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31 outubro 2006

ESTRÉIA: Estação do Caminho com Caio Fábio

DEUS SÓ É BOM SE FOR FIXO!


Quando Jesus disse “Quem me vê a mim, vê o Pai”, acabou todo o trabalho de especulação acerca de Deus; e iniciou-se o caminho do conhecimento de Deus pela via da experiência pessoal do individuo com Jesus; como também se deflagrou, explicitamente, a jornada do conhecimento de Deus pela simples e humana manifestação de Jesus para com todos os tipos de seres humanos.

Olhando Jesus, vejo Deus se relacionando com os seres humanos num mundo não-ideal, ou, caído, como se costuma dizer.

Assim, Jesus revela a relação de Deus com a vida conforme os olhos humanos a vêem. E propõe a relação do homem com Deus como amor a Deus que se manifesta de modo humano; amando a Deus no próximo.

Em Jesus, o amor a Deus, se torna algo simples como Ele disse que simples seria ver o Pai: simplesmente olhando para Ele: “Quem me vê a mim, vê o Pai”. Todavia, seguindo o mesmo sentido e qualidade relacional, Jesus disse que se Deus é visto no Filho do Homem, do mesmo modo Deus só é amado no homem.

Desse ponto em diante começa a vida com Deus que se faz marcar pelo “assim como...”

Sim, “assim como vos amei, amai-vos uns aos outros”. Ou: “Assim como vos fiz (lavando-lhes os pés)... fazei uns aos outros”. Ou mesmo: “Assim não será entre vós...”, como quando falou que o padrão de liderança entre os discípulos não era pela via do controle, mas do serviço e da doação do ser ao próximo e sem juízo. Ou, então, para não sermos longos demais, como quando disse: “Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio”.

Desse modo, se substitui toda especulação pelo simples “assim como eu, assim seja com vocês, pois assim é conforme o Pai, o qual é visto em mim; pois eu e Ele somos Um”.

O interessante, entretanto, é que os humanos, que sempre criaram “imagens de escultura” para serem seus deuses, ou que, modernamente, cultuam, por exemplo, a igreja, a religião, gurus, etc..., como verdadeiros deuses —, ficam, entretanto, chocados, quando se diz que a “teologia” acabou, que a filosofia cristã especulativa e grega é uma estultícia, e que em Jesus está tudo... Sim, Deus aberto, explicito, santamente arreganhado.

Diante disso, questão é: como se pode cultuar uma imagem fixa e criada pelo homem e, ainda assim, ficar escandalizado quando se diz, fundado no fato de que “quem vê o Filho, vê o Pai”, que quem vê Jesus, vê Deus?

A resposta é tão obvia quanto o pecado humano: “Deus de pedra a gente topa, mas vivo e humano-divino, andando e nos chamando a andar, a gente não quer”.

Sim, porque se prefere qualquer coisa fixa, seja um ídolo de barro, pau, pedra, ouro, gesso, bronze, etc; ou seja um “Deus” feito de pacotes de salvação; de unções especiais feitas por homens especiais; ou algo coberto pela aura de uma espiritualidade ativada pela via de um rito, de um culto, de uma oferta, ou de qualquer outra forma de controle e gestão do sagrado — do que simplesmente crer que quem vê Jesus, vê o Pai; e tem tudo.

E por quê será assim tão simples e complicado, tanto para “pagãos” quanto para “cristãos”?

É que essa hiper-simplificação que a encarnação faz de Deus — quem me vê a mim, vê o Pai — não é fixa, porém insuportavelmente livre. E ninguém, de fato, ou quase ninguém, gosta de liberdade; como também não quer ter que possuir uma consciência que tenha que ser exercida o tempo todo, seguindo a simplificação suprema de Deus na Encarnação; a qual é simples, mas é tão livre como o vento que sopra onde quer. E, portanto, demanda a coragem da folhas que apenas se deixam levar... E isto conforme o Evangelho, nas vísceras da existência; e sempre inapelavelmente em Deus e com Deus.

Ao final, em algum momento final de verdade absoluta, todos os humanos vão ter que admitir que amaram muito pouco a liberdade; e, por tal razão, tendo tido tudo para viver livres, sempre criaram álibis para colocarem-se sob novos jugos de escravidão; até mesmo aqueles falados elameadamente como “liberdade”.

Jesus disse: “Quem me vê a mim, vê o Pai”.

Mas o problema é que Ele não disse fiquem, mas sigam-me; não disse façamos aqui três tendas, mas afirmou que quem propôs tal coisa não sabia a loucura que pronunciava; não disse fujam do mundo, mas sim vivam nele livres do mal; não propôs nenhuma evasão da realidade, ao contrário, mandou discernir os tempos; não era previsível em nada, exceto em Seu amor e misericórdia; não se impressionava com gente, nem com lisonjas, nem com números, e nem com Seus próprios milagres, ou qualquer milagre, sempre afirmando que o grande milagre era amar apesar de tudo.

Assim, sempre escandalizou quem não deveria se escandalizar; e sempre escandalizou a todos aqueles que achavam que um homem como Ele não se ofereceria para ser amigo deles.

Por esta razão é melhor chamar pau e pedra, e doutrina e dogma, de “Meu Deus”; do que apenas ver o Pai em Jesus, e, sem especulação, ou teologizações, apenas “segui-Lo”.

Por isto, tal percepção é tão danosa aos fazedores de ídolos de latão ou de pacotão de barganhas cristãs com “Deus”, como também o é aos teólogos sofisticados, e, acima de tudo, à religião.

E por quê?

Ora, qual é a diferença entre um fazedor de ídolos de pedra e um fazedor de ídolos de idéias?

Outro dia um “alto clero” evangélico me disse que “a teologia é o estudo de Deus”. Que diferença há entre tal “curso sobre Deus” e um “treinamento” que um artífice de ídolos dá a um novo assistente de oficio?

“Quem me vê a mim, vê o Pai” é uma revolução que quase ninguém quer; pois acaba com quase tudo o que foi instituído como divino e sagrado. E isto vai da Macumba à Igreja Evangélica.

Enquanto isto...

Os mercenários, os lobos, ou os doutores de Deus, tentam convencer o povo de que se não forem obedecidos, ou seguidos em suas sabedorias, no primeiro caso haverá maldição; e, no segundo caso, uma viagem sem volta para fora da “sã doutrina”; a qual, só é sã porque é a deles; e eles são os “sãos” que não precisam de médico.

Por esta razão, Jesus continuará a ser a manifestação e encarnação do Pai para os cristãos, desde que sempre seja visto pelos olhos mal-intencionados de uns; ou apenas fanaticamente condicionados dos que confessam tudo isto, mas têm pavor que o povo acredite, e não precise mais de suas “sacerdotalidades” a fim de prosseguirem na jornada.

“Filhinhos, guardai-vos dos ídolos!” —advertiu o velho apóstolo João!


Nele, que É Aquele que É,


Caio

Escrito em 2005

************************

Caio Fábio é autor com mais de 15 milhões de livros vendidos.
Atualmente conduz a Estação Caminho da Graça em Brasília.
Hoje estreamos a presença periódica do Caio aqui.
Um abraço a todos!

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PEGADINHA: CHOQUE NO BANHEIRO PÚBLICO




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Passageiros enfrentam quinto dia de atrasos em aeroportos do país


(FONTE: Folha online)


Os passageiros enfrentam, nesta terça-feira, o quinto dia de atrasos nos principais aeroportos do país. O tempo médio de espera é de duas horas.

Os problemas são resultado da operação-padrão dos controladores de tráfego aéreo que trabalham no Cindacta 1 (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo), com sede em Brasília.

Para amenizar o problema, a Aeronáutica restringiu o vôo de aviões não regulares, como jatos e particulares, das 7h30 às 12h e das 17h às 20h. A medida vale até dia 28 e atinge o espaço aéreo compreendido por parte de São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais, do Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Além disso, o ministro da Defesa, Waldir Pires, "convidou" controladores aposentados a auxiliar nos radares.

