagens, além de acesso a TV a Cabo, com canais nacionais e internacionais, sem gastar um só centavo. Para viajar ao seu Estado, o felizardo tem direito a 48 passagens aéreas de ida e volta por ano, sem meter a mão no bolso.

Mas a coisa não fica por ai; tem muito mais. Para custear salários de secretárias e assessores em bem instalados gabinetes que são classificados de “enxuto” ou “ampliado”, o ilustre “representante do povo” ganha a cota mensal nada desprezível de R$ 50 mil mensais, valendo acrescentar o seguinte: os assessores e secretárias constituirão fileiras de futuros aposentados com (bons) salários pagos pela sempre deficitária Previdência. Falar em Previdência, o sacrificado parlamentar, após oito anos de falação e papelada, passa a ter direito, automaticamente, a aposentadoria proporcional. Oito anos! Ademais, além de passaporte especial (diplomático) para si e familiares, o deputado amigo abiscoita “verba indenizatória” (recentemente transformada em “subsídio oficializado”) no valor de R$ 15 mil reais, destinada a despesas de manutenção e aluguel de escritório fora de Brasília. Sem falar, é claro, no salário bruto que recebe, no momento, em torno de R$ 12,4, uma cifra transitória visto que o deputado costuma aumentar periodicamente o próprio salário.

Claro, não é preciso mencionar que, entre as 180 mordomias inclui-se também o direito a frigobar, água mineral, cafezinho, papel higiênico, serviços gráficos, papéis, envelopes, selos, clips, automóvel 0 KM, motorista, combustível, dois salários extras (um no final e outro no começo do ano), noventa dias de férias anuais e folga remunerada de trinta dias, serviço médico estendido a familiares e remuneração paga em dólar para representação quando em viagem ao exterior – para não falar, entre os mais espertos, do “caixa 2” ou de sólidos esquemas tipo “sanguessugas” e “vampiros”.

No momento, os deputados federais mostram-se magoados por dois pequenos motivos: primeiro, o que diz respeito à suspensão da regalia de receber uma pasta executiva de couro, tipo 007, das 660 encomendadas pela Câmara no valor de R$ 407, 7 mil. Pressionado pelo noticiário, o deputado comunista Aldo Rebelo, presidente da Casa, resolveu transferir o dinheiro das pastas para a ampliação de antigas mordomias. O segundo, certo desapontamento com a imprensa que criticou a ampliação da verba de R$ 5 milhões para R$ 6 milhões no valor das emendas individuais do orçamento da União, votada em sessão noturna pela Comissão de Orçamento da Câmara. Para quem não sabe, os parlamentares da Brazuca contam com o privilégio de repassarem recursos das emendas anualmente votadas para entidades e ONGs controladas por eles próprios, amigos e familiares. Segundo Valdir Raupp, relator-geral das emendas orçamentárias que elevaram os gastos em cerca de R$ 600 milhões, o aumento dos novos valores “será um complicador a mais para fechar as contas do Orçamento da União”.

Aqui, convém assegurar que o relator-geral Valdir Raupp está completamente enganado. Os deputados em Brasília sempre encontrarão uma manobra rápida e eficiente para fechar as contas do Orçamento da União. De fato, a solução não é muito complicada. Basta ampliar a volumosa carga tributária, criando um novo imposto sobre as costas da patuléia ignara - e o problema está resolvido.

Quem duvida que vem mais imposto por aí?

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EUA dão ultimato de 7 dias ao Brasil para liberar os dois pilotos do Legacy, e IPM pode atingir Waldir Pires

Fonte: Alerta Total

Os Estados Unidos da América deram um ultimato ao governo brasileiro: se, em sete dias, não forem liberados os dois pilotos da ExcelAire, o Departamento de Estado norte-americano “virá buscá-los”. Ou melhor, Joe Lepore e Jan Paladino embarcam de volta para casa como "exilados". Os dois estão no Rio de Janeiro, impedidos de retornar ao seu país, porque seus passaportes estão retidos por um exagero da Justiça Federal – que se nega a liberar os documentos. Os norte-americanos já constataram que a verdadeira causa do acidente entre o jatinho Legacy e o Boeing da Gol (no dia 29 de setembro, matando 154 pessoas) foi a falta de segurança do controle do espaço aéreo brasileiro, sem investimentos necessários – fato que vem sendo alertado pelos EUA desde 2002.

