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13 setembro 2006

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A INTERMINÁVEL BLASFÊMIA EVANGÉLICA NA POLÍTICA:
Sai satanás!









FONTE:
Jornal O Tempo - 06/09/2006



MP denuncia membros da igreja Quadrangular - por Murilo Rocha

O Ministério Público Estadual denunciou ontem um grande esquema de corrupção envolvendo representantes da Igreja do Evangelho Quadrangular e da ONG Escola do Ministério de Jeová Jiré com a Prefeitura de Contagem, Grande Belo Horizonte, nos anos de 2001 a 2003.

A denúncia resultou de dois anos e meio de investigação de uma força-tarefa composta por promotores do Patrimônio Público e a Polícia Civil.

No total, 23 pessoas – entre elas o presidente da Igreja, o pastor e ex-deputado federal Mário de Oliveira, e o ex-prefeito de Contagem e candidato a deputado, Ademir Lucas (PSDB) – são acusadas de participar de uma quadrilha responsável pelo desvio de R$ 1,1 milhão da administração municipal, nos anos de 2001 a 2003, e de uma série de outros delitos.

O crime, de acordo com a denúncia do MP, era operado através de convênios fraudulentos firmados entre o município e a ONG, ligada à Igreja do Evangelho Quadrangular.

Conforme o promotor Mário Antônio Conceição, um dos principais operadores do esquema era o pastor Jerônimo Onofre da Silveira, homem forte de Mário de Oliveira. Jerônimo era presidente da ONG e costurou os convênios com a prefeitura.

No entanto, antes da assinatura dos documentos, ele passou o cargo para o seu sobrinho, Marcos Silveira de Andrade, e foi empossado por Lucas como secretário de Defesa Social de Contagem.

Orações
Como chefe da pasta, o pastor Jerônimo escolheu a ONG do sobrinho, da qual era presidente, para ser prestadora de serviços para o município. O objetivo do contrato – pelo qual a prefeitura firmou dois convênios, de R$ 200 mil, em 2001, e de R$ 920 mil, em 2002 – era a recuperação de pessoas viciadas em drogas.

No entanto, o método de terapia proposto pela ONG era pouco convencional. “Eles propunham uma recuperação em 15 dias, sem médicos. Apenas com orações”, denuncia o promotor.

Apesar de todas as contas da ONG terem sido aprovadas pela ex-controladora do município, Sandra Rocha, escolhida pelo prefeito para fazer a interlocução com a entidade, segundo aponta a investigação, o Ministério Público constatou irregularidades em praticamente todas as atividades feitas pelo grupo.

O local onde funcionava a “terapia” para viciados, um local chamado Ilha, no bairro Várzea das Flores, estava em nome do próprio pastor Jerônimo, secretário da prefeitura. “Durante a vigência dos contratos, ele recebeu R$ 300 mil de aluguel pagos pela prefeitura, da qual ele fazia parte”, disse o promotor.

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Só pra lembrar:

Mário de Oliveira é candidato a deputado federal e
Ademir Lucas é candidato a deputado estadual,
ambos por Minas Gerais

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