Os transtornos para os passageiros podem ser ainda maiores na quarta-feira (1º de novembro), devido à véspera do feriado prolongado de Finados e conseqüente aumento do tráfego aéreo. "Nós estamos em uma fase de sucessivos acontecimentos, como por exemplo, a eleição. Eu creio que o feriado, no meio dessa semana, também pode trazer dificuldades", admitiu o ministro da Defesa.

Atrasos

No aeroporto internacional de São Paulo, em Cumbica (Guarulhos, Grande São Paulo), os atrasos variam entre 30 minutos e duas horas. Por volta das 18h, eram 18 vôos atrasados. Pela manhã, um vôo da TAM que seguiria para o aeroporto do Galeão, no Rio, chegou a ser cancelado devido aos atrasos. De acordo com a empresa, houve um problema na "adequação da malha aérea".

Também há atrasos no Rio. No aeroporto Santos Dumont, a espera é, em média, de 40 minutos. Outro terminal com problemas é o aeroporto internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília. Segundo informações disponibilizadas pela Infraero (estatal que administra os aeroportos) na internet, os atrasos também foram de aproximadamente duas horas.

O aeroporto internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais (região metropolitana de Curitiba-PR), além da espera, registrou também o cancelamento de alguns vôos. Pela manhã, parte dos problemas foi causada pelo céu nublado, que manteve o aeroporto fechado para pousos e decolagens das 23h50 de segunda (30) às 8h desta terça.

Operação-padrão

Os atrasos nos vôos ocorrem desde a última sexta-feira (27), quando os controladores de tráfego aéreo de Brasília decidiram colocar a chamada operação-padrão em prática. Ela consiste em dobrar, de 5 milhas para 10 milhas náuticas, a distância entre os aviões. Isso implica coibir pousos e decolagens com pouco intervalo. No limite, os aviões acabam proibidos de deixar o solo. Também reduziram o número de aviões que são "vigiados" por cada controlador. A Aeronáutica nega o esquema.

A equipe de cerca de 60 operadores de Brasília, todos militares de baixa patente, está desfalcada após o afastamento de oito controladores, depois da queda do Boeing da Gol, há um mês.

Reportagem publicada segunda (30) pela Folha mostra que os atrasos em alguns dos principais aeroportos do país, representam uma tentativa de preservar a segurança dos passageiros, de acordo com Jorge Botelho, presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Proteção ao Vôo, entidade que reúne os civis que atuam como controladores de vôos.

Reunião

Na sexta-feira (27), os controladores de tráfego aéreo se reuniram em Brasília, em sigilo, para discutir as dificuldades do setor e definir uma forma de pressionar o governo a atender a reivindicação por melhores salários, menor carga horária e a contratação de mais profissionais.

A Aeronáutica nega que os problemas sejam conseqüência de uma operação-padrão por parte dos controladores e afirmou que os atrasos foram provocados pelo excesso do tráfego aéreo, o que obrigou as aeronaves em solo aguardar um maior espaçamento para decolar.

Os controladores de tráfego aéreo sofrem com a pressão e ainda estão sob efeito do maior acidente aéreo do país e, segundo a Folha Online apurou, poderiam fazer uma "greve branca", como o atraso proposital dos vôos. A maioria dos controladores é militar, por isso estão proibidos por lei de fazer greve.

Na manhã de sexta (27), ao menos 32 aeronaves com destino a São Paulo, Cuiabá, Campo Grande e à região Sul do país decolaram do aeroporto de Brasília com atrasos de uma hora e meia, em média. No sábado, o problema voltou a atingir vôos entre as principais capitais do país. As decolagens atrasam até quatro horas entre os aeroportos de São Paulo, Rio e Brasília e os pousos chegam a atrasar duas horas.

Medidas

Em nota enviada no sábado (28), a FAB (Força Aérea Brasileira) informou que "estão sendo implementadas medidas" para tentar resolver o problema do aumento de tráfego aéreo em Brasília e os atrasos nos vôos.

Entre as medidas estão o remanejamento de controladores de tráfego para Brasília, onde ocuparão as vagas dos operadores afastados depois do acidente com o vôo 1907, da Gol. Na ocasião, 154 pessoas morreram.

A nota também promete "um aumento substancial do número de controladores de tráfego aéreo".

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29 outubro 2006

A VITÓRIA DO FRACASSO ÉTICO: Lulla

Presidente / votos nominais


Candidato
Partido
Votos
% Válidos

1 13 LULA PT 58.258.948 60.82
2 45 GERALDO ALCKMIN PSDB 37.530.276 39.18


As eleições deste ano mostram claramente que os brasileiros são ainda nenéns no quesito de avaliação dos candidatos a cargos políticos. Democracia e voto são ainda coisas novas para os cidadãos daqui, daí a necessidade de campanhas de conscientização como as que foram feitas pelo TSE num excelente trabalho (ao meu modo ver).

Nosso povo precisa aprender a se valorizar ao invés de se alegrar com as propagandas maquiadas sobre os progressos sociais do país. O governo tem a obrigação de dar condições básicas para o cidadão viver. Está na Constituição. Isso não é um favor, é um direito do povo e uma obrigação do governante. Deveríamos aprender a ir para as ruas e protestar quando isso não é feito ou quando é feito na proporção de esmolas, afim de que se consiga um punhado de votos na próxima eleição.

Nas eleições de 2002, Lula e o PT eram o resultado da esperança e da vontade do brasileiro de mudar, de ter algo melhor, de ter seus direitos respeitados. Nestas eleições, Lula e o PT mostram uma nova face, a vitória do fracasso ético e ideológico.

Quando eleito em 2002, Lula carregou a esperança do povo por algo diferente e provou através da sequência triste de histórias de corrupções, que ele e o PT nada mais eram do que, apenas, mais do mesmo. Um mesmo maquiado com a cara do povo. Um mesmo fundamentado em mentiras e cinismos. Lula foi tudo aquilo que condenava. E o povo pediu BIS.

Se todos os fatos que aconteceram não foram suficientes para despertar o povo/eleitor; se todas as mentiras faladas com sorrisos e repetidas na intenção nazista de se tornarem reais não foram suficientes para levar o povo/eleitor a uma meditação consciente, o que então, precisaria acontecer?

O que explica a escolha de representantes do povo como Paulo Maluf, Fernando Collor, Ibsen Pinheiro, Antonio Pallocci, Ricardo Berzoini, Waldemar da Costa Neto e tantos outros?! Se roubar deixou de ser crime, por que gastar milhões construindo presídios e outros milhões mantendo-os?

A explicação mais certa para a aprovação dessa turma talvez seja muito simples: A existência da essência desses indivíduos dentro de vários brasileiros. O jeito antigo e errado de querer levar vantagem em tudo. O jeito egoísta de ser e de viver.

Assim explicamos a escolha por pessoas como essas para cargos de representatividade. Assim, explicamos a re-escolha de Lula para mais 4 anos e a não escolha de um Cristovam Buarque (por exemplo). O Brasil se tornou um país de lulinhas, gente que não se importa que o outro roube desde que o dele esteja garantido. Gente que se satisfaz ao ganhar vantagem sobre o seu próximo. Gente que mente sorrindo desconhecer de fatos, quando na realidade em tudo sabe.

Sendo assim o atual e o futuro Congresso Nacional mostra a cara da maioria dos brasileiros e, sendo assim, o Palácio do Planalto continuará mostrando o caráter ético e o comportamente moral da maioria dos brasileiros ou de pelo menos, quase 58,5 milhões de brasileiros.

Se assim não for, então falta vontade de adquirir conhecimento e/ou falta vontade de mudar a si próprio, pois para tal precisaria reconhecer as falhas pessoais e tomar uma decisão que poucos têm coragem de tomar.