Ao receber o recado dos EUA e diante da ameaça de um incidente diplomático com a Casa Branca, Lula ficou transtornado com Waldir Pires, e quer tirá-lo o mais depressa possível do Ministério da Defesa. O Comando da Aeronáutica também quer a cabeça de Pires, seu suposto superior hierárquico. Ao abrir um Inquérito Policial Militar para apurar se a Associação dos Controladores de vôo estaria agindo como um “sindicato”, o que é proibido por lei, induzindo militares a quebrarem a hierarquia, o Tenente-Brigadeiro-do-Ar Luiz Carlos Bueno quer atingir Pires. No IPM, o ministro baiano corre o risco de ser enquadrado como o agente causador da insubordinação dos controladores de vôo, durante a crise de “apagão” do sistema do Cindacta. Pires tem tudo para acabar punido pelo Código Penal Militar – o que abriria uma crise do governo com as Forças Armadas.

A ordem, no gabinete de crise da Presidência, é desarmar tal bomba. A missão apaziguadora está a cargo do ministro do Gabinete de Segurança Institucional, General de Exército Jorge Félix. Mas o próprio Waldir Pires ajuda a alimentar a crise, armando sua “defesa prévia”. Ontem, o ministro da Defesa saiu em defesa dos controladores rebelados e de si mesmo. "A associação não agiu como sindicato. Absolutamente. Eles têm uma parte civil que tem ampla liberdade. Esses é que me procuraram". Pires sempre insiste que na reunião para a qual convidou o presidente da associação, um sargento controlador, ele foi levado lá em um carro do próprio Comando da Aeronáutica, com conhecimento e autorização do comandante da força, e foi muito cauteloso na conversa.

Waldir Pires jura que os controladores militares não fizeram reivindicações. “Foram muito cuidadosos. Disseram sempre que eram aspirações". Ao ser indagado se o IPM servia para intimidar os controladores, Pires provocou os militares: "Eu espero que eles sejam fortes. Eu daria um conselho a eles: sejam fortes. Nós somos cada vez mais dignos da vida, quanto mais pudermos resistir e tocar adiante, cumprindo sempre uma coisa essencial: preservem a segurança". E aconselhou: "Se por acaso o físico não resistir, não trabalhem. Agora, eu creio que somos capazes de resistir a muita coisa quando estamos mobilizados por dentro e estou vendo que eles estão com vontade e trabalhando”.

Lula sabia dos problemas

A gestão “contingenciada” de recursos para as Forças Armadas, apenas para agradar ao FMI com mais superávit primário, é a principal responsável pela crise do setor aéreo.

O governo Lula não investe nos aeroportos e no controle de tráfego os R$ 1 bilhão e 900 milhões arrecadados com as tarifas aeroportuárias (taxas de embarque) pagas por passageiros e pelos donos das aeronaves.

Centenas de vôos são cancelados ou sofrem atrasos, fazendo com que passageiros percam horas nas filas dos galpões de embarque, porque o governo não usa o dinheiro público como deveria.

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19 novembro 2006

PRAGA "GENÉTICA" por Riva Moutinho

(Foto: Ana Maria Russo - 1000 Imagens)

Num mundo primitivo, o ser homem aprendia com o seu Criador a governar um mundo ainda simples: um jardim. No entanto uma ínfima parte da “genética” humana foi instigada a surgir pela primeira vez. Disse o Criador ao homem: “Da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás o seu fruto.”

Sábia serpente! Com tão pouco tempo de convívio percebeu que a má “genética” do homem já era um feto saudável, pronto para surgir em todo o seu primitivo resplendor. “Certamente não morrerás se comeres deste fruto.” “Quando comeres serás iguais ao teu Criador.” , disse a serpente. Que argumentos! Que tentação!

