CQC na Marcha para Jesus

04 Novembro 2009



O CQC serviu para mostrar como as pessoas seguem seus líderes religiosos sem utilizarem o córtex. Sim, porque se tal coisa fizessem perceberiam o quanto são enganados.

E o pior é que estas pessoas ainda que se vejam na televisão permanecem achando que há uma lógica para aquilo que dizem acreditar. Isso sim é loucura!!!

As pessoas seguem cegos e não percebem que se tornaram cegas.

O diabo não precisa fazer nada... Ele deve estar, de férias, surfando em Malibu.

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REVISTA ISTOÉ: Corrupção Nanica, Estrago Gigante

02 Novembro 2009


No início do mês, a Controladoria-Geral da União (CGU) atingiu um número simbólico: fiscalizou os repasses de recursos federais em 30% dos municípios brasileiros, algo próximo a 1,6 mil pequenas cidades, com menos de 500 mil habitantes. Individualmente, os relatórios enviados pelos fiscais da CGU mostram casos de corrupção barata espalhados por todo o País, mas, quando observados em conjunto, desenham um cenário sombrio.

De acordo com o levantamento do órgão fiscalizador do Poder Executivo, 95% das cidades visitadas pelos agentes da CGU apresentam problemas na administração dos recursos federais que lhes foram repassados nos últimos anos. Esses problemas, na maior parte dos casos, são na verdade indícios de malversação do dinheiro público, que muitas vezes se traduz em licitações fraudadas, comprovação de gastos com notas frias e falsas ou na apropriação pura e simples de recursos por parte dos agentes municipais. Apesar de pequenas, essas cidades receberam R$ 11 bilhões apenas de programas ligados aos ministérios nos últimos seis anos.

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Aeronáutica aponta que 8 fatores contribuíram para acidente da TAM

27 Outubro 2009


FONTE: Estadão

Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) concluiu que oito fatores contribuíram de maneira decisiva para a tragédia com o voo 3054 da TAM, que deixou 199 mortos, em 17 de julho de 2007. O relatório final sobre o maior acidente aéreo do País, a que o Estado teve acesso, diz que os peritos não encontraram evidências de falha nas engrenagens dos manetes (aceleradores). Como o equipamento se encontrava muito destruído pelo fogo e pelo impacto da queda, não foi possível determinar com 100% de certeza em que posição as alavancas de potência estavam no momento em que o Airbus A320 varou a pista do Aeroporto de Congonhas.

O relatório ainda não foi oficialmente divulgado. O Setor de Comunicação Social da Aeronáutica informou que o texto está em fase final de elaboração e deve ser concluído este ano. Ocorre hoje, em Brasília, a última reunião da comissão de investigação do acidente, com a participação de peritos americanos e franceses que auxiliaram na apuração.


PRINCIPAL HIPÓTESE

Como o único indicativo de que os pilotos deixaram os manetes fora da posição recomendada - um na posição de aceleração e a outro em frenagem - veio da caixa-preta, o Cenipa resolveu estudar as duas hipóteses mais prováveis: falha no sistema de controle de potência do jato, que teria transmitido ao motor informação diferente da que indicava o manete, ou um erro dos pilotos Kleiber Lima e Henrique Stefanini di Sacco. A segunda hipótese, diz o Cenipa, é a mais provável "uma vez que é elevada a improbabilidade estatística de falha no sistema de acionamento" dos manetes.

Para tentar entender o que se passou nos instantes finais do voo 3054, peritos realizaram em simulador 23 procedimentos de aproximação para pouso em Congonhas. "A repetição das ações dos pilotos, da forma como foram registradas pelo FDR (gravador de dados), levou ao mesmo resultado do acidente, até mesmo quanto às posições e velocidades com as quais a aeronave saiu da pista e colidiu com as edificações", diz a página 48. Os ensaios mostraram ainda que, embora não fosse previstas pelo fabricante do jato, as duas tentativas de arremetida (desistência do pouso) foram bem-sucedidas 15 segundos após o toque dos trens de pouso com o solo.