28 outubro 2006

FATOS REAIS DE LULA DURANTE AS ELEIÇÕES

DEBATE NA GLOBO: ALCKMIN DENUNCIA A PRIVATIZAÇÃO DA AMAZÔNIA APROVADA PELO GOVERNO DO PT. LULA CHAMA DE CONCESSÃO: POR ATÉ 60 ANOS.




ENTREVISTA NA GLOBO: LULA NÃO AFASTOU NINGUÉM. TODOS OS MINISTROS ENVOLVIDOS COM CORRUPÇÃO PEDIRAM DEMISSÃO POR PRESSÃO DA IMPRENSA E POLÍTICA.




Amanhã é o dia: 29 de outubro
A escolha está entre a corrupção e a oportunidade de acabarmos com ela.
A escolha está entre a ética e a oportunidade de termos ela.
A escolha está entre a mentira e o descobrimento de novas verdades.
A escolha está entre Lula e Geraldo Alckmin.

São mais 4 anos.
Lembre-se que o Brasil não mudará se você não mudar.
É uma decisão.
E é sua.

Democracia se faz com consciência.
Vote consciente.

JUSTIÇA AUTORIZA QUEBRA DE SIGILO TELEFÔNICO DE RICARDO BERZOINI


(FONTE: Site O Globo)

A Justiça Federal do Mato Grosso autorizou, a pedido da Polícia Federal, a quebra do sigilo telefônico do deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP), acusado de envolvimento com o dossiê anti-tucano.

A PF quer saber com quem o deputado manteve contato nos dias próximos à prisão dos petistas Valdebran Padilha e Gedimar Passos com R$ 1,7 milhão que supostamente seria usado para pagar o dossiê, segundo informações publicadas na edição deste sábado (28) do jornal “Estado de São Paulo”.

Duas semanas atrás, Berzoini já havia prestado depoimento à PF e negado envolvimento com o caso, apesar de assessores próximos terem sido relacionados ao dossiê –entre eles Osvaldo Bargas (que escreveu o capítulo de emprego e trabalho do programa de governo de Lula), Jorge Lorenzetti (analista de risco da campanha petista e “churrasqueiro” do presidente) e Expedito Veloso, ex-diretor do Banco do Brasil.

O caso levou à queda de Berzoini da coordenação de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao seu afastamento da direção nacional do PT. Em seu lugar em ambos os cargos foi designado o assessor Marco Aurélio Garcia. Outro que caiu relacionado com o caso foi Hamilton Lacerda, ex-assessor de comunicação da campanha de Aloizio Mercadante ao governo de São Paulo.

Para a Polícia Federal, os nomes ligados a Berzoini e Mercadante fariam parte do “segundo escalão” da operação. A PF acredita que os mentores do dossiê estariam em Brasília. A suspeita foi reforçada a partir do depoimento dos donos da casa de cambio Vicatur, de Nova Iguaçu (RJ), de onde teriam saído os dólares apreeendidos pela PF com Valdebran Padilha e Gedimar Passos.

O jornal tentou contato com o deputado, mas ele não teria sido localizado para comentar a quebra de seu sigilo telefônico. O pedido de informações será encaminhado para a companhia telefônica para o fornecimento da relação de ligações efetuadas e recebidas por Berzoini, mas ainda não há data para que ela seja fornecida.

E A TURMA DO LULLA?!


Mais de 6.400 pessoas assistiram ao vídeo barrado pelo TSE
Um sucesso na internet!

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27 outubro 2006

Dinheiro do dossiê veio do caixa-dois com aval de Berzoini, acredita Lula

(FONTE: Blog da Revista Época)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse a dois ministros acreditar que parte dos R$1,7 milhão usado na tentativa de compra de dossiê contra o PSDB veio do caixa-dois do PT e que seu recolhimento foi autorizado pelo seu ex-coordenador de campanha, ex-ministro e presidente licenciado do partido, Ricardo Berzoini.

Nas quase seis semanas depois da prisão de Gedimar Passos e Valdebran Padilha com o dinheiro, Lula ordenou uma investigação paralela sobre o caso. Ministros, dirigentes petistas e delegados na Polícia Federal recolheram informações contraditórias, mas que permitiram ao Planalto montar um esboço de como foi arquitetada a compra do dossiê. O próprio presidente se envolveu na apuração, conversando com Ricardo Berzoini, o candidato derrotado ao governo de São Paulo Aloizio Mercadante e vários dirgentes da sua campanha. Há informações de que no dia 17, dois dias depois das prisões pela PF, Lula teria se encontrado com o ex-ministro José Dirceu. Procurado, Dirceu diz que não falou com o presidente sobre o caso.

APOIOS CONTRA A CORRUPÇÃO E AS MENTIRAS


" Eu voto no Geraldo Alckmin porque acho ele o melhor. É o exemplo que eu quero para meus netos. Eu quero que meus netos acreditem que política pode ser feita com ética, que não tem só bandido..."
(Irene Ravache, atriz)








" É claro que a gente torce por um Brasil melhor e eu vejo no Geraldo essa grande esperança brasileira"
(Jair Rodrigues, cantor)







" Meu caro Alckmin, meu sonho é vê-lo não apenas no segundo turno. Meu sonho é vê-lo dirigindo o nosso País."
(Itamar Franco, ex-presidente)







" Vamos dar todo o nosso empenho e colocar toda a nossa vontade em função daquela que é a melhor solução para o Brasil, que é Alckmin presidente da República. Assim como eu, Geraldo Alckmin tem uma aliança com o povo."
(José Serra, governador eleito por São Paulo)







" O Geraldo é um homem sensível, é médico, tem cultura e fez um bom governo. Ele já mostrou o caráter e mostrou que tem planos melhores que o oponente"
(Juca Chaves, humorista)






" A decisão que temos de tomar agora é a de apoiar o candidato Geraldo Alckmin, para alijarmos do poder este grupo que desmoralizou a política e o sindicalismo."
(Paulinho da Força Sindical)



Desde o momento que as apurações dos votos no 1º turno apontaram para um 2º turno, o Blog Ação Reação declarou apoio a Geraldo Alckmin.

Acredito que entre as duas opções que temos neste 2º turno, escolher alguém com o histórico de Lula por mais 4 anos, seria o mesmo que dar um cheque em branco pra alguém que já se sabe que roubou ou enganou outro alguém.

Fui Cristovam Buarque no 1º turno, por isso hoje, não posso optar por um governante que nada sabe sobre os atos dos seus principais assessores, amigos, ministros e inclusive filhos.

Se Lula fosse o presidente de alguma empresa e, ao invés de ministros fossem diretores os que tivessem cometidos crimes como os que aconteceram nestes últimos 4 anos em Brasília, com toda certeza o Conselho Administrativo, em reunião, já teria afastado o presidente.

Precisamos, como cidadãos, entender que a corrupção é um dos maiores responsáveis pelo Brasil estar onde está e, por isso, precisamos combatê-la eliminando da política (e de outros lugares) todos que praticam esse mal.

Isso não é impossível.

Basta cada um de nós fazer sua parte.

O Brasil não mudará se você não mudar.


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26 outubro 2006

OPINIÃO: ELEIÇÕES 2006

Lulla se gaba por causa de um Programa Assistencial chamado Bolsa Família que nem ele mesmo criou. É apenas uma daquelas cópias baratas em que se maqueiam o nome afim de parecer algo novo. Abusa do povo mais humilde e consegue, por um bocado de comida, votos para se reeleger.

Como marqueteiros nazistas, companheiros do PT de Lulla promovem mentiras nos quatro cantos do Brasil. E repetem. Repetem. Repetem... na intenção de torná-las realidade.

E o povo humilde acredita.