O fruto poderia não ser tão apetitoso quanto uma maça ou nem tão esquisito quanto uma jaca, mas o que enfeitiçou a mulher que ouvia aquelas palavras foi a sensação do poder, a sensação da possibilidade de estar acima de qualquer outro ser. E o “gene” da maldade criou vida no encontro dos dentes com o fruto.

Sentenciado ao trabalho e a dores de parto pelo próprio Criador, o casal primitivo foi expulso do seu mundo passando a viver num novo mundo: Caótico, sem leis.

Milhões de anos se passaram e a mesma praga “genética” se mostra cada vez mais disseminada. Por mais medíocre que seja a forma do poder, o homem se corrompe. No entanto, o estranho mundo primitivo caótico também se modernizou, bem como todos os métodos de se adquirir poder, influência, status.

O germe “genético” presente em todo ser aeróbico também se fortaleceu, aprimorando sua falta de senso, de sinceridade, de caráter, de personalidade.

Inexplicavelmente alguns seres desenvolveram “glóbulos” capazes de proibir a proliferação deste germe: Loucos. No mundo atual, eles são desconhecidos, vivendo a margem da sociedade por não pactuarem com esquemas. São seres estranhos por, simplesmente, tentarem expressarem e viverem uma realidade, ao invés da matrix idealizada pela cobiça, luxúria, egocentrismos e vaidades.

Afinal, quem é você?

“E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”.
(Romanos 12.2)


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PRA DESCONTRAIR: O banho de Silvio Santos ao vivo

No programa Topa Tudo por Dinheiro há algum tempo atrás, Silvio Santos decide testar umas de suas brincadeiras e acaba sendo "traído" por ela. Muito engraçado"


Pegadinha: O Esqueleto Motoqueiro


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Doação expõe promiscuidade entre deputados e empresas

FONTE: Folha online

Levantamento das doações empresariais na última campanha eleitoral revela um conflito de interesses nas atividades de pelo menos 36 deputados federais reeleitos, de um total de 279. Eles relataram projetos de lei ou integraram CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito) e comissões do Congresso cujos temas são de interesse de parte de seus doadores.

O lobby da indústria do fumo, de fabricantes de armas e munições, de empresas de combustíveis, da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), de bancos, de siderúrgicas, de cervejarias e de empresas de celulose e papel, entre outros, deixou suas pegadas nas prestações de conta entregues pelos candidatos ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

"Paguei um ônus tão grande por ser líder da bancada da bala, eu acho que muita gente se surpreendeu com a doação que eu tive. Eu mesmo esperava mais", disse o deputado Alberto Fraga (PFL-DF), que recebeu R$ 282,5 mil das empresas de armamento Taurus e CBC (Companhia Brasileira de Cartuchos). Isso não o impediu de relatar projetos relacionados ao setor, como o que trata da exigência de exame psicológico para o ato do registro de uma arma de fogo.

Não há vedação legal específica para esse tipo de contribuição de campanha. O Código de Ética da Câmara dos Deputados proíbe ao parlamentar, em seu artigo 5º, sob pena de cassação do mandato, "relatar matéria submetida à apreciação da Câmara, de interesse específico de pessoa física ou jurídica que tenha contribuído para o financiamento de sua campanha eleitoral".

O texto não trata, portanto, da atividade parlamentar em comissões, de inquérito ou não, e também não veda a operação no sentido contrário (receber doação após ter relatado matéria de interesse do doador).

A prática incluiu parlamentares de todos os principais partidos (PT, PSDB, PMDB, PFL, PP, PTB e PC do B).

Gasolina

"Se houver impedimento jurídico, eu devolvo o dinheiro", disse o deputado e ex-ministro dos Esportes Carlos Melles (PFL-MG), que recebeu R$ 30 mil da companhia Petróleo Ipiranga e, no entanto, havia sido o relator da CPI dos Combustíveis que, até outubro de 2003, investigou concorrentes diretas da Ipiranga.

A mesma quantia foi doada pela Ipiranga para outro titular da comissão, o deputado Paes Landim (PFL-PI).

Também criada em 2003, a CPI da Serasa guarda outras coincidências. Três integrantes --dois suplentes e um titular-- receberam doações da própria Serasa.