FALHA EM AVISO SONORO

As simulações revelaram um dado preocupante: nem sempre o aviso sonoro "retard", que tem a função de advertir os pilotos sobre os procedimentos a serem adotados no momento do pouso, operou conforme o previsto. "Ficou constatado que, na aeronave A320, é possível, durante o pouso, posicionar um dos manetes de potência na posição reverso (frenagem) e outro na posição de subida (aceleração), sem que nenhum dispositivo alerte de modo eficiente os pilotos", diz a página 102. "Tal situação pode colocar a aeronave em condição crítica e, dependendo do tempo necessário para que a tripulação identifique essa configuração e dos parâmetros da pista de pouso, uma situação catastrófica poderá ocorrer", avisa o Cenipa.


AEROPORTO IRREGULAR

A investigação da Aeronáutica encontrou diversas irregularidades em Congonhas na época do acidente: 1) O aeroporto não era certificado nos termos do Regulamento Brasileiro de Homologação Aeronáutica 139, que baliza o funcionamento de todos os aeroportos do País. 2) As obras no terminal de passageiros e no pátio de estacionamento, concluídas em 2007, não foram homologadas. 3) Não foi realizada inspeção aeroportuária especial durante nenhuma das obras realizadas em Congonhas e concluídas em 2007. 4) Não foi realizada inspeção aeroportuária especial pós-acidente. 5) Até a data do acidente, o aeroporto não dispunha de aérea de escape.

Ainda no quesito aeroporto, o relatório do Cenipa traz algumas novidades. Diz que, em 2005, o extinto Departamento de Aviação Civil (DAC) realizou inspeção em Congonhas e constatou a inexistência de área de escape, como exigem legislações internacionais. Na ocasião, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) elaborou plano de ações corretivas em que se comprometia a avaliar soluções para o problema. Um ano depois, ao analisar o plano da estatal, o DAC advertiu: "A Infraero será responsabilizada por eventuais danos e/ou prejuízos ocasionados a terceiros, em razão da não correção da referida irregularidade".

O Cenipa salienta que o prazo dado à Infraero para a correção do problema expirou em 30 de agosto de 2006, quando a fiscalização do setor já era de responsabilidade da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).


TREINAMENTO FALHO

O relatório aponta falhas no treinamento e instrução fornecidos pela TAM. Segundo o Cenipa, a formação teórica dos pilotos usava apenas cursos interativos em computador, "o que permitia a formação massiva, mas não garantia a qualidade da instrução recebida". Além disso, a formação de Stefanini, o copiloto, contemplou apenas um tipo de certificação, o que se mostrou insuficiente para enfrentar aquela situação. Por fim, havia a percepção, entre os tripulantes, de que o treinamento vinha sendo abreviado, por causa da grande demanda advinda do crescimento da empresa.


OS OITO FATORES CONTRIBUINTES

Instrução: A formação teórica dos pilotos usava exclusivamente simulações em computador, o que não garantia a boa formação individual de cada um. Além disso, a formação do copiloto, Henrique Stefanini di Sacco, contemplou apenas um determinado tipo de certificação, que se mostrou insuficiente para enfrentar a situação. Havia a percepção entre os tripulantes, aliás, que o treinamento vinha sendo abreviado


Coordenação de cabine: O monitoramento do voo não se mostrou adequado, uma vez que a tripulação não percebia o que acontecia, o que impediu correções.