Lula trabalhou nos quatro anos do seu governo para os seus companheiros. Todos estão envolvidos em algum esquema de corrupção. Lulla trabalhou incansavelmente no Palácio do Planalto, mas virtualmente, pois é o presidente que mais viagens fez.

Enquanto isso a primeira-dama-que-nada-faz, se preocupa em fazer plásticas, colocar botóx, comprar vestidos, passear e gastar quase R$ 100 mil mensais no Cartão de Crédito da Presidência.

Enquanto isso o Luís "Ronaldinho", o Lulinha, gaba-se por ter se transformado num empreendedor de sucesso. Justamente no mesmo período em que o pai se tornou presidente.

Mas o que são esses escândalos perto do sorriso cativante do ex-metalúrgico e aposentado do INSS ganhando mais de R$ 4 mil mensais, Luís Inácio Lula da Silva?


Deixem o homem roubar!

É Lulla de novo com a força dos bobos.


Mas, ainda sim, eu acredito que a consciência possa falar mais alto, neste domingo dia 29 de outubro, não reelegendo Lulla e sua turma por mais 4 anos.

O Brasil não merece!

LEGALIZAR O ABORTO É META DO SEGUNDO MANDATO DO LULA

(FONTE: Jornal Opção)

O silêncio dos inocentes

Visceralmente contra a prisão perpétua para latrocidas, o programa de governo do presidente Lula propõe a pena de morte para crianças — em seu segundo mandato, o PT quer aprovar o aborto

POR JOSÉ MARIA E SILVA

Originário do grego -ismós, através do latim -ismus, o sufixo -ismo incorporou-se há séculos na língua portuguesa, sobretudo como formador de palavras a partir de verbos. Posteriormente, seria muito utilizado na medicina, como na palavra trismo (constrição da mandíbula), registrada, na língua portuguesa, desde 1695. Nos séculos XIX e XX, segundo o dicionário Houaiss, “seu uso se disseminou para designar movimentos sociais, ideológicos, políticos, opinativos, religiosos e personativos”. Capitalismo, liberalismo, socialismo e marxismo são exemplos de palavras formadas com o sufixo -ismo a partir dos substantivos capital, liberal, social e Marx. Segundo o Houaiss, “potencialmente há para cada nome próprio um seu derivado em -ismo”. O queremismo, movimento que pedia a volta de Getúlio Vargas em 1950, é uma prova dessa plasticidade do sufixo -ismo, que pode formar, por exemplo, os termos lulismo e alckmismo, como indicadores dos respectivos movimentos que visam à vitória de Lula ou de Alckmin nas eleições deste ano. A única palavra da língua portuguesa que está legalmente proibida de juntar-se ao sufixo -ismo para formar outra é a palavra aborto. O termo abortista, que resultaria dessa junção, foi praticamente banido da língua portuguesa pela Justiça.

No dia 16 de agosto de 2005, a 1ª Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais do Distrito Federal condenou o padre Luiz Carlos Lodi da Cruz, do Movimento Pró-Vida de Anápolis, pelo uso da palavra abortista para designar quem defende o aborto. A ação contra o padre Lodi foi movida pela antropóloga Débora Diniz, doutora em antropologia pela UnB e pós-doutora pela Universidade de Leeds, na Inglaterra. No sítio do Movimento Pró-Vida, o padre chamou Débora Diniz de “antropóloga abortista”, num texto em que também era estampada a foto da professora. Ofendida com as críticas do padre, ela recorreu à Justiça e venceu a demanda tanto na primeira quanto na segunda instância, obtendo uma indenização de 4,5 mil reais por danos morais. Mas os dissabores do padre Lodi com a Justiça não pararam aí. No dia 6 de março deste ano, a luta contra o aborto rendeu-lhe outra condenação por danos morais, desta vez num processo movido pelo promotor Diaulas Costa Ribeiro, que atua na Promotoria de Defesa dos Usuários do Serviço de Saúde do Distrito Federal. Como o promotor vinha atuando em defesa do aborto de anencéfalos na rede pública de saúde, o padre Luiz Carlos Lodi veiculou artigos na Internet em que o comparava a Hitler. Diaulas Ribeiro sentiu-se ofendido em sua honra e, a exemplo de Débora Diniz, obteve uma indenização de 4,5 mil reais por danos morais, numa decisão proferida também pela 1ª Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais do Distrito Federal.

Incapazes de sustentar publicamente a defesa do aborto, os abortistas descobriram na Justiça uma forma de calar seus adversários. No Rio de Janeiro, a deputada Jandira Feghali, do PC do B, que estava com a eleição praticamente ganha na disputa para o Senado, com o apoio do PT, acabou sendo derrotada por Francisco Dornelles, do PP, por 612 mil votos de diferença. (Ele teve mais de 3,3 milhões de votos.) Ela atribui a derrota à campanha que os católicos promoveram nas paróquias do Rio de Janeiro, divulgando o seu trabalho parlamentar em defesa da descriminalização do aborto. Relatora do projeto de lei que trata da “interrupção voluntária da gravidez” (eufemismo adotado pelos abortistas), Jandira Feghali apresentou, em 1º de agosto de 2005, na Câmara dos Deputados, um substitutivo que aprova o aborto até a 12ª semana de gestação, desde que ele seja realizado por médico e com o consentimento da gestante. A “Lei do Aborto” — como o projeto deveria ser chamado pela imprensa e pela própria Jandira Feghali — também prevê a “interrupção voluntária da gravidez” até a 12ª semana de gestação, no caso de gravidez decorrente de “crime contra a liberdade sexual”. Nos casos em que a gestante corre risco de vida, o projeto não estabelece limite para a realização do aborto, ficando a decisão a critério médico.

O Movimento em Defesa da Vida, uma entidade católica que luta contra o aborto, resolveu mostrar aos cariocas o trabalho desenvolvido por Jandira Feghali na Câmara dos Deputados. Durante a campanha eleitoral, a entidade distribuiu nas paróquias do Estado do Rio panfletos em que informava aos católicos que Feghali é “abortista”, isto é, defende o aborto. Indignada, a candidata ao Senado pelo PC do B entrou na Justiça pedindo a apreensão dos panfletos. O desembargador Luiz Felipe Francisco acatou a representação e expediu um mandado de busca e apreensão na Arquidiocese do Rio Janeiro. Nem o gabinete do cardeal Dom Eusébio Scheid, escapou da devassa, executada no dia 21 de setembro. No domingo seguinte, 24 de setembro, numa nota oficial que foi lida na missa de todas as paróquias do Estado, a Arquidiocese protestou contra a medida, citando nominalmente Jandira Feghali. A deputada comunista não se deu por vencida e recorreu novamente à Justiça. Mais uma vez, o desembargador Luiz Felipe Francisco acolheu a representação e determinou ao arcebispo e demais párocos que se abstivessem de fazer qualquer comentário político durante as celebrações. Felizmente, no mesmo dia, o TRE revogou a decisão do magistrado, entendendo que se tratava de censura prévia, vetada pela Constituição.

Luiz Carlos Lodi, padre: condenado pela Justiça por usar a palavra “abortista” em defesa da vida
Por que a deputada Jandira Feghali, o promotor Diaulas Ribeiro e a antropóloga Débora Diniz não admitem ser chamados de “abortistas” e recorrem à Justiça quando são identificados desta forma? Porque, como a maioria dos defensores do aborto, eles sabem que a defesa da total autonomia da mulher sobre seu corpo — mesmo estando grávida — não é aceita pela grande maioria da sociedade. Daí que todo abortista faça questão de dizer: “Oh! Eu, pessoalmente, sou contra o aborto! Apenas sou a favor de sua descriminalização”. Foi o que fez o presidente Lula ao responder, por escrito, a uma pergunta do jornal O Globo, no dia 27 de agosto deste ano: “Aborto no Brasil é caso de saúde pública. Pessoalmente, como cristão, sou contra. Mas encaminhei a discussão para o Congresso e a sociedade debaterem e discutirem em que circunstâncias ele é admissível”. Ora, trata-se de um mero jogo de palavras de Lula, que apenas serve para esconder a incongruência da esquerda — ferrenha adversária da pena de morte, mas aguerrida defensora do aborto. Para os marxistas, o Estado não pode matar um assassino serial, mesmo que ele seja a pior criatura que já habitou o mundo; entretanto, uma mãe pode matar o seu filho inocente, bastando que não se sinta em condições de criá-lo.