Ao final, a CPI não pediu nenhuma investigação criminal contra a Serasa, seguindo o parecer do relator, o então deputado Gilberto Kassab (PFL-SP), hoje prefeito de São Paulo.

Integrante de outra CPI, a dos Correios, o deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS) também não viu problema em aceitar uma doação de R$ 35 mil do banco BMG. Junto com o banco Rural, o BMG foi investigado como uma das fontes do valerioduto, ao conceder empréstimos financeiros nunca pagos pelo publicitário Marcos Valério de Souza. "Nunca investiguei o BMG", alegou o pedetista, que, como parlamentar, tinha acesso qualificado aos bastidores da comissão.

Bola e motocicleta

Capitã da chamada "bancada da bola", a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) investiu R$ 50 mil na campanha vitoriosa do deputado José Rocha (PFL-BA). Ele é membro suplente da Comissão de Turismo e Desporto da Casa, onde tramitam matérias de interesse imediato da CBF.

Projetos de lei que tramitam pela Câmara podem ser abortados ou inflados em comissões pelas quais passam antes de ir a votação no plenário.

Um exemplo de como os interesses das empresas se manifestam num membro de comissão é o do deputado Alberto Lupion (PFL-PR), presidente da Comissão de Agricultura.

Embora seja relator de um projeto que muda o Estatuto da Terra para permitir o uso de títulos de dívida agrária para pagamento de dívidas bancárias por produtores rurais --projeto de interesse da bancada ruralista--, Lupion recebeu R$ 625 mil de empresas ligadas ao agronegócio. O valor representa 80% de tudo o que ele arrecadou na campanha. "Temos conscientizado nosso segmento de que quem não trabalha para os deputados do setor está trabalhando contra si mesmo", disse o deputado ruralista.

No terreno das comissões, o deputado Walter Pinheiro (PT-BA) agrega outro exemplo. Recebeu R$ 10 mil da empresa Algar, controladora da empresa de telefonia CBTC, que atua em Minas Gerais. Pinheiro é titular da comissão que estuda a tarifa de telefonia fixa e relator de um projeto que trata de incentivos fiscais a operadoras que invistam em projetos de tecnologia.

O deputado federal Ciro Nogueira (PP-PI), corregedor da Câmara dos Deputados, é caso único, no grupo de 36, que relatou um projeto de interesse da empresa doadora pertencente ao próprio parlamentar.

Nogueira registrou doações de R$ 180 mil da empresa "Ciro Nogueira Comércio de Motocicletas". O parlamentar dono da empresa foi, contudo, o relator de um projeto que tratava da velocidade máxima para motocicletas, além de outras alterações no Código de Trânsito.



O Brasil tem um problema cultural.
Se começássemos hoje um projeto de mudança, ainda sim, levaríamos décadas.
O pior é que não há vontade, quanto mais projeto.

17 novembro 2006

ESTAÇÃO CAMINHO DA GRAÇA com Caio Fábio


O DIABO HUMANO

Jesus disse que viu Satanás caindo do céu. E isto enquanto os 70 discípulos enviados por Ele para pregar o Evangelho, curar os doentes, e anunciar o reino de Deus, iam de cidade em cidade, apenas levando quase-nada além de si-mesmos, porém inteiros de alegria e fé.

Paulo diz que na Cruz Jesus “despojou os principados e potestades espirituais, triunfando deles...”

Já o Apocalípse nos diz que chegaria uma hora na qual Satanás seria lançado na Terra... Então se diz: “Ai da Terra e dos que nela habitam!”

Pessoalmente creio que estamos vivendo existencial, psicológica, tecnológica, política, econômica, ecológica e espiritualmente — em dias apocalípticos!

Isto porque, além de todas as evidências esmagadoras que nos cercam como “fato-de-morte”, e que hoje são afirmadas não por profetas e videntes, mas por cientistas de todas as áreas —, temos algo mais sério ainda em curso; e que nenhuma ciência parece perceber a gravidade de morte que ela trás consigo.