Pouca experiência do piloto: Apesar de sua larga experiência em grandes jatos comerciais, Di Sacco tinha apenas 200 horas de voo em jatos A320


Supervisão gerencial: A companhia aérea permitiu que a tripulação fosse composta por dois comandantes, mas Di Sacco havia realizado só um treinamento específico. A falta de coordenação entre os setores da empresa - especialmente Operações e Treinamento - levou a falhas na formação dos pilotos


Falta de percepção: A configuração e o funcionamento dos manetes não ajudaram os pilotos na identificação de dificuldades. E essa situação foi agravada pela falta de um alarme para indicar o erro na posição do instrumento

Perda de consciência situacional: Surgiu como consequência da falta de percepção dos pilotos. A automação da aeronave também não ofereceu aos tripulantes sinais de perigo

Regulação: Embora a Anac proibisse a operação com
reverso (freio aerodinâmico) inoperante, a exigência só foi normatizada em 2008. Isso impediria o pouso com pista molhada

Projeto: Ficou constatado que é possível possível pousar com os manetes do A320 em posições distintas, sem que nenhum dispositivo alerte os pilotos

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Vídeo da ABC News:

Crianças Acusadas em Nome de Jesus

13 Outubro 2009



Esta é a fé cristã que tem alienado milhões de mentes por todo mundo. O vídeo mostra o que pastores evangélicos, em Nome de Jesus, estão fazendo com as crianças na Nigéria.

Enquanto isso, no Brasil, Malafaia e Cerullo pedem R$ 900,00 como uma "oferta de fé".

Gostaria de pedir sua colaboração, na medida do possível, com o pessoal do Caminho da Graça - Estação Santos. O objetivo deles é irem a Nigéria a fim de salvar quantas crianças puderem. Os dados bancários estão no banner acima.

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ENQUANTO ISSO...

Malafaia e Cerullo não param de extorquir o povo

05 Outubro 2009



Acontecem tantas coisas neste mundo afora que a gente fica pensando se algumas coisas realmente recebem atenção das pessoas. Esta venda de unção da dupla Malafaia & Cerullo é uma delas.

Já recebi email de gente falando que a primeira leva desta comercialização evangélica rendeu mais de R$ 2 milhões. Fiquei meio assim... Mas teve um dia que vi um vídeo do Malafaia na web dizendo que ele não pediu dinheiro pra fazer determinado evento porque já tinha vindo desta parceria aí acima. Pensei: "Putz!!! Então é verdade. Como que tem gente boba neste universo!!!"

Pra minha surpresa, hoje acessando o Blog do Genizah deparei com mais um vídeo dizendo que a campanha continua. Até que justifica a continuação, afinal em time que tá ganhando não se mexe. Mas é muita cara de pau destes dois aí passarem o tempo na TV vendendo bençãos. Este tipo de comércio tinha que ser proibido por Lei. É um abuso!!!

Eles não tem nenhum respaldo bíblico e mesmo assim enganam um monte de gente que nem conhece aquilo que dizem seguir: a Bíblia.

Não foi atôa que Jesus os chamou de Guia de Cegos.

E pra piorar bem a situação, vejo que todos querem (de alguma forma) comprar sua benção, sua unção... mas ajudar aquele que está machucado e caído no chão, ninguém quer.

Veja os casos, por exemplo, dos trabalhos realizados pela Visão Mundial, ou das crianças que estão sendo chamadas de bruxas por pastores na Nigéria e com isto recebendo toda sorte de tortura e dos casos de infanticídio nas tribos indígenas brasileiras. Ong's destinadas a ajudarem estas causas pedem que cada um apadrinhe uma criança com R$ 40,00 ou R$ 50,00 mensais e padrinhos recebem uma gama de documentação a fim de acompanharem o trabalho deles. Mesmo assim, poucos dão ouvidos a isso. Melhor é dar dinheiro para o Malafaia & Cerullo, encher o bolsos deles e garantir uma benção por aqui.


Graças a Deus que ainda há samaritanos na face da Terra!!!!!

Riva Moutinho
BH - MG

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DENÚNCIA: Infanticídio Indígena

01 Outubro 2009



A partir de hoje o Ação Reação vai ser mais uma das poucas vozes que ecoam este absurdo que acontece no Brasil: enterro de crianças vivas nas tribos indígenas.