Quem duvida que essa moral contraditória é intrínseca ao pensamento de esquerda, leia o programa de governo do presidente Lula. Visceralmente contra a prisão perpétua para latrocidas, pistoleiros e estupradores, o programa de governo de Lula propõe a pena de morte para crianças — se eleito, o petista quer descriminalizar completamente o aborto no país. O padre Luiz Carlos Lodi da Cruz tem toda razão — Lula e o PT são abortistas. Não há outra palavra na língua para defini-los, a não ser que a Justiça brasileira — cada vez mais esquerdista — esteja pensando em impor ao restante do país, por meio da jurisprudência, a novilíngua orwelliana que a esquerda já impôs nas escolas. Defender a liberação do aborto do ponto de vista legal e se recusar a ser chamado de abortista, sob o pretexto de não desejá-lo na prática, é um atestado de menoridade cognitiva, uma covardia mental, típica da pusilânime intelectualidade brasileira, que Lula aprendeu a repetir psitacideamente. A rigor, não existe na face da terra ninguém que seja a favor do aborto. Todo mundo, sem exceção, é — pessoalmente — contra o aborto. A única pessoa no mundo que parece ficar grávida apenas pelo desejo de abortar é a Re Bordosa, mas ela só existe virtualmente, como personagem de história em quadrinhos, criada por Angeli. Alguém pode ser contrário ou favorável à extração de dentes? É-se, obviamente, a favor da prevenção da cárie. Mesmo uma mulher que já fez meia dúzia de abortos, não os fez por gosto, mas porque, devido à fraqueza própria ou a contingências exteriores, não conseguiu evitar a gravidez. Ninguém deseja o aborto para si ou para outrem. A não ser que seja uma mulher absurdamente masoquista ou um homem medonhamente sádico. O que passa a ser um caso clínico.

Independentemente de qualquer valor moral, o aborto é ruim — dói, sangra, incomoda o organismo. Logo, quando se diz que alguém é a favor do aborto, não se está dizendo que esse alguém acha o ato de abortar prazeroso e que pretende induzir outras pessoas a praticá-lo. Quando se diz que “fulano é contra o aborto” e “sicrano é a favor”, o que se quer dizer é que cada um deles assume uma posição pública acerca da conduta que a sociedade deve adotar em relação ao problema. Assim como defender a aprovação da pena de morte não faz de alguém um assassino, defender a legalização do aborto não faz de ninguém um aborteiro (que faz aborto) e, sim, um abortista (que o defende). Portanto, nenhum defensor do aborto deveria achar ruim ser chamado de abortista, porque não existe outra palavra em língua portuguesa para designá-lo. (Em que pese a palavra não constar como verbete nos dicionários Caldas Aulete, Aurélio e Houaiss, possivelmente por uma questão ideológica, no caso dos dois últimos. Os dicionários de espanhol, língua-irmã do português, trazem o verbete abortista, com o significado de quem é favorável à legalização do aborto.)

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Mas nem só a antropóloga Débora Diniz, o promotor Diaulas Ribeiro e a deputada Jandira Feghali renegam a qualificação de abortistas. Também o presidente Lula esconde dos eleitores que a implantação do aborto — amplo, geral e irrestrito — é uma das principais políticas públicas de seu governo na área comportamental, perdendo apenas para a santificação do homossexualismo. O Programa de Governo 2007-2010 de Lula é dividido entre uma parte geral (diretriz de todas as outras) e 16 partes setoriais, que tratam de agricultura e transporte a jovens e homossexuais. A proposta de legalização do aborto não aparece na parte geral do programa e, sim, num dos programas setoriais, o Programa Setorial de Mulheres. Diz o programa de Lula: “O segundo Governo deve consolidar e avançar na implementação de políticas afirmativas e de combate aos preconceitos, à discriminação, ao machismo, racismo e homofobia. As políticas de igualdade racial e de gênero e de promoção dos direitos e cidadania de gays, lésbicas, travestis, transexuais e bissexuais receberão mais recursos. (...) O Governo Federal se empenhará na agenda legislativa que contemple as demandas desses segmentos da sociedade, como o Estatuto da Igualdade Racial, a descriminalização do aborto e a criminalização da homofobia” [grifo meu]. Ou seja, mais uma inversão de valores promovida pela esquerda: tirar a vida de um bebê deixará de ser crime; criticar a conduta de um travesti passará a sê-lo.


Em vez de fazer campanha para prefeito de Pindamonhangaba, discutindo a política do “Bom Prato”, Geraldo Alckmin deveria pôr o governo Lula em pratos limpos, obrigando o seu adversário a falar sobre três temas que o incomodam muito: o Foro de São Paulo (órgão que liga o PT às Farc de Manuel “Tirofijo” Marulanda e Fernandinho Beira-Mar); Santo André (o Triângulo das Bermudas petista, que consome cadáveres, entre eles o de Celso Daniel, Vladimir Herzog de Lula); e o totalitarismo esquerdista (característica essencial do PT, que o aproxima do Partido dos Trabalhadores alemão de Hitler). A defesa que o PT e Lula fazem da legalização do aborto é uma prova do totalitarismo esquerdista. Não tanto pelo conteúdo da proposta, mas pela forma como é feita — às escondidas, impedindo a sociedade de discutir o assunto. A esquerda trata o aborto como uma simples questão ginecológica, como se o feto não passasse de um ciclo menstrual desregulado. Prova disso é que, já no primeiro governo Lula, o Ministério da Saúde, sob o comando de Humberto Costa, tentou impor ao país várias políticas pró-aborto, como o incentivo ao uso da pílula do dia seguinte, que, mesmo não sendo abortiva (como os católicos afirmam que é), psicologicamente induz os casais ao sexo irresponsável e tende a preparar a mulher para aceitar o aborto.

O programa de governo de Lula, repetindo uma tese essencial de todos os partidos de esquerda, sustenta que a mulher deve ter total autonomia sobre seu corpo, cabendo-lhe — exclusivamente — a decisão de abortar ou não. Essa tese é quase unânime entre os intelectuais, como a professora Débora Diniz, que processou o padre Luiz Carlos Lodi por chamá-la de “antropóloga abortista”. Aliás, ao defendê-lo com unhas e dentes, os partidários do aborto dão total razão ao padre Lodi, que, ironicamente, costuma observar: “Para os abortistas, o corpo humano se divide em: cabeça, tronco, membros e criança”. O aborto, como tudo o que diz respeito diretamente à vida, jamais pode ser uma questão de foro íntimo, entregue exclusivamente às deliberações do indivíduo. A sociedade, por meio de suas instituições, tem não apenas o direito, mas o dever de discuti-lo. O aborto não é meramente uma “interrupção voluntária da gravidez”, como dizem, eufemisticamente, os abortistas — é também uma “interrupção voluntária da vida”. Saber se essa “interrupção voluntária da vida” é crime ou não, é moral ou não, é justa ou não — eis a tarefa que compete à sociedade, incluindo, obviamente, os religiosos, que fazem parte dela.