Escrevendo a Timóteo, na segunda carta, Paulo diz no capítulo 3 que nos “últimos dias” os homens, para além de qualquer outra coisa, perderiam o afeto natural. E afirma que a morte da afetividade faria perecer com ela a reverência e a honra a pai e mãe; o que traria à reboque um estado de desafetividade que acabaria por produzir uma sociedade global feita de homens e mulheres implacáveis, egoistas, narcisistas, amantes apenas de si mesmos, e incapazes de aprender-apreendendo a verdade no íntimo; o que gestaria almas em crescente estado de auto-indulgência e uma quase total incapacidade de amar.

Pois assim como em Jesus vai-se de glória em glória até a estatura do varão perfeito; no diabo se vai de desfiguração em desfiguração até ficarmos a cara de Satanás.

Ora, tudo isto combina com o que Jesus disse ao se referir a tais “dias”; pois Ele nos disse que “naqueles dias os homens odiariam, trairiam, e matariam uns aos outros...”; e afirmou que os “inimigos do homem seriam os de sua própria casa”; completando com a afirmação que afirma que “por se multiplicar a iniquidade”, o amor se esfriaria “de quase todos”.

Assim, com o diabo caído na Terra e com fome de morte; e com os homens se tornando semelhantes ao diabo e cada vez mais dês-semelhantes de Deus — o futuro dos humanos é sombrio!

Na realidade, como não se pode estudar as ações do diabo na Terra, posto que o próprio diabo está limitado ao “fornecimento” de material espiritual, moral e cultural que a humanidade lhe oferece, o que fica visível aos olhos não é o diabo no homem, mas sim o homem no diabo.

Sim, porque de fato o homem está virando diabo!

Cada vez mais o melhor modo de saber como é o diabo é olhando a humanidade. Isto porque o diabo (diabulos) é aquele que divide; e Satanás é aquele que se opõe; ou seja: é o adversário.

Ora, olhando para qualquer lugar da Terra e observando os humanos, tem-se que admitir que a humanidade existe cada vez mais em razão das divisões e das guerras de todas as formas e maneiras. Vivemos numa sociedade dividida e na qual o outro é o inimigo; e isto indo da religião, passando pelas relações humanas em geral (especialmente as que envolvem sexo, dinheiro e poder), e chegando ao mercado de trabalho, pois o concorrente já nem mesmo tem que ser vencido; de fato ele tem que ser aniquilado.

Além disso, a morte da afetividade, do respeito aos mais velhos, da reverência aos pais, do amor dos pais pelos filhos, da fidelidade, da gentileza, das educações mais banais, da solidariedade, da honestidade, da dignidade pessoal, do respeito pela existência de qualquer que seja o próximo — foi o poder-ausência que criou essa humanidade da qual somos parte; e que é feita de diabos, quase em sua totalidade.

O espírito do diabo está tão presente e imanente na maioria das consciências humanas, e até naquilo que entre nós se chama de Direito, Justiça e Crença, que já não se deve praticar qualquer tipo de “batalha espiritual abstrata”, posto que os demônios estão andando ao nosso lado todos os dias, em todos os lugares; e não são espíritos invisíveis, mas cobertos de carne, pele e ossos...; e muitas vezes travestidos até de “cristãos”.

A tragédia “destes últimos dias” é que a humanidade vai perdendo a “imagem e semelhança de Deus”; e, dia a dia, vai se tornando mais e mais parecida com o próprio diabo.

E isto não é algo que deve ser dito apenas aos distantes e diferentes... “de nós”.

Não! Isto deve ser dito a nós mesmos; e dentro de nossas próprias casas, famílias, igrejas e governos; e também a cada forma de expressão humana que nos cerca; pois, em quase todas elas, vemos sutilmente os humanos ficando a cara do diabo; e isto sem que o percebamos.

Basta ver o que existe em você. Sim, procure por amor, perdão, graça, misericórdia, compaixão, reverência, gentileza, bondade, alegria simples, e também pela fé que opera pelo amor —; sim, dentro de seu coração busque tais coisas; e, não achando tais coisas enraizadas em você, olhe para os céus e peça misericórdia a Deus; e isto a fim de que você e eu não sejamos tragados pelo bafo do inferno que seca a umidade do amor no chão da alma humana.