A mídia não mostra esta verdade indescritível pra sociedade, mas enquanto os políticos filhos da puta do Congresso trabalham apenas para si próprios a fim de massagearem seus egos bestiais, enquanto líderes religiosos transformam a imunidade dos seus templos em meios de enriquecerem, enquanto os idiotados donos da Record e Rede Globo fazem suas briguinhas ao vivo, enquanto panacas perdem tempo assistindo Big Brother e afins; crianças estão sendo enterradas vivas nas tribos indígenas brasileiras.

Agora que você tomou conhecimento, VOCÊ VAI FAZER O QUÊ?!!!

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O que é Infanticídio?

Popularmente usado para se referir ao assassinato de crianças indesejadas, o termo infanticídio nos remete a um problema tão antigo quanto a humanidade, registrado em todo o mundo através da história.

A violência contra as crianças é uma marca triste da sociedade brasileira, registrada em todas as camadas sociais e em todas as regiões do país. No caso das crianças indígenas, o agravante é que elas não podem contar com a mesma proteção com que contam as outras crianças, pois a cultura é colocada acima da vida e suas vozes são abafadas pelo manto da crença em culturas imutáveis e estáticas (ver box ao lado).

A cada ano, centenas de crianças indígenas são enterradas vivas, sufocadas com folhas, envenenadas ou abandonadas para morrer na floresta. Mães dedicadas são muitas vezes forçadas pela tradição cultural a desistir de suas crianças. Algumas preferem o suicídio a isso.

Muitas são as razões que levam essas crianças à morte. Portadores de deficiência física ou mental são mortas, bem como gêmeos, crianças nascidas de relações extra-conjugais, ou consideradas portadoras de má-sorte para a comunidade. Em algumas comunidades, a mãe pode matar um recém-nascido, caso ainda esteja amamentando outro, ou se o sexo do bebê não for o esperado. Para os mehinaco (Xingu) o nascimento de gêmeos ou crianças anômalas indica promiscuidade da mulher durante a gestação. Ela é punida e os filhos, enterrados vivos.

É importante ressaltar que não são apenas recém-nascidos as vítimas de infanticídio. Há registros de crianças de 3, 4, 11 e até 15 anos mortas pelas mais diversas causas.

Em certas comunidades, aumentam os casos entre mães mais jovens. Falta de informação, falta de acesso às políticas públicas de educação e de saúde, associadas à absoluta falta de esperança no futuro, perpetuam essa prática.

“As crianças indígenas fazem parte dos grupos mais vulneráveis e marginalizados do mundo, por isso é urgente agir a nível mundial para proteger sua sobrevivência e direitos (...)”

Relatório do Centro de Investigação da UNICEF, em Florença, Madrid, fevereiro de 2004

ACESSE A ONG HAKANI: clique aqui


Assista o vídeo desta barbárie:

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No mundo das lésbicas

FONTE: Revista IstoÉ

30 Setembro 2009

A DJ Nina Lopes, 37 anos, toca todo sábado na primeira festa fixa voltada para lésbicas de São Paulo. "De um ano para cá, teve um boom de baladas para mulher. Temos eventos de sexta e sábado toda semana e outros esporádicos, uma vez por mês ou a cada 15 dias", conta. Alguns chegam a atrair 2,5 mil pessoas. Nas baladas para mulheres homossexuais, a paquera é sutil.

Em vez de abordagens agressivas, as meninas dançam coladas, lançam olhares, esperam uma resposta. Na Superdyke, festas homossexuais femininas, no UltraClub, onde Nina comanda o som, o público está na casa dos 20 anos. Se em lugares públicos namoradas nem sequer podem dar a mão despreocupadamente, lá, casais dão beijos apaixonados. Na pista, garotas dançam bem perto, encaixando os corpos, numa liberdade difícil de imaginar numa festa heterossexual. As atrações da pista são o ponto alto da noite, com shows de gogo dancers e strippers - moças se aglomeram ao redor do palco e gritam, assoviam. No lounge, casais namoram, conversam e dão risada, como se estivessem em bancos de parque, mas sob a proteção das quatro paredes da casa. As lésbicas querem um espaço só delas.