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Nenhuma coletividade humana que proclama o valor da vida pode admitir que seus membros saiam matando quem quer que seja sem dar satisfações a ninguém. Todas as culturas, antigas e modernas, regulamentaram, de um modo ou de outro, o ato de matar. Por isso, o Estado e as religiões, que por bem ou por mal são representantes das coletividades humanas que os engendram, têm não só o direito, mas até o dever, de opinarem sobre questões como aborto, eutanásia, pena de morte e células-tronco, para citar alguns exemplos. Quando Lula afirmou ao jornal O Globo que, mesmo sendo contra o aborto, resolveu colocá-lo em discussão na sociedade, ele omite um fato — a sociedade em si é inerte e só existe, de fato, através de seus movimentos organizados, todos eles de esquerda e, majoritariamente, abortistas. No ano passado, o governo Lula criou uma comissão tripartite para revisar a legislação relativa ao aborto, e a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, sob o comando da ministra Nilcéia Freire, promoveu cinco audiências públicas para tratar do assunto, com o apoio da ONU, que também professa a causa abortista. Mas não houve debate, porque todos os palestrantes convidados pelo governo — juristas, médicos e sociólogos — professavam um pensamento único — a defesa irrestrita do aborto.


O assessor adjunto da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, José Maria da Costa (que participou dos encontros por iniciativa própria, uma vez que entidades contrárias ao aborto não foram convidadas), observou que os defensores da legalização do aborto irão sustentar sua luta em dois pontos: a tese de que aborto é questão de saúde pública e a tese de que a mulher deve ter total autonomia sobre seu corpo. Em artigo publicado no sítio da CNBB, Costa observa: “Pretendem fazer pressão sobre os Três Poderes da República, com destaque para o Poder Judiciário, visto como o foco privilegiado da luta abortista pelo fato de que, na visão deles, é o mais laico e progressista. Irão fazê-lo legislar”. Ou seja, mais grave do que defender a legalização do aborto — que, em determinadas circunstâncias, pode ser admissível e até desejável — é o modo como o governo Lula quer impô-lo ao país — de cima para baixo, sem discussão, sob a camuflagem de uma linguagem falsamente científica. A exemplo do que já ocorre com a pena de morte, a prisão perpétua e a maioridade penal, a elite intelectual do país — que tanto fala em democracia — simplesmente alija a população do debate desses temas, porque sabe que a esmagadora maioria dos brasileiros é a favor da pena de morte, da prisão perpétua e da redução da maioridade penal. No caso do aborto, pesquisa realizada pelo Ibope, em fevereiro do ano passado, mostrou que apenas 3 por cento (pasmem: 3 por cento) da população brasileira entende que abortar é uma decisão que compete exclusivamente à própria mulher, como pensam os esquerdistas. O povo brasileiro ainda tem algum bom senso. O que o estraga é sua elite intelectual. Aliás, se a elite de doutores uspianos e seus discípulos pelo país afora não tivessem defendido sistematicamente o atual governo, Lula já teria sofrido impedimento e o PT teria sido extinto — para o bem da democracia brasileira.

Na cabeça dos esquerdistas (que são hegemônicos no ensino superior há pelo menos 30 anos e, conseqüentemente, formaram toda a elite política do país), a defesa do aborto é logomarca de progresso; sua condenação é sintoma de atraso. É o que também pensam muitos promotores e juízes pelo país afora, especialmente os mais jovens, já formados nas teses de esquerda. Exemplo disso são as duas sentenças da Justiça do Distrito Federal contra o padre Luiz Carlos Lodi da Cruz. Na ação movida pela antropóloga Débora Diniz, o desembargador Teófilo Rodrigues Caetano Neto, que atuou como juiz-relator, sustenta que o padre usou indevidamente a imagem da professora e ofendeu sua honra ao qualificá-la como “antropóloga abortista”. Pelo que se depreende do voto do juiz, ele considera abortista como sinônimo de aborteira, confusão que cai por terra numa simples consulta aos sufixos -ismo e -eiro no dicionário Houaiss. O juiz também observa que Débora Diniz defende o aborto no caso de anomalia fetal e não indiscriminadamente, como sugere o epíteto empregado pelo padre do Movimento Pró-Vida de Anápolis. Ora, Débora Diniz — como quase todos os intelectuais de ciências humanas — defende que a lei garanta à mulher total autonomia sobre seu próprio corpo, como fica muito claro em seus artigos e entrevistas. Na prática, isso é o mesmo que defender o aborto indiscriminado — o que faculta ao padre Luiz Carlos Lodi utilizar-se do epíteto “antropóloga abortista” para qualificá-la.

Extrapolando do seu papel de juiz para o de advogado de defesa da parte ofendida, Teófilo Rodrigues Caetano Filho quer, literalmente, ensinar padre-nosso a vigário e chega a afirmar que o padre Luiz Carlos Lodi “deveria pautar sua atuação pelos princípios que permeiam a doutrina cristã, notadamente a tolerância, o respeito e amor ao próximo”. Ora, senhor juiz, se o senhor de fato respeita a liberdade de expressão das partes litigantes, como afirma em seu voto, então há de entender que a ira do padre contra a antropóloga é perfeitamente justificável. Para os cristãos, o feto é uma criação divina e tem alma. Já é um ser humano desde o momento em que foi concebido — o que também é o entendimento da Constituição brasileira. Portanto, é exatamente por nortear-se pela doutrina cristã que o padre vergasta a antropóloga. Ele sabe que não é dado a ninguém ser tolerante, respeitoso e amoroso com a vítima e o carrasco ao mesmo tempo. Entre dois valores que se excluem mutuamente, não há como ser moderado, é preciso escolher. Padre Lodi faz a escolha que Jesus Cristo faria: tolera a vidazinha do feto; respeita sua humanidade; ama o próximo que brota nele — o que o obriga a ser intolerante com os que querem abortá-lo. Ou será que foram em vão as célebres palavras de Jesus: “Vinde a mim as criancinhas, porque delas é o Reino dos Céus”? O próprio Cristo dizia a seus discípulos: “Quente ou frio. Morno eu te vomito”. A tolerância com a defesa do aborto é um pacto com a condenação da vida.

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Todavia, mesmo que o padre Lodi tenha sido intolerante com Débora Diniz, ela bem merece esse tratamento. Tolerância com a insipiência basta a que o Brasil já dispensa a Lula. Numa entrevista concedida à Assessoria de Comunicação da UnB, em 20 de julho de 2004, depois de defender o aborto no caso de anencéfalos, a antropóloga Débora Diniz viu-se diante da pergunta: “Você é a favor da legalização do aborto em qualquer situação?” Ela deixou claro: “Sou a favor que as pessoas tomem suas decisões livremente. O mais importante é a profundidade do caráter laico do Estado em que vivemos. Um estado laico não pode legislar sobre isso. Constitucionalmente, o Brasil é um estado laico, não há religião oficial. Por isso, não é possível defender a ilegalidade do aborto em um estado laico”. Sua resposta é extremamente grave para uma antropóloga. Revela um materialismo tacanho (provavelmente de fundo marxista), absolutamente incompatível com a ciência que ministra. Ora, se a “ilegalidade do aborto” não é compatível com o Estado laico, então, por uma questão de lógica, a “ilegalidade da pena de morte” também não é compatível com ele. Se a vida de um bebê inocente não importa ao Estado e ele não se intromete na decisão materna de abortá-lo, por que a vida de um assassino serial de crianças deveria interessá-lo, a ponto de ele prender cidadãos de bem para impedir seu linchamento? O Estado laico ideal de Débora Diniz é uma selva hobbesiana — mata quem pode, vive quem escapa.