Nele, que nos disse como seria..., a fim de que não nos tornássemos o que não fomos criados para ser,



Caio Fábio comanda o Caminho da Graça em Brasília.
Seu material está disponível no www.caiofabio.com.
Conheça o site e ouça a rádio.



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JOÃO GORDO x DADO DOLABELLA: A aberração da aberração da TV brasileira

A MTV acaba de liberar o vídeo do programa de entrevistas de João Gordo (Ratos do Porão) com o ator/cantor Dado Dolabella.

Os seguranças da emissora precisaram intervir no meio da entrevista quando o clima esquentou entre os dois. Usando machadinha, correntes e um pedaço de pau, Dado e Gordo, foram protagonistas de uma das piores cenas da TV brasileira.

João Gordo é o punk cantor que ganha dinheiro criticando tudo e todos num programa de entrevistas (se é que se pode dizer isso) na MTV chamado Gordo a Go Go.
Dado Dolabella é o polêmico ator (ex-globo) que se tornou cantor de músicas românticas.

Ainda não sei quem é a maior fraude.

VEJA O VIDEO LIBERADO PELA MTV


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FOTOS INÉDITAS DO CADÁVER DO CHE GUEVARA SÃO EXIBIDAS


FONTE: Globo.com SANTIAGO (Reuters) - Fotos até agora inéditas do corpo do revolucionário argentino Ernesto "Che" Guevara, tiradas logo depois de ele ser executado por militares bolivianos, em 1967, começaram a ser exibidas no Chile.

As três fotos foram tiradas por Freddy Alborta, um dos poucos fotógrafos autorizados a ver o corpo do Che no hospital da cidade boliviana de Vallegrande, para onde foi levado após ser capturado e morto na localidade de La Higuera, há 39 anos.

O boliviano Alborta tirou dezenas de fotos do cadáver, mas só publicou algumas. Uma delas, em que um general boliviano aponta para o corpo em uma maca, se tornou um símbolo da morte do Che.

A maioria das outras fotos permaneceu na forma de contatos -- reproduções em positivo dos rolos de negativo, no tamanho natural da película. Alborta morreu em agosto deste ano.

A família dele permitiu que a fotógrafa boliviana Sandra Boulanger apresentasse esses contatos pela primeira vez em um museu do Chile.

As folhas, ampliadas para o tamanho de pôsteres, são a principal atração de uma exposição de fotografias bolivianas inaugurada na semana passada no Museu de Belas Artes da capital chilena.

Os contatos mostram 65 fotos em preto-e-branco daquele fatídico dia de outubro de 1967. Em alguns aparece o pequeno hospital de Vallegrande; em outros, soldados bolivianos festejam a captura do Che, feita graças à colaboração com agentes norte-americanos.

Mas a maioria das imagens mostra o corpo do Che, cravejado de balas, e muitas são "closes" do rosto do revolucionário, com os olhos abertos e um aspecto notavelmente vivo.

Também há fotos em que soldados bolivianos aparecem segurando uma foto do Che ao lado do cadáver, como para comprovar sua identidade.

"Esses contatos nunca foram vistos antes", disse Boulanger à Reuters. "Nem todas as imagens deles eram conhecidas, só três ou quatro."

Quase quatro décadas depois de ser morto, Che Guevara continua sendo um ícone para esquerdistas de todo o mundo, e da América Latina em particular. Sua clássica foto feita em Cuba -- boina, cachos de cabelo esparramados, olhar inflamado -- foi reproduzida incontáveis vezes em todo tipo de item.

O médico argentino tornou-se um ícone ao participar da Revolução Cubana, ao lado de Fidel Castro. Poucos anos depois, deixou a política cubana para tentar espalhar a revolução pela África e a América Latina. Morreu aos 39 anos, abatido na única sala de aula da pequena escola de La Higuera.