"Quando se fala em movimento gay, as pessoas nem pensam em mulheres. Então é um jeito de dizer que existimos"
Karina Dias, escritora

Em muitas coisas, as mulheres homossexuais querem ser iguais aos homens gays: nos direitos civis e na aceitação social conquistados, por exemplo. Em outras, querem que suas diferenças sejam respeitadas e valorizadas. O que se constata quando se mergulha no mundo das lésbicas é que elas não querem abrir mão de um espaço próprio. Ou seja, não querem ficar a reboque dos homossexuais masculinos. Para dar conta dessa necessidade, está surgindo um movimento silencioso, com eventos, produtos e serviços voltados para esse público. As baladas que se multiplicam são um exemplo. Mas o fermento dessa iniciativa é a internet. A escritora Karina Dias, 30 anos, começou com um blog e acaba de lançar o romance lésbico "Aquele Dia Junto ao Mar". "Quando se fala em movimento gay, as pessoas nem pensam em mulheres. Então é um jeito de dizer que existimos", afirma Karina, que recebe dezenas de emails por dia de garotas que não sabem como lidar com a descoberta da sexualidade. "Eles vêm carregados de dúvidas e medos. Isso é um grande impulso para continuar escrevendo."

A internet mostrou que havia um público negligenciado até mesmo pela mídia gay. "Dentro de um mundo machista, as lésbicas são a minoria da minoria", diz Paco Llistó, editor do Dykerama (dyke é gíria para lésbica, em inglês), site voltado para lésbicas e bissexuais que existe há dois anos e chega a picos de um milhão de acessos por dia. "O machismo pauta até mesmo parte do movimento LGBT (Lésbicas, gays, bissexuais e transexuais). Não só na militância, mas de forma editorial e cultural", afirma Llistó. "Agora elas começam a ganhar espaço."

Mais recente, o site Parada Lésbica tem também uma rede social só para elas. A editora do site, Del Torres, 29 anos, apostou na diversificação de assuntos, sob a perspectiva homossexual feminina. "Lésbicas, acima de tudo, são mulheres e gostam de textos mais sensíveis", afirma Del. Outra ideia foi criar um ponto de encontro virtual para as meninas. Daí surgiu o Leskut, que tem hoje 19 mil perfis e recebecerca de 100 adesões por dia. "Chats de grandes portais estão cheios de heterossexuais e casais procurando alguém para transar. Como o Leskut é um ambiente mais controlado, elas se sentem confiantes."

A socióloga francesa Stéphanie Arc, autora de "As Lésbicas" (Ed. GLS), que acaba de ser lançado no Brasil, acredita que as homossexuais femininas estão certas em tentar afirmar sua identidade dentro do movimento gay. "Afinal, elas encontram dificuldades específicas na sociedade", reconhece. Mas essa participação é um fenômeno bastante recente. "Existia uma ideia forte de que as mulheres não militavam. E, da forma tradicional, não participavam mesmo", afirma a escritora Valéria Melki, 43 anos. Valéria enfatiza que é importante que a militância assimile as diferenças. "Sexualidade para os homens é um valor, para as mulheres é um horror. Uma mulher sexualmente livre é malvista, ao contrário do homem. Isso afeta a mulher lésbica." A escritora foi uma das criadoras do grupo Umas e Outras, que reunia lésbicas para saraus literários. Outra das criadoras, Laura Bacellar, comemorou um ano da primeira editora lésbica do Brasil, a Malagueta.

Laura fundou a editora junto com sua companheira, Hanna K. "Nos nossos romances, queremos protagonistas e visão homossexuais claras e assumidas", afirma Laura. Há duas gerações escrevendo atualmente: autoras mais velhas, entre 40 e 50 anos, que participaram da primeira fase do movimento gay, e uma nova geração, na casa dos 30 anos, que se formou na internet. "É um pouco mais fácil para elas do que foi para a geração anterior, as famílias aceitam com mais tranquilidade", diz Laura. "Elas são mais diretas em seus textos para falar o que acontece na cama, em detalhes, sem tanto pudor."