A se crer na vã filosofia da doutora antropóloga, o Estado laico é indiferente à vida e à morte — esses caprichos religiosos da Igreja Católica. O juiz José Guilherme de Souza, que votou com o relator pela condenação do Movimento Pró-Vida, também parece acreditar nisso, porque, depois de afirmar que a condenação do padre Lodi tem um “valor propedêutico” e um “valor epistemológico”, acrescenta: “É importante lembrar que, — e nesse patamar socorro-me da expressão utilizada com muita felicidade pelo juiz Teófilo Caetano, — estamos diante de um caso de intolerância religiosa em pleno século XXI, em pleno ano 2005”. Pelas barbas de São Marx! A que ponto chegou a inversão de valores neste país de Lula! Um magistrado considera “intolerância religiosa” a defesa da vida. Ora, senhor juiz, como o senhor classificaria a violência com que a esquerda é contra a pena de morte, a prisão perpétua e a redução da maioridade penal, — em nome dos direitos humanos de assassinos seriais, — xingando de nazista todos aqueles que não compartilham dessa complacência hedionda com o crime? Eu mesmo, quantas vezes não sou xingado em cartas de leitores, no Jornal Opção, e telefonemas de ouvintes, na Rádio Interativa, pelo simples fato de defender penas mais duras contra bandidos? A intolerância atéia da esquerda, senhor juiz, é tão selvagem que, graças a ela, a população brasileira foi obrigada a participar de uma farsa caríssima chamada Referendo do Desarmamento, sem saber que já tinha sido desarmada em favor dos bandidos muito antes desse plebiscito. Prova incontestável disso é que, mesmo o povo tendo votado pelo não nesse estelionato cívico, uma idosa de 67 anos está correndo o risco de ser presa por ter atirado num bandido que tentou assaltá-la. De acordo com a lei aprovada pelos tolerantes marxistas dos direitos humanos, um bandido pode gozar de todos os feriados nacionais para visitar supostos parentes e assaltar velhinhas, mas a velhinha não pode reagir — porque, caso escape de pagar com a vida nas mãos do bandido, pagará com a liberdade nas garras do Estado.

Mas o juiz prossegue em sua intolerância reversa, praticamente assinando embaixo da antropologia primária de Débora Diniz: “Os tempos modernos não se compactuam, não se compadecem com esse tipo de atitude, porque já saímos do medievo, já saímos do Renascimento, do Barroco, já escapamos da Santa Inquisição. Hoje, a manifestação de qualquer tipo de intolerância religiosa é algo extremamente entristecedor para o espírito humano”. O magistrado chega a citar um conceito em desuso nas ciências humanas (o de “aparelho ideológico de Estado”) desde que seu autor, o filósofo franco-argelino Louis Althusser (1918-1990), estrangulou a mulher e escreveu um livro se confessando praticamente um estelionatário intelectual, que criou teses a partir de Marx mesmo sem tê-lo lido. Afirma o juiz Guilherme de Souza: “A religião é uma doutrina, uma tese, mas a Igreja, enquanto entidade, é um aparelho ideológico de Estado e, nessa condição, tal como as escolas, sindicatos, partidos políticos e tantos outros aparelhos ideológicos de Estado que orbitam em torno da sua esfera, já não tem e não pode ter a intervenção, ingerência ou intromissão que em tempos idos tinha, quando qualquer rei, monarca ou imperador não tomava decisões de Estado sem consultar a Igreja”.

Ora, senhor juiz, qualquer manual de antropologia (exceto aqueles em que Débora Diniz se tornou doutora) ensina que a religião não pode ser reduzida a uma mera “doutrina”, a uma simples “tese”, a um estreito “aparelho ideológico de Estado”. A religião é antes de tudo uma instituição humana, milenarmente anterior ao próprio cristianismo, e sua interferência não apenas no Estado, mas na vida de toda a sociedade, é um fato incontestável, até mesmo inevitável. Enquanto o homem não tiver explicações definitivas sobre a origem e o fim da vida (o que a ciência está muitíssimo longe de oferecer), ele continuará tentando entender por que existe o universo e não o nada — e, aí, como já ensinava o filósofo ateu Bertrand Russel (1872-1970), entra a autoridade da religião, que não é menos respeitável do que a autoridade da ciência. No que parece não concordar o magistrado, porque ele chega a classificar como “infeliz conduta” do Movimento Pró-Vida a “intolerância manifestada em face de uma professora, de uma antropóloga que tem, inclusive, respeitável título de pós-doutora”. Mas ao contrário do que pensa o juiz, a atitude combativa do padre Lodi seria muito mais condenável se ela se manifestasse contra uma empregada analfabeta e humilde, sem argumentos para se defender de suas catilinárias. Esta, sim, precisaria da proteção judicial, não a antropóloga Débora Diniz, que não precisava recorrer à censura contra o padre Lodi, porque seu pós-doutorado deveria servir-lhe ao menos para argumentar em defesa de suas teses.

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Na verdade, o pós-doutorado de Débora Diniz não é atenuante, mas agravante. Fosse eu juiz e achasse necessário complementar o trabalho do advogado de defesa da antropóloga (como fizeram dois dos três magistrados que julgaram o caso), eu absolveria o padre Lodi justamente com base no pós-doutorado da professora. Esse pós-doutorado confere à antropóloga armas mais poderosas do que a do padre. Se ele dispõe de fiéis para ouvi-lo xingá-la de “antropóloga abortista”, ela dispõe de alunos para ouvi-la tachá-lo de “padre reacionário”. E com um atenuante em favor do padre e um agravante contra a antropóloga: os fiéis que lêem e ouvem Luiz Lodi constituem um público voluntário, que abraça livremente a fé católica e pode trocar de igreja se não gostar do padre; já os alunos que lêem e ouvem Débora Diniz perfazem um público compulsório, obrigado a se sujeitar à exigência do diploma e impossibilitado de trocar de professor se não gostar de suas aulas. Fiz uma graduação em jornalismo e um mestrado em sociologia, senhor juiz, e já me cansei de ouvir e ler professores supostamente iluministas chamando religiosos como o padre Lodi de “fanáticos”, “reacionários”, “inquisidores”, “nazistas”, sem apresentar um só argumento para alicerçar essas críticas. A maioria, por sinal, seria incapaz de sustentar um debate, por escrito, contra o padre Luiz Carlos Lodi, que pensa e escreve muito melhor do que a maioria dos professores universitários brasileiros.


O padre Lodi não precisa ser neutro; mas Débora Diniz tem a obrigação de ser imparcial. Só lhe é dado defender cientificamente o aborto, se na mesma aula ou na mesma apostila em que fizer essa defesa, ela abrir espaço para o contraditório — a defesa científica da vida. Ou, por acaso, só a fé religiosa defende a vida, cabendo à racionalidade científica a defesa da morte? Se Geraldo Alckmin fosse de fato da Opus Dei, — mas, infelizmente, não é, — ele deveria fazer essa pergunta para Lula nos debates. Lula pode ser — e, provavelmente, é — o antípoda da razão, mas seu partido, o PT, encarna a racionalidade científica vigente no país, tanto que os intelectuais tucanos, como Fernando Henrique Cardoso, José Arthur Giannotti ou Luiz Carlos Bresser Pereira, não conseguem ir intelectualmente muito além dos intelectuais petistas como Antônio Cândido, Marilena Chauí ou Francisco de Oliveira. Por isso, o programa de governo de Geraldo Alckmin é exatamente o mesmo programa de governo de Lula da Silva, diferenciando-se mais no estilo do que no conteúdo. A exemplo do PT de Lula, o PSDB de Alckmin também professa a inversão de valores promovida pela esquerda e, no seu programa, propõe: “Impor medidas de respeito ao exercício da livre opção de comportamento individual, corolário da convivência democrática, que conduz à plena aceitação da diversidade de orientação sexual” [grifo meu].

Como se vê, o PT é mais explícito e propõe logo a descriminalização da morte de crianças e a criminalização de críticas a travestis. Trata-se do combate à homofobia — uma palavra de ordem do Movimento Gay que os intelectuais de esquerda transformaram em conceito científico e o segundo governo Lula pretende impor como norma penal. Desde a Constituição de 88 (muito mais socialista do que liberal), a esquerda vem transformando o Brasil imperceptivelmente: às vezes, pelo golpe do voto; outras vezes, pelo golpe da lei. (O excesso de processos contra críticos do PT, como mostram as fotos ilustrativas deste artigo são um exemplo do segundo caso.) Ao reduzir democracia a eleição, impondo seu conceito de “democracia participativa”, que nada mais é do que embrião do totalitarismo, a esquerda desmoralizou as instituições. A começar pelos Três Poderes da República, — Executivo, Legislativo e Judiciário, — que, no campo dos costumes, têm trabalhado contra a população.