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16 novembro 2006

Gol: houve falha de comunicação entre torre e o Legacy

FONTE: Estadão

SÃO PAULO - O relatório preliminar da investigação sobre o acidente com o Boeing da Gol e o jato Legacy, ocorrido no dia 29 de setembro, no Mato Grosso, que causou a morte de 154 pessoas, divulgado nesta quinta-feira, 16 pelo Comando da Aeronáutica, indica que houve falha de comunicação entre a torre de controle e o jato Legacy. De acordo com o coronel Rufino da Silva Ferreira, presidente da comissão de investigação do acidente, os controladores de Brasília tentaram entrar em contato sete vezes com os pilotos do Legacy por cerca de meia hora. Mas, segundo foi apurado, não houve falha de comunicação com os pilotos do Boeing da Gol.

O coronel ressaltou que qualquer conclusão será prematura neste momento e que as informações foram encaminhadas aos familiares antes de serem divulgadas. “O objetivo da investigação é evitar que novos acidente aconteçam, e não apontar culpados", declarou. Segundo ele, uma investigação nesta magnitude não é uma coisa rápida, é um processo longo, e afirmou que a previsão para o fim das investigações é de dez meses. "Jamais a investigação vai apontar responsáveis. Ela vai apontar os fatores contribuintes e fazer recomendações". Porém, Rufino disse que "a falha de comunicação pode ter contribuído para o acidente".

Ao ser questionado sobre os procedimentos previstos, Rufino explicou que tanto para controladores quanto pilotos têm normas para seguir. Mas, segundo ele, há situações em que o piloto tem decisões automáticas. "Quando alguma coisa falha, ou o procedimento não foi realizado, ou não foi corretamente realizado ou foi realizado, mas não atendeu mais a essa demanda".

Transponder

Questionado sobre o funcionamento do transponder do Legacy - equipamento que emite sinais para os radares em terra e para outras aeronaves - que foi apontado nas investigações iniciais como um dos fatores determinantes para a colisão, Rufino disse que essa confirmação só poderá ser feita a partir de uma análise mais específica. "Se o laudo disser que não apresentou defeito, é preciso verificar se ele foi corretamente operado, ou se os pilotos do Legacy estavam preparados para operá-lo", comentou.

Com o aparelho inoperante, os controladores não tinham condições de determinar com exatidão a altitude em que o jato voava porque as informações detalhadas do vôo desapareceram da tela dos radares. "O controlador de vôo toma as decisões em função das informações que ele tem naquele momento.

Altitude errada

A Aeronáutica confirmou que o jato Legacy não voava na altitude prevista no momento em que se chocou com o Boeing da Gol. Conforme o relatório parcial das investigações, o jato deveria estar a 38 mil pés quando ocorreu a colisão e não a 37 mil, altitude na qual o avião da Gol trafegava.

Pelo plano de vôo, o Legacy deveria voar a 37 mil pés até a vertical de Brasília. De lá até o ponto virtual de referência internacional Peres, voaria a 36 mil. E a partir dali até Manaus, 38 mil.

Não há registro de solicitação do Legacy para mudar o plano. Também não há registro de instrução do controle de vôo para o Legacy mudar de nível após o último contato bem sucedido do jato.

O Legacy decolou às 14h15 e atingiu 37 mil pés às 15h33, nível mantido até o momento da colisão, segundo o coronel. O choque ocorreu às 16h56, provavelmente entre a asa esquerda do jato e a asa esquerda do Boeing. Após o choque, o avião da Gol ficou incontrolável, iniciando imediato mergulho até o solo, no Mato Grosso.

Os sistemas anticolisão do jato e do Boeing não emitiram nenhum alerta de tráfego ou instrução para o que a Aeronáutica chama de ação evasiva, ou seja, para evitar a colisão.

Colisão

O coronel disse que até agora não foram encontrados a ponta da asa esquerda e o winglet, equipamento que fica em cima da asa. A colisão ocorreu provavelmente entre a asa esquerda do jato e a asa esquerda do Boeing. “Após o choque, o avião da Gol ficou incontrolável, iniciando imediato mergulho até o solo”, disse Ferreira. O Boeing estava a 800 km/h no momento da colisão.

A cabine do Boeing da Gol foi encontrada a 535 metros de distância do local onde estavam as asas do avião e onde a equipe de resgate abriu a clareira principal.

O relatório preliminar é composto de três partes: a primeira analisa os fatores operacionais que levaram ao acidente, outra trata da parte técnica dos equipamentos e uma terceira, de possíveis falhas humanas.