Outras editoras estão despertando para o nicho. O Grupo Editorial Summus tem o selo GLS, que só neste ano lançou seis títulos e cresceu 10% mais do que o resto do grupo. "As publicações voltadas para as lésbicas estão mais interessantes", reconhece Soraia Bini Cury, editora-executiva da Summus. "Mas não existia abertura para esses livros. De uns tempos para cá, elas estão assumindo junto com os gays a militância pelos direitos humanos", diz a editora. Os críticos desse movimento alertam para o perigo de as lésbicas quererem se fechar em guetos, justamente no momento em que os gays estão conseguindo mais espaço na sociedade. A semióloga Edith Modesto, que acaba de lançar "Entre Mulheres", de depoimentos homoafetivos, discorda. "Isso é preconceito", afirma. "Não se trata de se isolar. Pessoas com as mesmas características se sentem bem de ter um espaço próprio para discutir seus assuntos." Para Stéphanie Arc, a ideia de gueto também não se aplica. "Não é um conceito exato, porque o gueto é onde você está à força, contra a sua vontade. E isso jamais me ocorreu quando estou num bar para mulheres."

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Pastores Evangélicos acusam crianças de Bruxaria e as levam a toda sorte de sofrimentos e morte

25 Setembro 2009



NÃO HÁ PALAVRAS PARA EXPRESSAR TAMANHA BRUTALIDADE!!!

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A imprensa sob ameaça

FONTE: Revista IstoÉ

23 Setembro 2009


O processo de redemocratização na América Latina completou duas décadas, mas os governantes ainda não se acostumaram a conviver com a liberdade de imprensa. Nós últimos meses, as limitações ao exercício do jornalismo voltaram a assombrar a região.

No Brasil, o caso mais clamoroso é o da censura judicial ao jornal "O Estado de S.Paulo", que foi proibido de dar notícias sobre negócios do empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Não se trata de fato isolado que saiu da cabeça de um juiz. A má vontade com a imprensa é crescente. Na terça-feira 15, Sarney afirmou, durante sessão em homenagem ao Dia Internacional da Democracia, que no Brasil "a mídia passou a ser uma inimiga do Congresso e das instituições representativas".

No mesmo dia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao falar sobre a recuperação da economia, comemorou o fim da "empáfia da imprensa", que, segundo ele, acha que com suas manchetes pode criar o clima que bem entender. Lula já qualificou os jornais de "capengas", "especializados apenas em notícias negativas", e disse que não tem o hábito de ler jornais porque lhe dá azia. "Faz mal ao fígado", explicou

Apesar da má vontade reinante, tudo indica que no Brasil as ameaças à liberdade de expressão são mais amenas do que nos países vizinhos. Na Venezuela, Argentina, Bolívia, Nicarágua e no Equador os ataques são bem mais violentos. Incluem aplicação de multas e sanções administrativas, suspensão de concessões, reformas em leis de radiodifusão e ações truculentas de fiscalização. Mas não deixa de ser surpreendente, para os brasileiros que viveram os anos de chumbo, ver o presidente Lula falar o que está falando sobre a linha editorial dos jornais.

Também causa espanto a postura radical de José sarney, um jornalista de profissão que se orgulha de ter sido o paladino da redemocratização. Se o presidente da República e o presidente do Senado persistirem nessa pregação, abrem espaço para propostas tão radicais quanto as que vêm sendo aprovadas em outros países da região. As ameaças à liberdade de expressão são tão flagrantes que levaram a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) a convocar um fórum de emergência na sexta-feira 18, em Caracas. O que a SIP não fez sequer nos tempos das ditaduras militares no Cone Sul.

Sarney tentou atenuar suas declarações, em nota oficial, mas não conseguiu escapar das críticas. "Discursos como o de Sarney não contribuem para a democracia. Sem liberdade de expressão, não há Estado de Direito", atacou o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto. Para o presidente da Associação Brasileira de Imprensa, Maurício Azedo, o cenário é preocupante.