Políticos, promotores e juízes se esquecem que seu dever não é tutelar a nação, mas expressá-la. Catequizados pelo obscurantismo marxista, que aposta na ética do conflito, com vistas à revolução, eles se arvoram a elaborar e aplicar leis supostamente avançadas, achando que com isso melhoram a sociedade brasileira. E, como a cultura moderna substituiu o ideal grego do sublime pelo cinismo francês do grotesco, hoje, como diria Caetano Veloso, “o mal é bom e o bem, cruel”. Como as leis do Estado derivam dos valores da cultura (e não o contrário, como parece pensar Débora Diniz), o Brasil, ao professar esses valores amorais importados da França, fatalmente haveria de se tornar essa República de Bandidos que se vê hoje, em que a maioria das leis é feita para beneficiar criminosos. Os promotores e juízes que fingem não ver a inconstitucionalidade dessas leis supostamente avançadas e as defendem em artigos e entrevistas moram, geralmente, em condomínios fechados e passam férias em Paris. Ocupados em ostentar o Brasil virtual que essas leis almejam, mal têm tempo para a amargar o Brasil real onde elas se aplicam. Se a ciência política fosse uma zoologia moral, eu diria que, em qualquer país do mundo, o povo é um jumento e sua elite, o almocreve. O que diferencia o Brasil dos países desenvolvidos é que, neles, a lei é uma sela que a elite ajusta ao lombo do jumento. No Brasil, a lei é o cabresto com que a elite tenta puxá-lo. Mas, como se sabe, o jumento empaca e, aí, já não se sabe quem puxa quem.

Cristovam Buarque fala sobre corrupção:


Apesar do PDT ter decidido pela neutralidade, Cristovam Buarque e seu vice, o senador Jéfferson Pérez apoiam Geraldo Alckmin.
Cristovam Buarque foi ministro da Educação do Lulla, mas foi demitido por telefone.

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"Laranjas" dão pista para solução do dossiê, diz fonte da PF

(FONTE: Reuters)

A Polícia Federal acredita ter pego "o fio da meada" na investigação da origem dos recursos que seriam usados para a tentativa de compra de um dossiê com informações contra candidatos do PSDB. O depoimento de Viviane Gomes da Silva, apontada como integrante do grupo de "laranjas" que teria participado da operação para adquirir os dólares junto à agência de turismo Vicatur, em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, deu pistas consideradas importantes que fizeram os investigadores acreditar que estão muito próximos do desfecho da apuração.

"A expectativa de solucionarmos este caso antes das eleições é enorme", disse nesta quarta-feira um delegado que participa da investigação. Viviane foi ouvida pela PF no Rio de Janeiro na véspera e confirmou que ela e outros integrantes de sua família foram usados como "laranjas" em negociação com moeda americana feitas na Vicatur.

Os levantamentos da PF mostram que ela movimentou, junto à agência de turismo, US$ 44,3 mil no dia 21 de agosto. Em seu depoimento, Viviane, "humilde" moradora da Baixada Fluminense, negou ter participado de transações financeiras e acusou a Vicatur de utilizar, sem seu conhecimento e autorização, dados de seus documentos, como CPF e identidade.

Outras informações dadas pela testemunha trouxeram ânimo à equipe de investigadores envolvida na apuração do caso. "O depoimento de Viviane foi uma dica muito quente que nós recebemos", comemorou o policial.

Em Cuiabá, no Mato Grosso, o superintendente regional da Polícia Federal, Daniel Lorenz de Azevedo, confirmou na noite de quarta-feira a jornalistas que as diligências no Rio comprovam a origem dos dólares como sendo da Vicatur. "As análises preliminares da busca para saber a origem dos dólares apontam que eles saíram da Vicatur", disse Lorenz de Azevedo. "Os saques feitos por 'laranjas' são altos. Não se chegou a nenhum político ou pessoa conhecida".

A PF localizou outros seis parentes de Viviane que também estão envolvidos em negociações com moeda americana junto à empresa, segundo documentos obtidos pela PF. Segundo a mesma fonte, cada um movimentou entre US$ 30 mil e US$ 45 mil em dias próximos à prisão Gedimar Passos e de Valdebran Padilha, ligados ao PT, com o equivalente a R$ 1,7 milhão em um hotel em São Paulo.

Outra família com sobrenome semelhante ao de Viviane está sob a investigação da PF por suposto envolvimento na operação de aquisição de dólares. Esse outro grupo de pessoas mora, de acordo com a fonte, numa cidade próxima à divisa entre os Estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. Todos serão ouvidos pelo órgão. Seus nomes têm sido mantidos sob sigilo para não atrapalhar as investigações.

Outros quatro "laranjas" que teriam adquiridos dólares na empresa de turismo também deram informações à PF que confirmam irregularidades na transação com dólares. Os ouvidos em Ouro Preto (MG) disseram ter sido "involuntária" a transação de dólares da Vicatur.

Azevedo, da PF de Cuiabá, descartou a hipótese de que os "laranjas" foram enganados por operadores do saque de dinheiro. "Eles não são vítimas. Ocorreram fatos ilícitos contra o sistema financeiro nacional", respondeu ao ser perguntado sobre o crime ocorrido.

A fonte da PF em Brasília acrescentou que os depoimentos de Viviane e dos outros "laranjas" confirmam a existência de crime, o que dá margem à incriminação dos principais suspeitos no caso do dossiê e dos donos da Vicatur por prática de várias irregularidades, incluindo lavagem de dinheiro.

Vicatur
Na manhã desta quarta-feira, o delegado encarregado das investigações, Diógenes Curado, cumpriu mandato de busca e apreensão na sede da Vicatur, onde foram apreendidos diversos documentos que registram as movimentações financeiras da empresa. Também foram ouvidos, na Superintendência Regional da PF no Rio, os representantes da Vicatur Jorge e Fernando Ribas. Todos negaram envolvimento em irregularidades.

Azevedo voltou a dizer que a PF está "produzindo prova para mostrar uma parte da origem do dinheiro até o final da semana", mesmo com a investigação demorada. Segundo ele, a Polícia Federal trabalha agora para saber como o dinheiro saiu do Rio de Janeiro para São Paulo. "Não se sabe se o dinheiro foi de avião, ônibus ou carro", disse.

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25 outubro 2006

EMAIL DE GERALDO ALCKMIN

Riva,

Acuso o recebimento e agradeço a sua informação, tenha a certeza de que ela receberá a nossa melhor atenção. É com a participação de cada cidadão que seremos capazes de criar um Governo que beneficie brasileiros e brasileiras de Norte a Sul.

Estamos no Segundo Turno das eleições, e trabalhamos com grande entusiasmo para multiplicar o nosso apoio. Para isso, conto com você. Vamos detalhar nossos projetos, eles apontam para um Brasil que pode crescer muito mais, com eficiência, muito suor, e muito trabalho. Esse é o meu compromisso.

O Brasil precisa de seriedade, dedicação e eficiência no exercício da Presidência. Menos discursos e mais ação. Farei assim, Riva, e pautarei meu trabalho pela ética e transparência, para que todo cidadão brasileiro possa saber o que realizo em meu mandato.

Quero retribuir a confiança depositada em cada voto do Primeiro Turno com meu empenho e minha dedicação. Conto com o seu apoio nesta caminhada que não é somente minha ou de um partido político, mas de todos aqueles que desejam construir um Brasil decente e honesto, com desenvolvimento e inclusão social.


Um abraço,


Geraldo Alckmin

(recebido em 24/10/2006)

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