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Telefonemas ligam deputado do PT a envolvido com dossiê

FONTE: Folha online

A quebra do sigilo telefônico dos envolvidos na tentativa de compra do dossiê antitucano revela o nome de mais um deputado federal do PT que manteve contato com os envolvidos no episódio. Trata-se de Carlos Abicalil (MT), que trocou pelo menos 20 ligações com Expedito Veloso, um dos negociadores da documentação.

As ligações entre os aparelhos celulares dos dois ocorreram entre 17 de agosto e 12 de setembro e se concentram nas datas em que Veloso --ex-diretor de Gestão de Riscos do Banco do Brasil e integrante da campanha de Lula-- esteve em Cuiabá para negociar a compra dos papéis.

No dia 22 de agosto, por exemplo, véspera da primeira de três idas de Veloso à capital de Mato Grosso, os dois, Veloso e o deputado, trocaram sete ligações, segundo as quebras de sigilo sob análise da CPI dos Sanguessugas e da PF.

Além de Veloso, os dados mostram que o gabinete de Abicalil em Brasília recebeu, no dia 5 de setembro, pelo menos duas ligações de Valdebran Padilha, escalado pela família Vedoin, apontada como coordenadora do esquema dos sanguessugas, para negociar com o PT o dossiê contra tucanos.

Os empresários Darci e Luiz Antonio Vedoin pretendiam vender a petistas, por R$ 1,7 milhão, documentos e informações que supostamente incriminariam candidatos do PSDB, em especial o hoje governador eleito de São Paulo, José Serra. O principal adversário do tucano na disputa pelo governo paulista era o senador petista Aloizio Mercadante (SP).

Abicalil disse ontem à Folha que as ligações telefônicas com Veloso foram provavelmente motivadas pela ida do diretor do BB a Cuiabá. Segundo o deputado, Veloso afirmou que iria a Mato Grosso "tratar de assuntos da campanha", mas não teria dito quais assuntos. Abicalil negou ter conversado com Valdebran.

O primeiro nome de um deputado que surgiu na investigação sobre o dossiê foi o do ex-presidente do PT Ricardo Berzoini (SP). Na ocasião, Berzoini era coordenador da campanha de reeleição do presidente Lula. Deixou o cargo e se afastou da presidência do partido devido ao episódio.

Conforme a PF, o "articulador" da negociação para a compra do dossiê foi Jorge Lorenzetti, então coordenador de inteligência da campanha de Lula e subordinado a Berzoini.

A análise do sigilo telefônico indicou que o comitê de campanha de Berzoni fez ligações para Osvaldo Bargas, também investigado pela PF como um dos negociadores do dossiê. Outras chamadas foram feitas para a Caso Sistemas, empresa em nome da mulher do ex-secretário particular do presidente Freud Godoy.

As quebras de sigilo mostram ainda que o escritório nacional do PT em Brasília também fez ligações para o celular de Abicalil. O número foi apresentado à PF por Lorenzetti, em depoimento, como sendo de seu local de trabalho.

Outro lado

Deputado federal mais votado em Mato Grosso, Carlos Abicalil, 44, negou que tenha participado ou sido informado da negociação entre a família Vedoin e petistas para a compra do dossiê. Ele afirmou que "provavelmente" conheceu Expedito Veloso.

"A única pessoa com quem conversei foi com esse senhor, provavelmente na data em que ele foi a Cuiabá. Eu o conheci através desses telefonemas. Talvez tenha estado como ele no comitê nacional. Quando ele foi a Cuiabá, quis saber o endereço do meu escritório", disse.

O deputado afirmou que, pelo que se lembra, as conversas giraram apenas em torno da ida de Veloso a Mato Grosso, mas disse não saber o que o diretor do BB faria na cidade.

"Provavelmente, o Expedito, que trabalhava no comitê nacional, faria alguma questão em relação à campanha. Mas precisamente que assunto seria... (...) não troquei esse tipo de informação", afirmou.

Abicalil negou ter falado com Valdebran Padilha.

A Folha deixou recados para Expedito Veloso na noite de ontem, mas não recebeu resposta.

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