"A ABI acompanha esses incidentes com grande apreensão e tem adotado uma posição de vigoroso repúdio a essas restrições." Azedo acha que muitas autoridades não estão preparadas para o regime democrático. "Nem o Judiciário absorveu essa ideia." Segundo ele, os meios de comunicação "não estão isentos de cometer erros, mas isso não é motivo para a censura, pois a liberdade é exercida com o propósito de servir ao bem comum."

O presidente da Federação Nacional de Jornalistas, Sérgio Murillo de Andrade, também alerta para os "ataques repetidos" à imprensa. "Políticos, integrantes do governo, empresários e até mesmo magistrados têm recorrido à Justiça para impedir de forma liminar a divulgação de informações de interesse público só porque seus nomes estão envolvidos em algum delito."

Quem deu a partida nas intimidações aos meios de comunicação na região foi o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Em 2007, ele cassou a licença da Rádio e Televisão Caracas (RCTV) e conseguiu fechar 34 rádios. Agora, Chávez, que tem inspirado seus colegas na América Latina, ameaça tirar do ar a TV Globovision, que faz oposição ao seu governo. No início de agosto, 35 pessoas fortemente armadas invadiram a sede da emissora.

Os invasores, que usavam boinas vermelhas e empunhavam bandeiras de um partido aliado de Chávez, entraram no edifício, após ameaçar os seguranças e lançar bombas de gás lacrimogêneo. A direção da Globovision responsabilizou o presidente. "Este foi um atentado não só contra a liberdade de expressão, mas contra a vida de pessoas que estavam trabalhando", disse o diretor-geral da empresa, Alberto Federico Ravell.

As investidas mais recentes contra a liberdade de expressão foram postas em marcha na Argentina pela presidente Cristina Kirchner, admiradora de Chávez. Na quinta-feira 10, mesmo dia em que o "Clarín", maior jornal do país, denunciou a existência de uma fraude de 10 milhões de pesos num órgão do governo, o Fisco argentino fez uma blitz nos escritórios do grupo de comunicação.

A sede da empresa, em Buenos Aires, onde funcionam as redações do "Clarín" e dos periódicos "Olé" e "La Razón", foi tomada por 200 fiscais. Também houve busca e apreensão de documentos nas residências de executivos do jornal. A operação ocorreu em meio ao debate sobre o controvertido projeto de lei de serviços audiovisuais proposto pelo governo Kirchner.

Claramente inspirada no modelo venezuelano, a proposta, aprovada na Câmara na quinta-feira 17, reduz o número de licenças dos atuais grupos de mídia, aplica um duro controle do Executivo sobre as concessões e favorece a presença de sindicatos e organizações sociais, aliados a Cristina. "O projeto tem um total desprezo à iniciativa privada", disse a deputada e jornalista Norma Morandini.

Nos últimos meses, o presidente da Bolívia, Evo Morales, também aderiu à onda e inaugurou 250 rádios, deu mais poderes à tevê estatal e agora ensaia estatizar o "La Razón", maior jornal boliviano. Em outra frente, Morales move uma ação contra o jornal "La Prensa", após uma denúncia de omissão do governo num caso de contrabando.

Já o presidente do Equador, Rafael Correa, deve aprovar no próximo mês o projeto da Lei de Comunicações, que subordinará jornais, rádios e tevês à renovação anual do registro. "Nem mesmo nos períodos da ditadura a imprensa equatoriana sofreu tantas ameaças diretas do governo", lamenta Jorge Ortiz, âncora do "Hora 7", da Teleamazonas, empresa que está sob o risco de ser fechada por Correa. Na verdade, para os meios de comunicação da América do Sul, os dias de chumbo estão de volta e a democracia ameaça tornar-se uma palavra frágil.

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“O caos produzido pelo silêncio de muitos no mundo é infinitamente inferior ao caos que é produzido como conseqüência da ausência do silêncio em um único ser.”
- Riva Moutinho 12/02/2009 -

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